PROJETO COMPARTILHAR

Coordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira

www.projetocompartilhar.org

 

 

 

MEIRELLES FREIRE

Adendas à Genealogia Paulistana

(atualizado em 15-dezembro-2014)

 

 

Moacyr Urbano Villela

Bartyra Sette

 

 

Manoel de Meirelles Freire, filho de Manoel Gonçalves e Marta de Meirelles, casou com Agueda Figueira, filha de Fulano do Couto e Ângela Coelho, naturais da Freguesia da Figueira-Portugal.

 

Dois de seus filhos vieram para o Brasil e casaram em Guaratinguetá-SP:

1- João de Meirelles Freire

2- José de Meirelles Freire

 

1- João de Meirelles Freire, nasceu na freguesia de S. Salvador de Figueiras Bispado do Porto, na primeira metade do século XVIII. Em 1760 em Guaratinguetá-SP, casou com Rosa Maria de Jesus, daí natural, filha de José Gonçalves Cruz e Ignez Barbosa de Lima, neta paterna de Antonio Garcia e Madalena Gonçalves, neta materna de Estevão Correa de Lima e Rosa de Lima, naturais de São Paulo, por Rosa bisneta de Gaspar João Barreto e Maria Barbosa de Lima, família “Gaspar João Barreto, o filho”, neste site.

Casamentos de Guaratingueta - 1760; Copia de Gastão de Meireles França; RGB nº 7: N.º 353 - João de Meireles Freire, nat. de S. Salvador de Figueiras, bisp. do Porto, filho de Manoel de Meireles Freire e Agueda Figueira, n.p. de Manoel Gonçalves e Marta de Meireles e n.m. de F..... do Couto e Angela Coelho, naturais da Freguesia da Figueira, com Rosa Maria de Jesus, desta Freguezia de Guaratinguetá, filha de José Gonçalves Cruz e Inês Barbosa de Lima, n.p. de Antonio Garcia e Madalena Gonçalves, naturais estes, e o pai da Freguesia de Santiago de Movili (?), e n.m. de Estevam Correia de Lima e Rosa de Lima, naturais de S. Paulo.

Pais de, q.d.:

1-1 João de Meirelles Freire casou aos 24-11-1789 em Guaratingueta com Margarida Antonia de Jesus, filha do Cap. Antonio Pereira Leite, natural de S. Lourenço do Prado, termo da vila de Melgaço Arcebispado de Braga e de Antonia de Araujo, natural de Pindamonhangaba, neta paterna de Rozendo Rabelo Leite, natural de Senhorinha de Basto Arc. de Braga e Brigida José de Castro, natural de Melaço - família “Jasson da Costa”.

Guaratingueta, SP [Joam de Meireles Freire e Margarida Antonia]. Aos 24-11-1789 nesta matriz e test.: Padre Manoel Jose de Bettencort e D. Maria Galvoa digo o Padre Manoel Jose de Bettencort e o Cap. Mor Manoel da Silva Reis se receberam Joam de Meireles Freire e Margarida Antonia de Jesus ambos moradores e fregueses desta vila, ele f.l. do Cap. Joam de Meirelles Freire n. da cidade de S. Paulo(sic) e de D. Rosa Maria n. desta vila e nada disseram dos avos paternos. Ela contraente f.l. do Cap Antonio Pereira Leite n. do Melgasso Arc. de Braga e de D. Antonia de Araujo, n. e moradora desta predita vila; np de Rozendo Rabelo Leite e Brigida Jose de Castro, ele n. da Senhorinha de Basto Arc. de Braga e ela natural de Melgasso freguesia de S. Lourenço do Prado Arc. de Braga.

1-2 Maria de Meirelles Freire casou em 04-02-1794 em Guaratinguetá com Agostinho Leite de Almeida, filho de Ângelo Leite de Siqueira e Felícia Maria de Almeida, família “José de Bulhões”, neste site.

Guaratinguetá-SP Igreja Sto Antonio aos 04-02-1794 neta matriz se receberam Aostinho Leit de Almeida, f.l. de Angelo Leite de Siqueira e de Felicia Maria de Almeida, naturais da vila de Mogi das Cruzes, np de João Leite de Siqueira e s/m Agostinha Machado de Lima, naturais da mesma dita vila, e pela materna de Antonio Machado Cardoso n. da freguesia da Conceição dos Guarulhos e de s/m Catarina Correa de Almeida, natural da predita vila. Cc D. Maria de Meirelles Freire, natural desta vila, f.l. do Cap. João de Meirelles Freire, natural da freguesia do Barroso Arc. de Braga e de D. Rosa Maria de Jesus, natural desta vila;np não souberam dizer e pela materna do Ten. Joseph Gonçalves Cruz natural de Viana Velha Bispado da cidade do Porto e de s/m D. Ignez Barbosa de Lima, nb. da vila de Taubate. Test.: Ten. Angelo Leite de Siqueira, Ten. Francisco Las---- Banher, João de Meirelles Freire, Joaquim de Souza Machado todos casados e desta freguesia, excepto o Ten. Angelo Leite e o contraente que são da vila de Mogy das Cruzes.

2- José de Meirelles Freire, aos 06-05-1761 em Guartinguetá, casou com Madalena Gonçalves Cruz, irmã inteira de Rosa Maria de Jesus supra e família citada.

Guaratinguetá-SP Igreja Sto Antonio cas - aos 06-05-1761 Jose de Meirelles Freire, n. de S. Salvador de Figueiras Bispado do Porto, f.l. Manoel de Meirelles e Agueda Figueira, np Manoel Gonçalves e Marta de Meirelles, e materno de Fulano do Couto e Angela Coelha nts da freguesia de Figueira = cc Madalena Gonçalves n. desta, f.l. Jose Gonçalves da Cruz e Ignez Barbosa, np Antonio Garcia e Madalena Gonçalves da freguesia de Santiago de Movilli e materna de Estevão Correa Lima e Rosa de Lima nts de S. Paulo

          Capitão José faleceu em 16-01-1789 e foi inventariado pela viúva aos 23 de outubro do mesmo ano em Caxambu de Baependi-MG. Compareceram no inventário cinco filhos:

B7: Baependi-MG - Óbitos  aos 16-01-1789 fal. abintestado o Capitão Jose de Meirelles Freire, n. de Figueiras Bispado doPorto, cc. Magdalena Gonçalves [---dobra---] sep. na Capela mor desta matriz.

 

Museu Regional de São João Del Rei - Livro de Tutelas numero 1 fl. 90 v.

Inventariado: José de Meireles Freire

Inventariante - Dona Madalena (Gonçalves?) da Cruz - viúva

Data do Inventario - 1789

Local - Caxambu de Baependi.

Transcrito por: Moacyr Villela

Aos 23 de Outubro de 1789 em o Caxambu de Baependi fes-se inventario dos Bens do Capitão Jose de Meireles Freire, falecido sem testamento em 16 de Janeiro do dito ano, de quem foi inventariante a viúva Dona Madalena (Glz.) da Cruz.

 Filhos :

1- Dona Ana de Meireles casada com o Sargento Mor Antonio de Castro e (Souza);

2- Dona Maria, 25 anos;

3- Jose de Meireles, casado;

4- Dona Francisca, 19 anos;

5- Dona Mariana, 12 anos.

 

Capital - 4:767$314

Legitima de cada herdeiro - 139$788

 

2-1 Ana de Meirelles Freire, natural de Guaratinguetá-SP, em 1789 estava casada com o Sargento Mor Antonio de Castro Souza Medronho. Antonio de Castro, segundo Silva Leme 6º, 374 nota (1), era filho de Jerônimo de Castro Sousa e de Francisca Vieira de Moraes.

          Ana, viúva, ditou seu testamento em 06-06-1827 aberto aos 17-07-1832 e registrado no Livro de Óbitos de Baependi-MG.

B7: Baependi - Óbitos, aos 18-07-1832 foi sep. D. Ana de Meir.es Freire, viuva do Sargento Mor Antonio de Castro Sza. Medr.º, c/ testamento.

Testamento (trechos)

Eu D. Ana Meirelles Freire, f.l. do Cap. Jose de Meir.es Freire e D. Madalena Gonsalves da Cruz, já falecidos, n/b na Igreja da vila de S. Antonio de Guaratinguetá e moradora nesta vila de S. Maria de Baependi.

Testamenteiros: 1º meu filho Damaso, em 2º meu filho Francisco ------; em 3º meu genro Sargento Mor Manoel Dias Ferraz; em 4º meu filho Salviano.

Fui casada com o Sargento Mor Antonio de Castro Souza Medronho de cujo matrimonio temos os seguintes filhos: Coronel Joaquim Silverio = Francisco = Antonio = Candido = Salviano = Silveria, cc. Cap. Andre Roiz de Faria = Ana, cc. Sargento Mor Manoel Dias Ferraz = e Maria, solteira.

V. Santa Maria de Baependi 06-06-1827.

Segue-se aprovação

Termo de Abertura aos 17-07-1832 (..) em poder do primeiro testamenteiro Damaso Xavier de Castro que comigo assina.

 

Sargento Mor Antonio e Ana tiveram, citados no testamento desta, os filhos:

2-1-1 Damaso Xavier de Castro, 1º testamenteiro materno.

2-1-2 Coronel Joaquim Silvério. Segundo Silva Leme (6º, 380, 8-2), Coronel Joaquim Silvério de Castro e Sousa casou com Flora Gomes Nogueira, filha de Hilário Gomes Nogueira e Maria Josefa do Nascimento.

         Coronel Joaquim e Flora Berenice, ambos naturais de Minas com 47 anos, comparecem no censo de Bananal-SP em 1836, com vários filhos:

B7: Censo Bananal - 1836

1836 BANANAL - 7 dezembro 1836

1 - Cel. Joaquim Silverio de Castro Sousa Medronho 47 anos, br., n. Minas, cc. D. Flora Berenice Nog. 47 anos, n. Minas; filhos:

Fran.co Isidoro Nog. 23 anos, br., n. Minas;

Ant.o Olinto Nog. De Castro, 18, Minas;

Denis Ernesto Nog. De Castro, 8, n. SP;

Hilario Gomes Nog. De Castro, 7, n. SP;

D. Flora Benedicta Nog. De Castro, 14, s. n. Minas;

D. Maria Nog. De Castro, 12, n. SP;

D. Anna L. de Meirelles Freire, 7 anos, br. n. SP.

 

2-1-3 Francisco, 2º testamenteiro materno,

2-1-4 Antonio

2-1-5 Cândido

2-1-6 Salviano, 4º testamenteiro materno

2-1-7 Silvéria Feliciana Berenice de Castro, casada com o Capitão André Rodrigues de Faria. Segundo SL 5º, 449, 5-3, Capitão André era filho de Domingos Rodrigues Afonso e Isabel Caetana de Faria, falecidos na Campanha-MG.

Foram irmãos inteiro de André, que documentamos:

I- Padre Domingos Rodrigues Afonso, natural da Campanha, Paróco Colado de Baependi. Faleceu com testamento registrado no Livro de Óbitos da Matriz e foi sepultado aos 31-09-1832.

B7: Baependi - Óbitos, aos 31-09-1832 foi sepultado o Rev. Vig. Domingos Rodrigues Affonso; c/testamento.

Testamento (trechos)

Eu Padre Domingos Rodrigues Affonso, f.l. Domingos Rodrigues Affonso e D. Izabel Caetana de Faria, já falecidos, n/b na vila Campanha e morador nesta de Baependi onde sou Paroco Colado.

Testamenteiros: 1º meu irmão Conego Antonio Rodrigues Affonso; 2º meu irmão Andre Rodrigues de Faria, em 3º Francisco Gomes Nogueira Rodrigues.

Legados:

- aos herdeiros de Jose Pereira Marques; a minha irmã Theresa Bernardina; a minha irmã Joaquina Maria Rodrigues da Silveira.

Declaro que o legado que deixo a minha irmã Theresa Bernardina passara para suas filhas Florentina e Maria no caso que ela faleça primeiro que eu.

Deixo a minha sobrinha Ana Vitoria da Fonseca 100$000 reis.

Meu testamenteiro dará a três filhos naturais de Luisa Antonia, hoje cc. Jason(?) Baptista ----, logo que eles tenham a idade de dezesseis anos, isto a Francisco e Honorio, um escravo a cada um.

Deixo a minha sobrinha e afilhada Izabel Caetana Rodrigues, cc. Francisco Viotte, um escravo.

Deixo a minha afilhada Theresa, f. de meu compadre Francisco Gomes Nogueira Rodrigues (...).

Deixo a minha sobrinha Ana Gomes, cc. Francisco de Carvalho 80$000

Deixo como meu universal herdeiro meu irmão Conego Antonio Rodrigues Affonso, depois de cumpridos todos os meus legados, na falta deste instituo meu herdeiro meu irmão Andre Rodrigues de Faria

Vila Santa Maria de Baependi 20-08-1832

Segue-se aprovação

Termo de Abertura aos -- setembro de 1832

Registrado aos 24-09-1832

 

II- Cônego Antonio Rodrigues Afonso, 1º testamenteiro do irmão Domingos supra.

III- Teresa Bernardina legatária do irmão Domingos, assim como suas filhas: Florentina e Maria.

             Teresa Berbardina Rodrigues da Silveira foi casada com Antonio Rodrigues da Luz. Entre seus filhos:

III-1 Maria, legatária do tio Domingos.

III-2 Florentina Rodrigues da Luz, idem. Aos 15-11-1816 casou com o Alferes Antonio Dias Ferraz, filho do Capitão Antonio Dias Ferraz e Antonia Luiza de Jesus.

B7: Baependi-MG cas. - aos 15 novembro 1816; alf. Antonio Dias Ferraz e Dona Florentina Rodrigues da Luz.

Ele f.l. do cap. Antonio Dias Ferraz e D. Antonia Luiza de Jesus.

Ela f.l. do cap. Antonio Rodrigues da Luz e Dona Theresa Bernardina Rodrigues da Silveira,

 

IV Joaquina Maria Rodrigues da Silveira, aos 10-08-1789 casou com Capitão José Gomes Martins, filho de João Gomes Martins e Maria da Assunção.

B7: Campanha-MG - casamentos - matriz aos 10-08-1789 Cap. Jose Gomes Martins, f.l. de Joam Gomes Martins e de Maria da Assunção, n/b freguesia ---- deste bispado; = Joaquina Maria Rodrigues da Silveira, f.l. de Domingos Rodrigues Afonço e Izabel Caetana de Faria, n/b nesta.

V- Isabel Caetana Rodrigues da Silveira casada Antonio Francisco Xavier Grillo, filho de João Francisco Grillo e Angela Bernardina de Toledo. Izabel faleceu com testamento aos 26-09-1848. Geração em “Aportes a Genealogia Paulistana” - Ângela Bernardina de Toledo, 4-4, neste site.

VI- Joaquina Maria Rodrigues da Silveira aos 10-08-1789 casou com Capitão José Gomes Martins, filho de João Gomes Martins e Maria da Assunção.

B7: Campanha-MG - casamentos - matriz aos 10-08-1789 Cap. Jose Gomes Martins, f.l. de Joam Gomes Martins e de Maria da Assunção, n/b freguesia ---- deste bispado; = Joaquina Maria Rodrigues da Silveira, f.l. de Domingos Rodrigues Afonço e Izabel Caetana de Faria, n/b nesta.

 

VII- Maria Vitória Rodrigues da Silveira aos 07-02-1793 casou com Alferes José Bernardes Xavier, filho do Capitão José Bernardes Xavier e Ana Quitéria de Jesus.

B7: Campanha-MG - casamentos - aos 07-02-1793 Alferes Jose Bernardes Xavier, f.l. do Cap. Jose Bernardes Xavier e D. Anna Quiteria de Jesus, n/b na freguesia da Aiuruoca. = D. Maria Vitoria Roiz da Silveira, f.l. de Domingos Rodrigues Affonso e Izabel Caetana de Faria, n/b nesta vila.

 

VIII- (SL. 5º, 449, 5-3) Escolástica Vitória Rodrigues da Silva(sic) casou com Capitão Antonio Luiz Cardoso. Acrescimos à geração de Escolástica em “Aportes à Genealogia Paulistana” - Capitão João Jacome de S. José Araujo, neste site.

 

Silvéria Feliciana Berenice de Castro, viúva, ditou seu testamento na Campanha aos 26-03-1877 e aberto aos 06-04-1881. Declarou quinze filhos de seu casal, seis faleceram na infância.

CAMARA MUNICIPAL DE CAMPANHA - MG

Centro de Memoria Cultural do Sul de Minas

CPA 05, Testamentos - Campanha da Princesa 1872-1897

Registro do testamento com que faleceu D. Silveria Feliciana Berenice de Castro, a 06-04-1881, testamenteiro Antonio Olinto da Fonseca.

Eu, Silveria Feliciana Berenice de Castro, n. de Baependi, f.l. do Sargento Mor Antonio de Castro e Souza Medranha e D. Anna Meirelles Freire. Fui cc. Capitão Andre Rodrigues de Faria, já falecido, de cujo matrimonio tivemos quinze filhos dos quais estão vivos nove, sendo que a minha filha Irena, cc. Jose Liborio de Araujo, morreu deixando filhos; = a minha filha Francisca, cc. Antonio Vicente Valladão, morreu sem filhos; = e os demais morreram em criança.

Por morte de meu marido providenciei o inventário e partilhas recebendo os filhos seus quinhões de legitima paterna.

Fiz doações: de minha escrava Deolinda a minha filha Izabel, e da escrava Lucia, filha da mesma Deolinda, a minha filha Leocadia, cujas as confirmo por este meu testamento e serão contempladas na minha terça, a qual minha terça deixo as minhas referidas filhas Izabel e Leocadia (...).

Declaro que são meus herdeiros os meus filhos e netos filhos de minha filha Irene a quem todos os instituo comotais.

Testamenteiros: 1º Sr. Zeferino Dias Ferras da Luz, 2º Sr. Antonio Olinto da Fonceca, 3º Sr. Antonio Luiz Cardoso.

Campanha 26-03-1877 Silveria Feliciana Berenice de Castro.

Aprovação 27-03-1877

Abertura 06-04-1881

Certifico que intimei a Antonio Olinto da Fonceca, segundo testamenteiro nomeado, por ter falecido o primeiro nomeado Zeferino Dias Ferras da Luz (...) Campanha 08-04-1871

Aceitação 12-04-1881 Antonio Olinto da Fonceca

 

Foram mencionadas no testamento materno:

2-1-7-1 Izabel, herdeira da terça juntamente com a irmã Leocadia

2-1-7-2 Leocadia, herdeira da terça juntamente com a irmã supra.

2-1-7-3 Irene, já falecida em 1877, foi casada com José Libório de Araújo. Deixou filhos.

2-1-7-4 Francisca, também já falecida em 1877, foi casada com  Antonio Vicente Valladão. Sem geração.

 

2-1-8 Ana Leonizia de Castro, casou duas vezes. Primeiro com o Sargento Mor Manoel Dias Ferraz, 3º testamenteiro da sogra. Em segundas com Antonio Dias Ferraz, nomeado segundo testamenteiro pela cunhada Maria Candida em 1875.

         Ana faleceu no início de 1887, com inventário aberto pelo viúvo, neste site, pesquisa de Fábio J. Ferraz Pereira. Teve duas filhas do primeiro casamento, uma delas já falecida representada por seus filhos e netos:

2-1-8-1 Antonia Carolina Dias de Castro, natural de Baependi. Em 1835 com 14 anos requereu dispensa do impedimento de “Consangüinidade em segundo grau - Seus pais são irmãos” para se casar, como casou, com Manoel Dias Ferraz, com 28 anos e nascido em Guarapiranga.

Arquivo da Cúria Diocesana de Campanha - MG

CMI - LPM - 01 - 1834 a 1841

Freguesia de Carmo de Pouso Alto ( Silvestre Ferraz)

1. Dispensa de impedimentos

1835 - Oradores - Manoel Dias Ferraz e Antonia Carolina Dias de Castro

Consangüinidade em segundo grau - Seus pais são irmãos.

Afinidade Ilícita - O orador teve cópula com uma irmã da mãe da oradora.

A oradora batizou um filho natural do orador

Orador natural de Guarapiranga, tem 28 anos;

Oradora natural de Baependi tem 14 anos

Orador tem 1 conto de reis e a oradora deve ter 3 contos de herança no inventario de seu pai falecido

 

(pesq. Fábio J. Ferraz Pereira) Aos vinte e um dias do mês de agosto deste ano corrente na Capela do Espírito Santo filial da Matriz de Nossa Senhora do Carmo feitas as diligencias, na forma do Concilio Tridentino e constituição do Bispado, o reverendo Capelão Dionísio José Leitão com o celebrante parochial receberam Matrimonio Manoel Dias Ferraz filho legitimo do Alferes Jozé Dias Ferraz e de Donna Francisca Roza da Silva com Donna Antonia Carolina Dias de Castro filha legitima do Sargento-mor Manoel Dias Ferraz e de Donna Anna de Castro, dei-lhes benção nupcial na forma do rito romano perante as Testemunhas Capitam Antonio Dias Ferraz e Vicente Sales e para constar fiz este assento que assigno.

Vigário Prudenciano Antonio Nogueira

 

        Ambos já falecidos em 1887 foram representados por seus dez filhos:

2-1-8-1-1 José Dias Ferraz, casado morador em Cataguazes

2-1-8-1-2 Joaquim Dias Ferraz, casado morador em Cataguazes

2-1-8-1-3 Manoel Dias Ferraz, casado morador em Leopoldina.

2-1-8-1-4 João Dias Ferraz morador em Leopoldina

2-1-8-1-5 Antonio Dias Ferraz morador em Cataguazes

2-1-8-1-6 Salviano Dias Ferraz morador em Cataguazes

2-1-8-1-7 Antonia Dias de Castro, batizada aos 03-03-1862. Casou com Balduino Pires Barboza morador na região de Leopoldina.

(pesq. Nilza Cantoni) Igreja Nossa Senhora da Piedade, lv 1 bat, fls 45, é um batismo coletivo sem data de nascimento: bat.03.03.1862 "Antonia, filha legítima de Manoel Dias Ferraz e Antonia Carolina Dias de Castro; forão Padrinhos João Antonio da Costa Coimbra, e Anna Diaz Ferraz.

 

          Em 27-04-1887 Antonia nomeia seu marido como procurador:

(pesq. Nilza Cantoni) Cartório de Notas de Piacatuba, 1886, folhas 91: Antonia Dias de Castro em 27.04.1887, nomeia seu marido como procurador para tratar de herança de sua avó Ana Leonisia de Castro, na cidade de Cristina

 

          Antonia e Balduino tiveram, batizados em Piacatuba-Leopoldina, q.d. (pesquisa Nilza Cantoni):

2-1-8-1-7-1 Ernesto, nascido aos 11-01-1878 e batizado a 31 do mesmo mês (Igreja N. S. da Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, lv 1 fls 170.)

2-1-8-1-7-2 Tereza, nascida aos 22-05-1889 e batizada aos 26-06 seguinte (Igreja N. S. da Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, lv 1 supl fls 61 termo 265.).

2-1-8-1-7-3 Baldoina, nascida aos 24-10-1897 e batizada aos 26-03-1898 (Igreja N. S. da Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, lv 2 bat fls 73 termo 124.).

2-1-8-1-7-4 Joaquim, nascido aos 28-10-1900 e batizado aos 31-12 do mesmo ano (Igreja N. S. da Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, lv 3 bat fls 8.).

 

2-1-8-1-8 Perciliana casada com João Maximiliano de Moura Silva residente em Leopoldina

2-1-8-1-9 Ana, já falecida em 1887, foi casada com João Maximiliano de Moura Silva e representada por seu filho:

2-1-8-1-9-1 Washington, com 16 anos, residente em Leopoldina

2-1-8-1-10 Maria, falecida, fora casada com José Milagre, representada por seus herdeiros, bisnetos, residentes no Termo de Ubá.

 

2-1-8-?-x Jovelina Maria Dias, que não sabemos de quem foi filha, mas foi neta de Ana Leonizia de Castro. Em 1887 estava casada com Francisco Alves de Assis, moradores na freguesia de São José dos Tocantins, Termo e Comarca de Santo Antonio do Ubá.

pesq. Fábio J. Ferraz Pereira) JUVELINA MARIA DIAS – PROCURAÇÃO

Saibão quantas deste publico instrumento de poderes e procuração bastante virem, que no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e oitenta e sete, corrente oito dias do mês de abril do dito anno nesta Freguesia de São José de Tocantins, do Termo e Comarca de São Januário de Ubá em na caza da residência de Antonio Dias de Carvalho onde eu escrivão do Juízo de Paz fui vindo ahi comparecer como outorgante Dona Jovelina Maria Dias, residente deste mesmo Distrito reconhecida por mim escrivão ela própria de que dou fé e das testemunhas abaixo assignadas e perante as quais por ela outorgante me foi dito, nomeava e constituía por seu bastante procurador ao seu marido Francisco Alves de Assis, com amplos e ilimitados poderes, e especialmente para assistir aos termos do inventário e partilha dos bens deixados por sua avó Dona Anna Leonizia de Castro, podendo ser amigável ou mesmo Judicialmente nomear e ate aprovar louvados, appelar, agravar ou embargar quaisquer despachos ou sentenças e requerer tudo o mais que for a benefícios dos direitos desta outorgante, prestando qualquer lícito juramento e fase-lo dar  xxxx convier e seguir estes recursos athe final sentença no referido inventario, podendo também com esta vender e passar escriptura  de tudo que lhes passa caber na referida herança da sobre sita sua avó, e que promete haver por firma e valor tudo que for feito praticado pelo dito marido o Procurador podendo mais substabelecer esta a quem convier. E de como ha disse de que dou fé, me pedio este instrumento que lhe li aceitou e assigna com as testemunhas conhecidas de mim, João Bernardes da Cunha escrivão do Juízo de Paz que as escrevi e assigno João Bernardes da Cunha - Jovelina Maria Dias testemunha Thobias Candido de Oliveira dita José Alexandre da Cruz. He só o que se continha essa dita procuração na que por mim transladada do meu actual livro de Nottas, ao principio declarados, cuja sem cauza  que duvida faça por estar conforme ao próprio original, ao qual me reporto xxx  proceder em cartório do que dou fé e assignoem público e razo.

Em testemunho da verdade

São José de Tocantins, 28 de Abril de 1887

Joaquim Bernardes da Cunha

 

2-1-8-2 Ana Leonizia Dias de Castro batizada aos 25-12-1829 em Baependí, onde casou aos 24-10-1843 com o Tenente Coronel Silvestre Dias Ferraz.

 (pesq. Fábio J. Ferraz Pereira) Paróquia de Baependi – Livro de Batismo 6 página 103. No dia 25 de Dezembro de mil oitocentos e vinte nove na Igreja Nossa Senhora de Monserrat  o Revmo. Padre Julião Carlos Rangel da Silva batizou solenemente a Anna, filha legitima do Sargento Mor Manoel Dias Ferraz e Anna Leonizia de Castro. Foram padrinhos Alferes Francisco Marcelino de Castro e D. Florentina Rodrigues da Luz mulher do Capitão Antonio Dias Ferraz. E para constar, lavrei este termo que assino. O Pároco Julião Rangel da Silva

 

(pesq. Fábio J. Ferraz Pereira) Paróquia de Baependi – Livro de Casamento 7 folha 110. Aos vinte e quatro dias do mês de outubro de mil oitocentos e quarenta e três annos nesta Matriz de Nossa Senhora de Monserrat de Baependi feitas as diligencias  na forma do Concilio Tridentino e constituição do Bispado, e sem impedimento, digo em Oratório articular de Silvestre Dias Ferraz, o reverendo capelão assistiu, e abençou  o matrimonio dos contrehentes, Silvestre Dias Ferraz e Anna Leonizia de Castro, sendo testemunhas presentes Pedro de Alcântara Brandão e José Moreira e para constar fiz este assento, que assigno. O Vigário Interno Julião Carlos Rangel da Silva

 

        Foram moradores em Cristina-MG e tiveram ao menos q.d:

2-1-8-2-1 Joaquim Dias Ferraz, afilhado e legatário da tia Maria Cândida.

2-1-8-2-2 Albertino Dias Ferraz. Aos 13-05-1882 casou na fazenda Três Barras com Gabriela Clara Ribeiro, filha de Gabriel Ribeiro Junqueira e Genoveva Clara Ribeiro. Geração na família “Antonio Ribeiro de Carvalho” Cap. 1º.

(pesq. Fábio J. Ferraz Pereira) Paróquia de Carmo de Minas – Livro de Casamento 2/3 folha 39v. Aos treze de Maio de mil oitocentos e oitenta e dois na Fazenda das Três Barras, feitas as diligencias na forma do Concilio Tridentino e constituição do Bispado assisti ao Matrimonio de Albertino Dias Ferraz, filho do Ten. Cel Silvestre Dias Ferraz e Donna Anna Leonizia Dias de Castro com Gabriella Clara Ribeiro filha do Ten. Cel Gabriel Ribeiro Junqueira e Genoveva Clara Ribeiro, sendo testemunhas o Dr. Silvestre Dias Ferraz e Antonio da Silva Porto. Para constar se fez este assento que assigno. Vigário José Ignácio de Faria Nogueira

2-1-8-2-3 Manoel Dias Ferraz. Aos 07-06-1885 em Carmo de Minas casou com Helena Carmelina de Oliveira, filha de João Antonio de Oliveira e Gabriela Ribeiro Junqueira (Família “Antonio Ribeiro de Carvalho” Cap. 1º)

(pesq. Fábio J. Ferraz Pereira) Paróquia de Carmo de Minas – Livro de Casamento 2/3 folha 4v. Aos sete de junho de um mil oitocentos e oitenta e cinco, nesta matriz de Nossa Senhora do Carmo, feitas as diligencias na forma do Concilio Tridentino e constituição do Bispado assisti ao Matrimonio de Manoel Dias Ferraz filho legitimo de Silvestre Dias Ferraz e de Donna Anna Leonizia Dias de Castro com Helena Carmelina de Oliveira filha legitima de João Antonio de Oliveira e Gabriella Ribeiro Junqueira. Foram dispensados os proclamas, presentes as testemunhas Luiz José Monteiro de Noronha  e Antonio Dias Ferraz Sobrinho, de que para constar se fez este assento que assigno. Vigário José Ignácio de Faria Nogueira

2-1-8-2-4 Francisco Dias Ferraz. Em 25-08-1885 casou com Tereza Ribeiro de Arantes, filha de Custódio Ribeiro Junqueira e Laurena Ribeiro de Arantes

(pesq. Fábio J. Ferraz Pereira) Paróquia de Carmo de Minas – Livro de Casamento 2/3 folha 5. Aos vinte e cinco de Agosto de mil oitocentos e oitenta e cinco, nesta matriz de Nossa Senhora do Carmo, feitas as diligencias na forma do Concilio Tridentino e constituição do Bispado assisti ao Matrimonio de Francisco Dias Ferraz filho legitimo de Silvestre Dias Ferraz e de Donna Anna Leonizia Dias de Castro com D. Tereza Ribeiro de Arantes filha legitima de Custódio Ribeiro Junqueira e D. Lauriana Ribeiro de Arantes,  presentes as testemunhas Cel. Antonio José Ribeiro de Carvalho e Francisco Ribeiro Junqueira, de que para constar se fez este assento que assigno. Vigário José Ignácio de Faria Nogueira

2-1-8-2-5 Silvestre Dias Ferraz Junior, conforme o alvará abaixo:

ALVARÁ - (pesq. Fábio J. Ferraz Pereira)

Ilmo.sr. Dr. Juiz de Municipal

Diz o Cel. Silvestre Dias Ferraz, morador nos Distrito desta Cidade, que precisando averbar em seu nome as acções da E. de Ferro do Sapucahi que pertenciam ao seu fallecido filho Dr. Silvestre Dias Ferraz Junior, vem requerer a V.Sa. digne-se mandar passar um Alvará especial para isso. Nestes termos,

P. V.Sa. Deferir - Silvestre Dias Ferraz

2-1-8-2-6 – Antonio Dias Ferraz Sobrinho, batizado em Cristina-MG aos 29-04-1845. Provavelmente o que casou aos 19-07-1865 com Ana Cândida da Costa, filha de Manoel Gonçalves da Costa e Maria Ribeiro Santiago (família Antonio Gonçalves da Costa, Cap. 2º)

pesq. Fábio J. Ferraz Pereira) Antonio Dias Ferraz Sobrinho – Certidão de Batismo - Livro de batismo nº 1 de Cristina

Aos 29 de abril de mil oitocentos e quarenta e cinco o Exmo Reverendo Ignacio Joaquim Nogueira batizou solenemente a Antonio nascido a 3 do igual mês filho legitimo de Silvestre Dias Ferraz e Anna Leonizia de Castro, por padrinhos Antonio Dias Ferraz e D. Anna Leonizia de Castro.

......Ribeiro (ilegível)

 

2-1-8-2-7 Olympio Dias Ferraz, faleceu em Cristina-MG aos 26-06-1929, casado com Mariana Ernestina de Noronha.

Olympio Dias Ferraz – falecido aos 26 de junho de 1929, casado com Dona Marianna Ernestina de Noronha Ferraz, filho legitimo de Silvestre Dias Ferraz e Dona Anna Leonizia de Castro Ferraz. Registro Civil de Óbitos de Cristina – Livro 6 (pesq. Fábio J. Ferraz Pereira)

 

2-1-8-2-8 Carlos Dias Ferraz, faleceu em Cristina-MG aos 06-03-1942, casado com Maria Cândida Carneiro de Rezende.

Carlos Dias Ferraz – falecido aos 6 de Março de 1942, casado com Dona Maria Cândida Carneiro de Rezende Ferraz, filho legitimo de Silvestre Dias Ferraz E Dona Anna Leonizia de Castro Ferraz. Registro Civil de Óbitos de Cristina – Livro 9 (pesq. Fábio J. Ferraz Pereira)

 

 2-1-8-2-9 Salviano, batizado em Cristina-MG aos 16-09-1852.

Aos 16 de Setembro de 1852 batizei e pus os Santus  óleos ao inocente Salviano , filho legítimo de Silvestre Dias Ferraz e Dona Anna Leonizia Dias de Castro; forma padrinhos José Pinto da Silva e Anna Leonizia de Castro. O vigário (ilegível).

(Livro de batismo nº 2 da Paróquia de Cristina - pesq. Fabio José Ferraz Pereira)

          Salviano Dias Ferraz casou-se com Maria José Junqueira Ferraz, filha de Joaquim Tiburcio Junqueira e Gabriela Angelina de Andrade. Famílias “João Gonçalves de Mello” e “Francisco Machado de Azevedo”.

Mattos, José Américo Junqueira de, “Família Junqueira” fls 1317: “Maria José Junqueira Ferraz (filha de Joaquim Tiburcio Junqueira e Gabriela Angelina de Andrade) nasceu em 06-07-1860 em São Thomé das Letras-MG onde foi batizada em 22 de julho. Padrinhos: o avô paterno Gabriel Francisco Junqueira (Barão de Alfenas) e sua tia paterna Anna Gabriela Junqueira (Bat S Thomé das Letras 1840/1878, p. 45v)

Casou-se com Salviano Dias Ferraz, natural de Cristina-MG, filho de Sylvestre Dias Ferraz e Ana Leonizia de Castro Ferraz. A cerimônia foi realizada em 2 de março de 1878 no Oratório Boa Vista em Cruzília-MG. Padrinhos: o irmão Domingos Teodoro Junqueira e o tio da noiva, alferes Francisco de Andrade Junqueira (Casamentos Cruzília 1874/1927 p.5v)”

          Salviano faleceu em Cristina-MG aos 06-11-1917, com 66 anos declarados:

(pesq. Fabio José Ferraz Pereira) Registro Civil de Óbitos de Cristina-MG - Livro 4

Aos seis dias de novembro de 1917 nesta cidade de Christina em meo cartório comparece o cidadão José Gorgulho Ferraz, por elle foi dito que hontem às cinco horas da manhã, falecera o adulto Salviano Dias Ferraz, cazado com Dona Maria José Junqueira Ferraz, natural e residente nesta cidade, com edade de 66 annos. E são estas as declarações feitas, dou e faço este assento e registro civil. Eu Cesarino José de Souza Official que assinei.

 

2-1-8-2-10 Fausto Dias Ferraz, natural de Cristina-MG onde aos 25-01-1894, com 23 anos, casou com Alzira Ribeiro da Luz, com 20 anos nascida no Rio de Janeiro-RJ e filha do Conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz e Maria Umbelina Santiago.

 (pesq. Fabio José Ferraz Pereira) Livro de Casamentos de Cristina-MG – Cartório do Registro Civil

Aos vinte e cinco dias do mês de Janeiro de mil oitocentos e noventa e quatro na cidade e Comarca de Christina, em casa do Exmo. Sr. Conselheiro Dr. Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, perante ahi o próprio Juiz de Paz Coronel Luiz Domiciano de Noronha Luz, comigo oficial nomeado, também as testemunhas, Coronel Silvestre Dias Ferraz, Dr. Antero de Andrade Botelho e Manoel Dias Ferraz, em presença destes cidadãos receberão em matrimonio Dr. Fausto Dias Ferraz e D. Alzira Ribeiro da Luz, sendo o contrahente de 23 annos de idade, filho legitimo do Coronel Silvestre Dias Ferraz e Donna Anna Leonizia Ferraz, natural e residente nesta cidade, e a contrahente de 20 annos de idade, filha legitima do Exmo. Sr. Conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz e Donna Maria Umbelina Santiago Luz, a contrahente natural da Capital Federal e residente nesta cidade. Pelos contrahentes foi declarado não haver impedimento algum do que fala o artigo septimo o que lhes foi lido. Em firmeza do que lavrei este termo que assigno com o Juiz de Paz, os contrahentes e as testemunhas e as pessoas presentes. Cezarino José de Souza Official

 

2-1-9 Maria Cândida de Castro, nascida em Baependi. Faleceu solteira e sem herdeiros necessários, com testamento escrito a rogo por seu primo Francisco de Paula Monteiro de Noronha aos 10-03-1875 (neste site, pesquisa de Fábio J. Ferraz Pereira).

 

2-2 Maria, com 25 anos em 1789. Maria Madalena de Meirelles Freire casou 27-11-1794 com Capitão Amaro Gomes Nogueira, filho de João Gomes de Lemos e Joanna Nogueira do Prado - aportes à GP: Joana Nogueira do Prado Leme - SL VI, 372, 6-2, neste site.

LDS Baependi,MG matr. aos 27-11-1794 nesta matriz de Baependi, Cap. Amaro Gomes Nogueira, f.l. João Gomes de Lemos e Joana Nogueira = cc D. Maria Madalena de Meirelles, f.l. Cap. Jose de Meirelles Freire e D. Madalena Gonçalves da Cruz. Ambos os contraentes nts e bts nesta mesma freguesia.

2-2-1 Luiz Gomes Nogueira Freire, 3º testamenteiro do irmão Padre Antonio.

2-2-2 João Gomes, já falecido em 1840, citado no testamento do irmão Padre Antonio:” os bens de raiz, moveis e submoventes, que herdamos de nossos pais e irmão João Gomes de quem nos habilitamos herdeiros”

2-2-3 Padre Antonio Gomes Nogueira Freire, natural de Baependi, redigiu seu testamento em 06-05-1840, faleceu aos 09-11-1840 e foi sepultado aos 11 na Capela mor da matriz de Baependi. Contava 49 anos de idade. Em seu testamento (resumido abaixo) declarou os vários filhos que teve com pelo menos três mulheres.

Antes de se ordenar, teve dois filhos aos quais não reconheceu por ter “..motivo bem poderosos que tenho para não os reconhecer como tais, por ser surpreendida a mãe de lugar oculto, com consanguinio meu em segundo grau Antonio de Castro, e ter observado antes de a conhecer carnalmente”:

 

2-2-3-1 Severino, não reconhecido.

2-2-3-2 Luiz Gomes Nogueira, idem.

 

Depois de ordenado teve mais quatro filhos com a mesma mãe dos dois supra:

2-2-3-3 Antonia

2-2-3-4 Joaquim

2-2-3-5 Mariana

2-2-3-6 Manoel, “inteiros irmãos dos dois primeiros”

 

Mais duas filhas, sem declarar a mãe (ou mães):

2-2-3-7 Antonia, casada com José Carlos Nogueira.

Comparar com o marido de Antonia Leopoldina Nogueira, falecido em Baependí aos 22-08-1856, que incluímos no fim desta família.

2-2-3-8 Maria Madalena

 

Com Ana Silveria de Souza (Nogueira) que faleceu em Baependí aos 18-01-1896, com inventário aberto no ano seguinte (Ana Silvéria Nogueira -1896, neste site) teve:

2-2-3-9 Antonio Deocleciano Nogueira. Testamenteiro materno.

Comparar com o casado com Rita Ribeiro da Silva, filha de Cristovão Ribeiro da Silva e Rita Maria da Conceição, neta paterna de Antonio Ribeiro da Silva e Luiza Leocádia da Cunha Carvalho segundo pesquisa de Aguinaldo Ribeiro da Cunha Filho in Revista ASBRAP nº 9.(família “Bernarda Dutra da Silveira” Cap.5º).

2-2-3-10 Tibério. Tibério Graccho Nogueira no inventário materno.

2-2-3-11 Um por nascer “que de presente se acha pejada e tambem reconheço por minha a prole que vier a luz por estes dois ou três meses”.

No inventário de Ana Silvéria: Antonio Gomes Nogueira, então viúvo, residente na Comarca de Machado, onde passou procuração aos irmãos na qualidade de “Major Secretário do Estado Maior da Guarda Nacional de Muzambinho e Cabo Verde”

 

B7: Lv. 8 de Baependi - Óbitos, aos 11-11-1840 sep. na Capela mor desta matriz Padre Antonio Gomes Nogueira Freire, falecido no dia 9 deste, 49 anos.

Registro do Testamento (trechos)

Eu, Padre Antonio Gomes Nogueira Freire, f.l. dos falecidos Capitão Amaro Gomes Nogueira e D. Maria de Meireles Freire, n/b e morador nesta freguesia da Vila de Santa Maria do Baependi.

Testamenteiros: 1º Jose Carlos Nogueira cc minha filha Antonia; 2º ao Muito Rev. Vigario da Vara Antonio dos Reis Silva Rezende; 3º meu irmão Luiz Gomes Nogueira Freire; 4º meu primo o Coronel Jose Ignacio Nogueira de Sá.

Deixo a Ana Silveria de Souza a quantia de 1:600$00 réis em bens móveis. Declaro que dei usufruto de umas casas dentro de minha fazenda, compradas a Gonçalo Manoel Dias, a sobredita Ana Silveria (...) podendo plantar para si somente, e criar enquanto se conservar solteira, mas logo que se casar ficara cassado o usofruto, revertendo aos meus herdeiros a propriedade de tudo.

(...) os bens de raiz, moveis e submoventes, que herdamos de nossos pais e irmão João Gomes de quem nos habilitamos herdeiros.

Declaro que antes de me ordenar tive dois filhos naturais: Severino e Luiz, apesar de motivo bem poderosos que tenho para não os reconhecer como tais, por ser surpreendida a mãe de lugar oculto, com consanguinio meu em segundo grau Antonio de Castro, e ter observado antes de a conhecer carnalmente, e depois de ordenado tive os seguintes filhos: Antonia = Joaquim = Mariana - Manoel, inteiros irmãos dos dois primeiros, Antonia, cc. Jose Carlos Nogueira; = Maria Magdalena = Antonio Deoclesiano Nogueira e seu irmão Tiberio, estes ultimos dois filhos de Ana Silveria de Souza que de presente se acha pejada e tambem reconheço por minha a prole que vier a luz por estes dois ou três meses e eu os instituo a todos por meus herdeiros em igual parte, não só de legitimas como de remanescentes de terça.

Em aditamento a esta verba dizemos nós Severino e Luiz e declaramos que reconhecendo por nossos irmãos germanos a todos os supra ditos nomeados, queremos quitados eles que todos eles possam "equaliter" adir a herança de nosso pai comum e testador principal, não só pela razão expondida da duvida em que o mesmo Labora sobre o impedimento incestuoso de nossa mãe, como mesmo por ser nossa vontade e se he necessario para o esclarecimento desta verba mais terminante e expressiva declaração, queremos que ela sobredita e subentendase  como partindo de nos proprios este direito de podrem todos eles adir, como nossas derradeiras vontade e assim o faremos sem constrangimento de pessoa alguma, querendo outrossim que esta verba se torne exequivel de fato, logo que veredire o falecimento de nosso dito pai - e assim mais declaramos que sob a clausula da sobredita instituição e inteiro cumprimento de todas as disposições deste Testamento e que aceitamos a quota que nos houver de caber.

Tenho disposto o meu Testamento e pedimos eu e meus dois filhos Severino e Luiz, ao Vigario Jose de Abreu e Silva que este escrevesse, assinando-nos de proprio punho. Vila Baependi 06-05-1840 Antonio Gomes Nogueira Freire - Luiz Gomes Nogueira

Aprovação

Registro Vila Santa Maria Baependi 12-11-1840

 

2-3 José de Meirelles, casado em 1789. Sargento mor José de Meirelles Freire casou com Maria Antonia Nogueira, natural de Baependi, filha do Alferes João José Pinheiro e sua segunda mulher Maria Custódia Nogueira, família “Aportes à GP: Maria Custódia Nogueira - SL. VI, 395, 7-4”.

          Maria Antonia ditou seu testamento em 20-05-1832. Declarou três filhos de seu casal, sendo dois falecidos (SL. 6º, 395, 8-1 cita dois filhos: Maria Custódia de Meirelles e Salviano de Meirelles Freire). Foi sepultada na matriz de Baependi em 10-08-1837.

B7: Lv. 8 de Baependi - Óbitos, aos 10-08-1837 sep. na matriz de Baependi D. Maria Antonia Nogueira, cc. o S. M.or Jose de Meirelles Freire.

Copia do Testamento (trechos)

Eu D. Maria Antonia Nogueira declaro que sou brasileira, natural desta vila e freguesia de Baependi Minas e Comarca do Rio das Mortes, f.l. Alferes João José Pinheiro e D. Maria Custódia Nogueira, já falecidos.

Sou casada com o Sargento Mor Jose de Meirelles Freire de cujo matrimônio tivemos três filhos a saber: Francisco e Antonio já falecidos e, Dona Maria Custodia Nogueira de Meirelles cc. Cap. Antonio Gomes Nogueira.

Instituo por herdeira de minha terça minha neta Maria Gabriela, filha do dito Cap. Antonio Gomes Nogueira.

Testamenteiros: em 1º  meu marido o Sargento Mor Jose de Meirelles Freire; em 2º e em 3º a meu genro dito Capitão Antonio Gomes Nogueira e minha filha D. Maria Custodia.

Assina a rogo o Padre Julião Carlos Rangel. Baependi 20-05-1832

Registrado aos 10-08-1837

 

Segundo testamento de Maria Antonia, foram três os filhos do casal:

2-3-1 Antonio, já falecido em 1832

2-3-2 Maria Custódia casada com Capitão Antonio Gomes Nogueira, 2º testamenteiro da sogra. Entre seus filhos documentamos:

2-3-2-1 Maria Gabriela, herdeira da terça da avó materna.

2-3-2-2 Luiz Joaquim Nogueira (de Meirelles Cobra) aos 13-08-1855 casou com Maria Amélia Rosa do Carmo.

B7: Baependi-MG -Aos 13 agosto 1855 - matriz - Luiz Joaquim Nogueira e D. Maria Amelia Roza do Carmo.

Ele f.l. do cap. Antonio Gomes Nogueira, já falecido , e D. Maria Custodia Nogueira de Meirelles.

Ela f.l. de Olimpio Carneiro Viriato Catão e D. Anna Carolina Beatriz Guilhermina da Rocha Catão.

Test.: o Sr. M. Jose Venceslau e Joaquim Silverio Nogueira.

 

Maria Amélia Rosa do Carmo era filha de Olimpio Carneiro Viriato Catão e Ana Carolina Beatriz Guilhermina da Rocha, casados em Baependi aos 04-05-1826, ele exposto a Teresa do Pinho, ela filha do Alferes João Carlos da Rocha e Maria Joaquina de Jesus.

B7: Baependi-MG, lv. 6; matriz - aos 04 maio 1826 Olimpio Carneiro Viriato Catão e D. Anna Carolina Beatriz Guilhermina da Rocha.

Ele exposto a Theresa do Pinho, n. e b. na freg. de Itabira do Campo.

Ela n. e b. na freg. do Tijuco do Serro Frio, f.l. do alf. João Carlos da Rocha e D. Maria Joaquina de Jesus.

Ambos os contraentes moradores nesta freguesia. Testemunhas: Jose Alcebiades Carneiro e cap. Francisco de Paula Pereira.

 

Entre os irmãos de Maria Amélia citamos:

- Antonio Carlos Carneiro Viriato Catão casado em Baependi aos 11-08-1855 com Rita de Cassia de Paiva Nogueira, filha do Capitão Antonio Marciano Nogueira de Meirelles e D. Guilhermina Adelaide de Paiva - Família “Os Ribeiro da Silva” de S. Gonçalo do Brumado Cap. 5º ,§ 8º.

- Beatriz Elisa da Rocha Catão casada em Baependi aos 21-02-1857 com Thomaz Batista Pinto de Almeida, filho do Ten. Cel. João Batista Pinto de Almeida. Família “Bento Pinto de Magalhães”.

 

Entre os filhos de Luiz Joaquim Nogueira de Meirelles Cobra e Maria Amélia, documentamos:

2-3-2-2-1 Maria Custodia Nogueira aos 15-08-1871. dispensados do impedimento de consanguinidade em 2º grau lateral igual, casou com Antonio Pereira Gomes Nogueira, filho de João Constantino Pereira Guimarães e Ana Engracia Nogueira.

B7: cas. Baependi: aos 15 agosto 1871 em casa de Luiz Joaquim Nogueira de Meirelles Cobra.

Antonio Pereira Gomes Nogueira e Maria Custodia Nogueira.

Ele f.l. de João Constantino Pereira Guim.es e D. Anna Engracia Nogueira.

Ela f.l. de Luiz Joaquim Nogueira de Meirelles Cobra e D. Maria Amelia Nogueira Cobra.

Dispensados no imp. De cons. De 2º grau linha lateral igual.

Test.: Francisco Viotte, dr. Thomas Baptista Pinto de Almeida, Manoel Constantino Pereira Guimarães, D. Guilhermina Adelaide de Almeida.

 

2-3-3 Francisco, já falecido em 2-05-1832. Francisco de Paula Nogueira de Meirelles, natural de Baependi, casou com Joana Jesuina Pereira Caldas. Francisco, aos 46 anos aproximadamente, redigiu seu testamento aos 16-02-1832 em Paracatú-MG, sem geração instituiu a mulher herdeira da terça. Foi sepultado aos 21-02-1832.

B7: Baependi - Óbitos, aos 21-02-1832 sepultado Fran.co de Paula Nogr.ª de Meireles, cc. D. Joana Jesuina Per.ª Caldas; c/testamento

Testamento (trechos)

Eu Francisco de Paula Nogueira de Meireles, sou cidadão brasileiro, n. desta freguesia e vila de S. Maria de Baependi, fl. S. Mor Jose de Meireles Freire e D. Maria Antonia Nogueira, ainda vivos, tendo eu agora 46 anos de idade, pouco mais ou menos.

Sou cc, D. Joana Jesuina Per.ª e Caldas e deste matrimônio não tive filhos e nem naturais.

Instituo herdeira da terça a minha muito amada e prezada mulher dita Joana Jesuina Pereira Caldas.

Testamenteiros: 1º a minha mulher D. Joana, 2º meu pai o Sargento Mor Jose de Meireles Freire, 3º ao Pe. Antonio Gomes Nogueira Freire.

Pracatu 16-02-1832

Registrado aos 20-02-1832

 

2-4 Francisca de Meirelles Freire, com 19 anos em 1789. Em Baependi aos 06-03-1791 casou com o Quartel Mestre Francisco Gomes Nogueira, filho de João Gomes de Lemos e de Joana Nogueira - aportes à GP: Joana Nogueira do Prado Leme - SL VI, 372, 6-2, neste site.

B7: lv. 5, aos 06 março 1791 - matriz de Baependi - Quartel Mestre Francisco Gomes Nogueira e D. Francisca de Meirelles Freire.

Ele f.l. de João Gomes de Lemos e de D. Joanna Nogueira.

Ela f.l. do cap. Jose de Meirelles Freire e D. Magdalena Gonçalves  Cruz, n. e b. nesta mesma freguesia.

 

          Quartel Mestre Francisco possuia metade da Fazenda do Formoso, em sociedade com Amaro Gomes Nogueira, e partes da Fazenda do Cajuru onde foi inventariado pela viúva. Faleceu em 22-06-1808 e deixou filho único.

Museu Regional de São João Del Rei - Inventários de Baependi cx 45

Inventariado: Quartel Mestre Francisco Gomes Nogueira

Inventariante: Francisca Meireles Freire - viúva

Inicio do Inventario: 1808, faleceu em 22 de junho de 1808

Local - Fazenda Cajuru, Freguesia de Baependi.

Transcrito por: Moacyr Villela

 

Filho herdeiro:

1- Afonso, 8 anos de idade;

 

BENS -

40 escravos;

Casas de sobrado na Freguesia de Baependi que limita com o Tenente Manoel Pereira Pinto - 500$000;

Metade da Fazenda Vale Formoso em sociedade com o Capitão Amaro Gomes Nogueira - 800$000;

Parte das terras e benfeitorias da Fazenda do Cajuru -  600$000

MONTE MOR - 6:801$000

Tutora do órfão, sua mãe, com autorização da Relação do Rio de Janeiro.

Data não identificada - Diz Afonso Gomes Nogueira Freire, herdeiro deste inventario que ele se acha casado com licença deste juízo, com Dona Ana Teresa Nogueira e pede quitação...

 

2-4-1 Afonso Gomes Nogueira Freire, com 8 anos em 1808, tutelado por sua mãe. Casou com Ana Teresa Nogueira.

         Major Afonso, viúvo, ditou seu testamento na Fazenda do Cajuru em 18-02-1849. Foi sepultado aos 18-02-1849 na Capela N. Sra. Rosario. Afonso declarou seus filhos legítimos e reconheceu a filha natural:

B7: Lv. 9 de Baependi - Óbitos, aos 18-02-1849 faleceu e foi sepultado na Capela N. Sra. Rosario desta vila o Major Affonço Gomes Nogueira, viuvo de D. Ana Theresa Nogr.ª, já falecida, com testamento.

Registro do Testamento.

(trechos)

Eu Affonço Gomes Nogr.ª, f.l. Francisco Gomes Nogr.ª e D. Francisca de Meirelles Freire, n. da vila de Baependi Comarca do Rio Verde Bispado de Mariana.

Testamenteiros: 1º meu genro Jose Romão Nogr.ª e meu filho Affonço Gomes Nogr.ª de Sá in solidum constituindo uma só pessoa, quando não, instituo em 1º a meu filho Affonço Gomes Nogr.ª de Sá; em 2º meu genro Jose Romão Nogr.ª; em 3º Joaquim Silverio Nogr.ª, tambem meu genro; em 4º meu genro Pedro Gomes Nogr.ª.

Nomeio para tutor de minha filha Anna Theresa meu genro Jose Romão Nogr.ª e para tutor dos outros meus filhos órfãos Francisco e Joaquim e também Maria do Ó que a reconheço por minha filha natural, a Affonço Gomes Nogr.ª de Sá, meu filho.

Fui casado com D. Anna Theresa Nogr.ª de cujo matrimônio resultaram os filhos seguintes: Anna Justina, cc. Prudenciano Jose Nogr.ª = Maria Clementina, cc. Jose Romão Nogr.ª = Affonço = Jose = Francisca, cc. Antonio Gomes --- Nogr.ª = Mariana, cc. Joaquim Silverio Nogr.ª = Agueda, cc. Pedro Gomes Nogr.ª = Francisco = Joaquim = e Anna.

Declaro que tenho uma filha natural chamada Maria do Ó, filha de Salviana Penha, a qual Maria a reconheço por minha filha e a instituo por minha herdeira igual com meus outros filhos.

Declaro que devo de três partes de terras que comprei aos meus tios Albino Gomes Nogr.ª e Theodoro Gomes Nogr.ª e Hilario Gomes Nogr.ª, deste comprei do irmão e sócio o procurador bastante Theodoro Gomes Nogr.ª (...).

Devo mais do testamento do finado tio Albino Gomes Nogr.ª 200$000 para se dar a Manoel --- Alvim, morador na Igreja Nova

 na hoje Barbacena, e porque não apareceu o Alvim, tenho em meu poder a referida quantia tendo cumprido as mais disposições; o meu testamenteiro restituira a quem de direito pertencer.

Deixa esmolas pias para a Capela de Nossa Senhora de Guaratinguetá, para a matriz de Baependi e para a Capela de N. Sra. do Rosario de Baependi.

Todas estas disposições as espenças de minha terça cujo remanescente instituo herdeiros os meus filhos legitimos, incluindo a minha filha natural.

Deixo livre, como se assim nascera, Salviana Penha.

(...) escrito a meu rogo pelo Pe. Custodio d'Olivr.ª Monte=sano, Fazenda do Cajuru 18-02-1849.

Affonço Gomes Nogueira

Registrado aos 19-02-1849

 

2-4-1-1 Maria do Ó, filha natural de Salviana Penha escrava alforriada no testamento de Afonso, reconhecida em testamento e herdeira paterna. Maria foi tutelada pelo irmão Afonso.

 

Filhos legítimos com Ana Teresa:

2-4-1-2 Ana Justina Nogueira casada com Prudenciano José Nogueira. Geração de seis filhos em SL. 6º, 381, 9-1, onde consta Prudenciano filho de Joaquim José Nogueira e Maria Vitoria Ferreira

Alferes Joaquim José e Maria Vitória comparecem no censo de 1831 de Aiuruoca, ele com 36 anos , ela 24 e vários filhos.

Mapa de População, distrito de Aiuruoca - 10 nov. 1831; 8º quarteirão, fogo 20: Joaquim Jose Nogra., br. 36 anos, cc., lavrador;

Maria Victoria, br. 24 anos, cc;

Podenciana (sic), br., 10 anos;

Francisca, br., 9 anos;

Jose, br., 8 anos;

Maria, br., 7 anos;

Gabriela, br., 6 anos;

Anna, br., 3 anos;

Joaquim, br. 8 meses

Maria Vitória Ferreira era filha de José da Silva Ferreira e Maria Luciana Pereira de Jesus. Viúva com 80 anos, faleceu aos 10-12-1883 com testamento de 30-07-1877 registrado no Livro de Óbitos da matriz de Aiuruoca (resumo abaixo). Foram filhos de seu casal:

I- Prudenciano, 3º testamenteiro materno

II- Francisca, viúva em 1877.

III- Maria Claudina Nogueira casada com Martiniano Alexandre da Silveira, filho de Tristão Antonio da Silveira e Mariana Umbelina de Jesus, neto paterno de Ana Praxedes de Paiva Magalhães, neto materno de Manoel de Jesus Serqueira e Mariana Eufrasia de Magalhães Paiva. Geração na família Joaquim Pinto de Magalhães.

IV- Gabriela Joaquina Nogueira casada com Ignacio Bernardino dos Reis. Gabriela faleceu “na noite de 2 para 3 de fevereiro” de 1883, sem filhos.

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca,. na noite de 2 para 3 de fevereiro de 1883 faleceu D. Gabriella Joaquina Nogueira cc. Ignacio Bernardino dos Reis. 03 fevereiro 1883. F. l. do alf. Joaquim Jose Nogueira falecido, e D. Maria Victoria Ferreira, n. e b. nesta freg., sem filhos. 07 agosto 1870. Registrado -----

 

          Ignacio casou segunda vez aos 18-10-1883 com Adelina Montaury de Aguiar, viúva segunda vez do Alferes Antonio Gregório de Andrade, casados que foram em 03-07-1879. Antonio Gregório era viúvo de Jacinta Celina de Oliveira e filho de Cândido José de Jesus, filho natural de Genoveva Maria de Jesus, e Ana Cristina de Andrade.

 

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG, cas. - aos 18 out 1883 matriz - Ignacio Bernardino dos Reis, viuvo de d. Gabriela Joaquina Nogueira; c/ d. Adelina Montaury de Aguiar, viuva do Alf. Antonio Gregorio de Andrade. Ambos moradares nesta freguesia.

 

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG, cas. aos 03 julho 1879 oratorio da casa do finado major Candido. Antonio Gregorio d'Andrade, viuvo de d. Jacintha Celina de Oliveira; = c/ Adelina Montaury de Aguiar, viuva do dr. Jose Sebastião Ferreira S----

 

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG - aos 12 agosto 1878 c/test. Major Candido Jose de Jesus  viuvo de D. Anna Christina de Andrade.

F. natural de Genoveva Maria de Jesus, b. e morador n/ cidade.

Fui cc. d. Anna Christina de Andrade, filhos: Jacinta cc. Graciano Antonio de Carvalho; Candida cc. Lucio Marceliano de Araujo; Anna Lucia cc. Jose Vieira de Andrade; Maria cc. Salviano Antonio Nogueira e Antonio Gregorio de Andrade cc. D. Jacinta.

Test.: 1- m/filho Antonio Gregorio de Andrade; 2- revdo conego Urbano dos Reis Silva Rezende; 3- revdo conego Antonio dos Reis Silva Rezende. Aiuruoca 15 outubro 1870. Registrado 12 gosto 1878.

 

V- Ana, já falecida em 1877 deixando os filhos:” Maria, Anna e Blandina todas casadas”. Ana Joaquina Nogueira foi casada com Antonio Bernardino de Faria, como costa do casamento de suas filhas.

V-1 Maria, casada em 1877

V-2 Ana Carolina Nogueira aos 10-02-1877 casou com Severino de Paula Ferreira, filho de Severino Ferreira da Silva e Anna Libania de Carvalho

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG, cas. - aos 10 fev 1877 matriz, disp. do imp cons. 3ºgrau lateral e em 4º duplicado e de outro qq dispensavel.

Severino de Paula Ferreira, f.l. de Severino Ferreira da Silva e Anna Libania de Carvalho; = c/ Anna Carolina Nogueira, f.l. de Antonio Bernardino de Faria e de Anna Joaquina Nogueira. Ns. e moradores desta freguesia.

 

V-3 Blandina Amélia Nogueira aos 16-04-1877 casou com José Alexandrino de Assis Toledo, filho de Miquelino José de Assis e Alexandrina Carolina de Jesus

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG, cas. - aos 16 abril 1877 matriz - Jose Alexandrino de Assis Toledo,. f.l. de Miquelino Jose de Assis e d. Alexandrina Carolina de Jesus; = c/ d. Blandina Amelia Nogueira, f.l. de Antonio Bernardino de Faria e d. Anna Joaquina Nogueira. Ns, bts, nesta freguesia.

VI- Joaquim José Nogueira, 1º testamenteiro materno. Joaquim foi batizado aos 31-07-1830.

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG --  batismos, aos 31 julho 1830 matriz, JOAQUIM, f.l. de Joaquim Jose Nogueira e Maria Victoria, padr.: alf. Tristão Antonio da Silveira e d. Custodia Maria Nogueira por pp apres. por Anna Candida, esta da freg. de Baependy.

 

VII- Mariana Joaquina Nogueira em 1877 estava casada com seu cunhado Antonio Bernardino de Faria, viúvo de Ana, V supra.

Mariana e Antonio foram pais de, q.d.

VII-1 Maria Madalena Nogueira, dispensados doimpedimento de consanguinidade em 2º grau “ casou com seu primo Ramiro Gomes Nogueira 2-4-1-2-3, filho de Prudenciano José Nogueira e Ana Justina Nogueira.

VIII- Margarida, em 1877 estava casada com Antonio Sebastião de Araújo “o qual jamais tera parte nesta herança”

IX- Antonio

X- Salviano, batizado aos 24-04-1834.

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG --  batismos - aos 24-04-1834 matriz, SALVIANO, f.l. de Joaquim Jose Nogueira e Maria Victoria Ferreira, padr.: Ten. Cel. Joaquim Nogueira de Sá, de Baependi, e Theresa Maria de Jesus mulher de Jose de Faria de Andrade.

XI- Blandina Joaquina Nogueira, viuva em 1877.

XII- Francisco

XIII- Manoel, 2º testamenteiro materno.

 

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG - aos 10 dezembro 1883 D. Maria Victoria Ferreira, maior de 80 anos, viuva do alf. Joaquim Jose Nogueira.

F.l. de Jose da Silva Ferr--- e D. Maria Luciana, falecidos.

Sou cc. Joaquim Jose Nogueira, filhos: Prudenciano, Francisca, viuva; Marianna cc. Antonio Bernardino; Gabriella cc. Ignacio Bernardino; Margarida cc. Antonio Sebastião de Araujo; Joaquim, Antonio, Saluciano (B7: ou Salviano ?), Blandina, viuva; Francisco, Manoel, Maria cc. Martiniano Alexandre e, Anna falecida deixando os filhos: Maria, Anna e Blandina todas casadas.

test.: meus filhos: 1- Joaquim Jose Nogueira; 2- Manoel, 3- Prudenciano.

legados:

- m/filha Blandina Joaquina Nogueira, viuva;

- m/ filha Margarida, hoje cc. Antonio Sebastião de Araujo o qual jamais tera parte nesta herança. 30 julho 1877. Registrado aos 11 dezembro 1883.

 

Ana e Prudenciano tiveram, que documentamos, os filhos:

2-4-1-2-1 José, batizado em Aiuruoca em 21-11-1846. (SL. 6º, 381, 10-2)

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG --  batismos - aos 21-11-1846 matriz, JOSE, f.l. de Pudenciano Jose Nogueira e Anna Justina Nogueira, padr.; Joaquim Jose Nogueira e Maria Clementina Nogueira.

2-4-1-2-2 Maria, batizada aos 28-07-1848. Não consta em SL.

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG --  batismos - aos 28-7-1848 matriz, MARIA, f.l. de Pudenciano Jose Nogueira e d. Anna Justina, padr.: Jo-- (dobra do livro) Rodrigues Pinto e d. Marianna Joaquina Nogueira mulher do mesmo

2-4-1-2-3 Ramiro Gomes Nogueira aos 31-07-1884, dispensados do impedimento de consanguinidade em 2º grau lateral, casou com Madalena Nogueira, filha de Antonio Bernardino de Faria e Maria Joaquina Nogueira (SL. 6º, 382, 10-5 onde Maria Madalena consta como: ”f.ª de Manoel Nogueira, este irmão de Prudenciano Nogueira”). Pudenciano era irmão de Maria Joaquina Nogueira, ver 2-4-1-2 supra e VII-1.

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG, cas. - aos 31 julho 1884 desp. cons. 2º grau lateral. Ramiro Gomes Nogueira, f.l. de Prudenciano Jose Nogueira e Anna Justina; c/ Magdalena Nogueira, f.l. de Antonio Bernardino de Faria e Mariana Joaquina Nogueira. Ns. bts. e moradores nesta.

 

2-4-1-2-4 João, batizado aos 21-03-1855 (SL. 6º, 381, 10- 3)

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG --  batismos - aos 21-03-1855, JOÃO, ---- seis do mês, f.l. de Pudenciano José Nogueira e D. Anna Justina Nogueira, padrinhos: Pedro Gomes Nogueira e D. Anna Theresa Nogueira, estes de Baependi.

 

2-4-1-3 Maria Clementina casada com José Romão Nogueira, 1º testamenteiro do sogro.

2-4-1-4 Afonso Gomes Nogueira de Sá, 2º testamenteiro paterno

2-4-1-5 José. Segundo SL. 6º, 383, 9-3 José Carlos Nogueira de Sá casado com Maria, filha de Joaquim Paulino de Carvalho.

José aos 16-10-1862 casou com Maria Ermelinda de Carvalho, filha de Joaquim Paulino de Carvalho e Maria Bernardina dos Reis. Família “Os Barbosa Lima” I- Cap. 3º.

B7: Diocese de Campanha, paroquia de Baependi - aos 16 outubro 1862 Jose Carlos Nogueira de Sá e Maria Ermelinda de Carvalho, f. de Joaquim Paulino de Carvalho e D. Maria Bernardina, desta freg. Test.: Pedro Gomes Nogueira Cobra e D. Maria Clementina Nogueira.

 

2-4-1-6 Francisca casada com Antonio Gomes Nogueira

2-4-1-7 Mariana casada com Joaquim Silvério Nogueira, 3º testamenteiro do sogro.

2-4-1-8 Agueda Carolina Nogueira de Sá casada com Pedro Gomes Nogueira, 4º testamenteiro do sogro. Pais de, que documentamos:

2-4-1-8-1 Maria Clementina Nogueira, aos 18-02-1871 dispensados dos duplicados impedimentos de consanguidade, casou com Americo Cantidiano Nogueira, filho do falecido Manoel Nogueira de Sá e Maria Umbelina Nogueira.

B7: cas. Baependi: aos 18 fevereiro 1871 na fazenda Monte Secco, em casa de D. Maria Clementina Nogueira. Americo Cantidiano Nogueira e Maria Ricardina Nogueira de Sá.

Ele f.l. do finado Manoel Nogueira de Sá e D. Maria Umbelina Nogueira.

Ela f.l. de Pedro Gomes Nogueira e D. Agueda Carolina Nogueira de Sá.

Ambos n. e b. e moradores nesta paroquia; foram dispensados dos duplicados impedimentos de consanguinidade que havia entre eles. Test.: Luiz Nogueira de Sá, Joaquim Gomes Nogueira, D. Maria Clementina Nogueira e D. Gabriella Mendes Machado.

 

2-4-1-9 Francisco, tutelado pelo irmão Afonso.

2-4-1-10 Joaquim, idem.

2-4-1-11 Ana Teresa, tutelada pelo cunhado José Romão.

 

2-5 Mariana, com 12 anos. Mariana Justina de Meirelles aos 15-02-1795 na matriz de Baependi casou com o Ajudante Domiciano José Monteiro de Noronha, natural de Ouro Branco-MG, filho do Capitão Antonio de Noronha, já falecido e (Luiza) Maria da Rocha. (PFRJ vol. 2º, 494, III-10) Capitão Antonio, natural da Bahia, era filho de Francisco Monteiro de Noronha e Caetana Josefa da Gama Peçanha. Ascendência de Luiza Maria da Rocha in opus citada.

B7: aos 15 fevereiro 1795 matriz de Baependi - Ajudante Domiciano Jose Monteiro de Noronha e D. Marianna Justina de Meirelles.

Ele f.l. cap. Antonio Monteiro de Noronha, falecido, e D. Maria da Rosa(?), n. e b. na freg. de Sto. Antonio do Oiro Branco.

Ela f.l. do cap. Jose de Meirelles Freire, falecido, e D. Magdalena Gonçalves da Cruz, n. e b. na freg. de Baependi.

 

          Da numerosa descendência  no sul de Minas do Sargento Mor Domiciano e Mariana, citamos:

2-5-1 Ana Umbelina de Noronha casou duas vezes. Primeiro com Capitão Antonio Lopes de Faria Pinto, falecido aos 22-07-1825 na Aplicação do Carmo. Deixou oito filhos.

         Segunda vez, dispensados do impedimento “por afinidade espiritual”, casou com Antonio Luis Pinto, que “vive da arte de cirurgia e medicina”

Arquivo da Cúria Diocesana de Campanha - MG

POA -LPM - 06 - 1826 a 1827

Transcrito por Moacyr Villela

1. Dispensa de Impedimentos e licença para casamento

1826 - Oradores - Antonio Luis Pinto e Dona Ana Umbelina de Noronha

Orador - Natural e Batizado na Freguesia de Campanha, morador na Capela do Carmo de Pouso Alto, vive da arte de cirurgia e medicina, 39 anos. Filho legitimo do Capitão Antonio Luis Pinto e de Dona Maria Francisca de Jesus, batizado na Capela de São Gonçalo com registro no livro 5 fl 76 em 27 de junho de 1787. padrinhos Gaspar Vaz da Cunha e Maria solteira filha de Inácio da Rocha Machado.

 

Oradora - Viúva do Capitão Antonio Lopes de Faria Pinto, com óbito registrado no livro 8 fl 112 a 22 de julho de 1825 na Aplicação do Carmo, com 49 anos. Ela tem  8 filhos e casa de Fazendas Secas e vive há muitos anos nesta Capela do Carmo.

 

Impedimentos por afinidade espiritual - O orador é compadre da oradora - Padrinho de crisma de um filho dela.

Ele tem bens em 3.000 cruzados e ela em 6.000 cruzados já descontadas as partes dos herdeiros.

 

Antonio Luis Pinto, natural da Campanha, era filho do Capitão Antonio Luis Pinto, natural da freguesia de S. Miguel de Queirão do Bispado de Vizeu e de Francisca Maria de Jesus, natural da Campanha, neto paterno de Domingos Antonio e Maria Francisca, neto materno de Inacio da Rocha Machado e Ana Maria de Jesus, por esta bisneto de Manoel Vieira Ambre e Beatriz Gomes Viegas; família “Manoel Vieira Ambre”.

Em 1839 Antonio Luiz e Ana Umbelina comparecem no censo do Carmo de Baependi, ele com 52 anos, ela com 45 e vários filhos do casal e um das primeiras nupcias de Ana:

censo Carmo de Baependi 12-02-1839, fogo 344

Antonio Luis Pinto, branco, 52, casado, lavrador, le e escreve

Ana Umbelina de Noronha, branco, 45, casada

Maria, branco, filho, 10

Francisca, branco, filho, 8

Antonio, branco, filho, 6

Luis, branco, filho, 3

Americo, branco, filho, 2

Domiciano, branco, filho, 14

Claudina Silveria de Noronha, branco, 36, solteira, agregada, le e escreve

Jesuino de Tal, branco, 18, feitor

56 escravos

 

Entre os filhos de Ana e Capitão Antonio Lopes de Faria:

2-5-1-1 Antonio Florencio Pinto de Noronha aos 20-05-1834 casou com Mariana Eleonesia de Noronha, filha do Cap. Tomás Joaquim de Arantes e Lucia Cândida Fidelis de Noronha, 2-5-2-5 abaixo

Carmo de Minas, MG Igreja N Sra do Carmo matr - aos 20-05-1834 nesta matriz Antonio Florencio Pinto de Noronha, f.l. Cap. Antonio Lopes de Faria Pinto e D. Ana Umbelina de Noronha = cc D. Mariana Eleonesia de Noronha, f.l. do Cap. Thomas Joaquim de Arantes e D. Lucia Candida de Noronha. Test.: Ten. Francisco Antonio Pinto e Alf. Jose Antonio da Silveira Pinto.

Pais de, q.d.:

2-5-1-1-1 Maria Generosa do Carmo aos 10-09-1853, dispensados do impedimento de consanguinidade em 4º grau, casou com Joaquim José Branco, filho do Cap. Joaquim José Branco e Ana Paulina Ribeiro.

Carmo de Minas, MG Igreja N Sra do Carmo matr - aos 10-09-1853 nesta matriz de N Sra do Monte do Carmo Joaquim Jose Branco, f.l. Cap. Joaquim Jose Branco e D. Ana Paulina Ribeiro = cc D. Maria Generosa do Carmo, f.l. Ten. Antonio Florencio Pinto de Noronha e D. Mariana Eulalia de Arantes. Test.: Tomas Joaquim de Arantes, Joe Francisco de Oliveira e D. Francisca de Paula Pinta. Foram dispensados do impedimento de consanguinidade em 4º grau da linha transversal desigual.

2-5-1-2 Joaquim Pinto de Noronha aos 20-10-1857 casou com aos 18-11-1839 casou com Maria Ludovina de Mendonça, filha do Ten João Martins Tosta e D. Maria Joaquina de Mendonça, família “Amaro de Mendonça Coelho” Cap. 5º.

 

Entre os filhos de Ana e Antonio Luiz Pinto:

2-5-1-3 Francisca de Paula Cândida Pinto aos 20-10-1857 casou com Filadelpho Joaquim Nogueira de Carvalho, filho legitimado do Reverendo Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Carmo de Minas, MG Igreja N Sra do Carmo matr -  aos 20-10-1857 nesta matriz os contraentes Filadelpho Joaquim Nogueira de Carvalho, legitimado pelo Reverendo Ignacio Joaqum Nogueira de Carvalho = cc D. Francisca de Paula Candida Pinto, f.l. do finado Cap. Antonio Luiz Pinto e D. Ana Umbelina de Noronha. Test.: Revdo Ignacio Joaquim Nogueira de Carvalho, Henrique Jose Nogueira, D. Maria Luiza de Noronha de Oliveira, D. Maria Josefa de Crotse(?) Arruda.

 

2-5-2 Lucia Cândida Fidelis de Noronha aos 23-09-1816 casou com Cap. Tomás Joaquim de Arantes, de quem foi a terceira esposa.

B7: Baependi,MG - 23 setembro 1816 cap. Thomas Joaquim de Arantes viúvo, e D. Lucia Candida Fidelis de Noronha f.l. do sarg. Mor Domiciano Jose Monteiro de Noronha e D. Marianna Justina de Meirelles.Test.: Ten. Cel. Joaquim Silverio de Castro Souza Medranha e Cap. Manoel Dias Ferraz.

Cap. Tomás, filho de Antonio de Arantes Marques e Ana da Cunha de Carvalho (família Bernarda Dutra da Silveira Cap. 2º, § 2º), foi casado primeira vez aos 17-06-1795 com Maria Ferreira de Souza, filha do Alferes João Ferreira Guimarães e Izabel Maria de Souza. Geração no família “Pascoal Correa de Aguiar” § 1º. Casou segunda vez com Teresa Maria de Jesus, filha de José Garcia Duarte e Ana Maria Duarte, com filho único na família “os Carvalho Duarte no Sul de Minas” Cap. 10º § 4º.

         Entre os filhos de Lúcia e Tomás documentamos:

2-5-2-1 Domiciano, batizado aos 10-06-1817

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG - batismos -  aos 10 ago 1817 matriz da vila de Baependi - DOMICIANO, f.l. do cap. Thomas Joaquim d'Arantes e d. Lucia Candida de Noronha; padr.: sargento mor Domiciano Jose Monteiro de Noronha pp. apres. pelo Ten Cel Joaquim Silverio de Castro, e D. Mariana Justina de Meirelles; os pais desta freguesia e os padrinhos daquela de Baependi.

2-5-2-2 Tomás, aos 02-04-1820

B7: Igreja, N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG - batismos- aos 02 abril 1820 matriz, THOMAS, f.l. do cap. Thomas Joaquim de Arantes e de D. Lucia Candida de Noronha, padr.: cap. Antonio Luis Gonsalves e d. Mariana Ernestina de Noronha.

2-5-2-3 Ezequiel, batizado aos 26-12-1822

B7: Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG - aos 26 dez 1822 Serranos, ESECHIEL, f.l. do cap. Thomas Joaquim de Arantes e d. Lucia Candida de Noronha, padr.: Domiciano Placido de Noronha e d. Maria Clementina de Noronha, fregueses estes da vila de Baependi.

2-5-2-4 Tristão Joaquim de Arantes batizado em 26-12-1830. Em 1855 dispensados do impedimento de consanguinidade em 2º grau misto com Maria Teobaldina de Arantes, filha de João Tomaz de Arantes Marques e Ana Severina do Amor Divino, neta paterna do Cap. Tomás de Arantes e sua segunda mulher Teresa Maria de Jesus, neta materna de José Garcia Duarte e Ana Maria Duarte família “os Carvalho Duarte no Sul de Minas” Cap. 10º § 4º.

Baependi, MG aos 26-12-1830 nesta matriz de N. Sra do Monserrat de Baependi bat. Tristão, f.l. do Cap. Tomas Joaquim de Arantes Marques e D. Lucia Candida de Noronha, foram padrinhos João Thomas de Arantes e D. Anacleta Clementina de Noronha e Castro.

 

www.familysearch.org (record search pilot)

Dispensas matrimonias livro misto - Aiuruoca 1855

dizem os oradores Tristão Joaquim de Arantes e D. Maria Teodolina de Arantes nts e moradores na freg. da vila de Aiuruoca - consanguinidade em 2º grau misto de 1º pq o orador é irmão do pai da oradora. Os pais da oradora tem 9 filhos.

Autos Mariana 30-01-1855.

 

2-5-2-5 Mariana Eleonesia de Noronha aos 20-05-1834 casou com seu primo Antonio Florencio Pinto de Noronha 2-5-1-1 supra.

2-5-3 Marianna Ernestina de Noronha aos 01-09-1818 casou com Capitão Antonio Luiz Gonçalves, filho do Capitão João Luiz Gonçalves e Maria Angela da Cruz. Geração na família “Alferes João Luís Gonçalves”.

2-5-4 Luiza Maria de Noronha foi a segunda mulher de João Baptista Pinto de Almeida, filho de Pedro de Alcantara de Almeida e Mécia Joaquina Pinto de Magalhães. Geração na Família “Bento Pinto de Magalhães”.

2-5-5 Luiz José Monteiro de Noronha, dispensado do impedimento de consanguinidade de 1º grau misto ao 2º, casou com sua sobrinha Mariana Florentina de Noronha, viúva sem filhos, filha do Capitão Antonio Luis Gonçalves e Mariana Ernestina de Noronha, supra citados.

Arquivo da Cúria Diocesana de Campanha -  POA -LPM - 10 - 1840 a 1847

Dispensa de Impedimentos

Resumido por Paulo Guedes, a pedido de Moacyr Villela

1846 - Oradores - Luis Jose Monteiro de Noronha e Mariana Florentina de Noronha.

Moradores na Freguesia do Carmo de Pouso Alto. Orador natural de Baependi

 

Consangüinidade em segundo grau misto de primeiro:

O orador é irmão da mãe da oradora.

 

Orador- filho legitimo do sargento mor Domiciano Jose Monteiro de Noronha e Mariana Justina de Meireles, natural de Baependi, morador no Carmo, vive de seu negocio;

Oradora - filha legitima do Capitão Antonio Luis Gonçalves e de Dona Mariana Ernestina de Noronha.

Oradora é viúva , moça e sem filhos possui 4 contos de sua legitima paterna;

Orador tem 400.000 em bens.

 

Testemunhas:

1- Ezequiel Plácido de Noronha, homem branco, solteiro, natural de Aiuruoca morador no Carmo, vive de seu negocio, 23 anos, parente dos oradores em segundo grau;

2- Tomas Joaquim de Arantes, homem branco, casado, natural de Aiuruoca, morador no Carmo, vive de suas agências, 25 anos, parente dos oradores em segundo grau;

3- Jose da Silva Gorgulho, homem branco, casado, natural da cidade do Porto -PT, morador no Carmo, vive de comercio e agricultura, 39 anos, parente por afinidade em primeiro grau com a oradora e em segundo grau com o orador.

 

_______________________________________________________________________________________

 

José Carlos Nogueira

 

Tenente José Carlos Nogueira foi casado com Antonia Leopoldina Nogueira, moradores em Baependí.

José Carlos faleceu aos 22-08-1856, deixando oito filhos com idades variando entre 18 e 4 anos. Os órfãos passaram a ser tutelados por José Romão Nogueira, casado com Maria Clementina Nogueira Sá.

Em seu inventário foram arrolados os seguintes bens de raiz:

- a Fazenda do Vale Formoso, com casa e benfeitorias, em sociedade com Mariana Esméria Nogueira, que havia também comprado a parte que coube a Manoel Gomes Nogueira.

- A Fazenda Mato Dentro, que fora do Cel José Inácio Nogueira de Sá

- Parte da Fazenda Cajuru

- Casa em Baependí, em sociedade com Mariana Esméria Nogueira e Theodoro Francisco Nogueira, este morador na Fazenda Vale Formoso, parente e cunhado de Antonia Leopoldina.

- Benfeitorias na Cachoeirinha.

 

A Fazenda Vale Formoso, bem como a Cajuru pertenceram em igual parte aos irmãos Amaro Gomes Nogueira (2-2 supra) e Francisco Gomes Nogueira (2-4 supra).

Pela transmissão das propriedades, relações de parentesco e compadrio, José Carlos Nogueira e/ou  Antonia Leopoldina, pertence à família “Gomes Nogueira”, mais provavelmente via Amaro Gomes Nogueira.

Pela cronologia do casal e seus filhos, vale comparar com o casal José Carlos Nogueira e Antonia, genro e filha do Padre Antonio Gomes Nogueira Freire, 2-2-3, este filho de Amaro Gomes Nogueira.

Segundo o inventário de José Carlos, neste site, foram seus filhos:

 

1- Amaro Carlos Nogueira, batizado aos 02-02-1841.

Aos dois dias do mês de Fevereiro de mil oitocentos e quarenta e um anos nesta matriz de Baependi, batizei e pus os santos óleos a Amaro, inocente, filho legítimo de José Carlos Nogueira e de Antonia Leopoldina Nogueira. Foram padrinhos Tristão Antonio Nogueira e D. Ana Zeferina da Silva, e para constar fiz este assento que assino. Coadjutor Julião Carlos Rangel da Silva.

2- José Carlos Nogueira, 16 anos em 1856

3- Tristão Antonio Nogueira, 15 anos

4- Antonio Gomes Nogueira, 13 anos.

5- Maria Umbelina Nogueira, batizada aos 05-03-1848.

Aos cinco de Março de mil oitocentos e quarenta e oito anos nesta matriz de Baependi, o Reverendo Vigário da Vara Julião Carlos Rangel da Silva batizou e pôs os santos óleos a Maria, inocente, filha legítima do Tenente José Carlos Nogueira e D. Antonia Leopoldina Nogueira, nascida há três meses. Foram padrinhos o Coronel José Ignácio Nogueira e Sá e D. Mariana Umbelina Nogueira, e para constar fiz este assento que assino. Vigário Custódio de Oliveira Monte.

6- Mariana Leopoldina Nogueira, nascida aos 29-04-1849

Aos vinte e nove de Julho de mil oitocentos e quarenta e nove anos, nesta matriz de Baependi batizei e pus os santos óleos a Mariana, inocente, filha legítima do Tenente José Carlos Nogueira e de D. Antonia Leopoldina Nogueira, nascida a 29 de Abril próximo passado. Foram padrinhos eu e D. Maria Gabriela Jesuína Nogueira Meirelles, e para constar fiz este assento que assino. Vigário Custódio de Oliveira Monte.

7- Joaquim 7 anos.

8- Elizia, 4 anos em 1856. Aos 27-07-1875, Elisa Leopoldina Nogueira casou com Custódio de Araújo Leite, filho de Vicente José Lopes e Maria Leopoldina de Araújo, família Antonio Vieira de Moraes cap. 1, § 2,