PROJETO COMPARTILHAR

Coordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira

www.projetocompartilhar.org

 

 

Família “Os Carvalho Duarte no Sul de Minas” Cap. 3º § 3º, neste site.

 

PADRE MANOEL DA PAIXÃO E PAIVA

e seus descendentes

(atualizado em 27-11-2019)

 

 

Regina Moraes Junqueira

Bartyra Sette

 

 

Padre Manoel da Paixão e Paiva, filho de Jerônimo de Paiva e Theodora Barbosa de Magalhães, foi morador em São Gonçalo do Brumado onde possuía fazenda com suas casas de vivenda assobradas. Possuía também uma casa em São João del Rei na Rua do Tejuco e parte das fazendas São Gonçalo e Alvarenga.

 

Ascendência do Padre Manoel na família “Joaquim Pinto de Magalhães”, neste site

 

Em 1831 comparece no censo não como padre mas sem profissão declarada, morador no fogo 58 na companhia de vários agregados, possivelmente todos filhos seus:

Censo São Gonçalo do Brumado 1831, fogo 58

MANOEL DA PAIXAO E PAIVA, 64, chefe, masc., branco, solteiro, ?

FRANCISCO EMILIANNO, 32, depen., masc., pardo, solteiro, agricultor

JOSE MACELINO, 24, depen., masc., branco, solteiro, agricultor

ANTONIO, 27,depen., masc., pardo, solteiro, agricultor

MARIA DO CARMO, 38, depen.,fem., pardo, solteiro, costureira

EMILIANNA CANDIDA, 28, depen., fem., branco, solteiro, costureira

MARIA ROFINA, 39, depen., fem., branco, solteiro, costureira

 

Faleceu aos 23-03-1838, com testamento lavrado aos 06-02-1838 na Fazenda do Retiro Venturoso de São Gonçalo do Brumado. Nele declarou sua filiação e reconheceu como seus os filhos (todos homens) que teve “por minha fragilidade humana”, assegurando assim sua descendência, parte dela unida por casamentos aos Carvalho Duarte e outras famílias do sul-mineiras. Nada declarou sobre as três “dependentes” mulheres que com ele moravam em 1831, que pelas idades não poderiam ser as mães de seus filhos.

 

Deixou recomendado aos filhos que, em caso de quererem vender as terras que herdariam, dessem preferência aos irmãos, conforme disse em testamento seu filho Francisco Emiliano.

 

Conforme o censo supra, alguns de seus filhos eram pardos, outros brancos, provavelmente filhos de duas ou mais mulheres.

 

Filhos reconhecidos em testamento (neste site):

1- Modesto Antonio de Paiva

2- Padre Bernardino de Souza Caldas

3- Francisco Emiliano de Paiva

4- Quintiliano Gonçalves de Moura

5- Antonio Justiniano de Paiva

6- José Marcelino de Paiva

7- Emiliana Cândida de Jesus ou da Silveira

 

1- Modesto Antonio de Paiva

 

Pelas terras que tinha na Fazenda Mundo Vira e pela época de seu falecimento, acreditamos que seja o que foi casado aos 08-02-1840 com Bernardina Luiza Xavier de Paiva, ambos falecidos sem testamento. Tiveram inventário aberto em 1874, no qual seus filhos acertaram partilhas amigáveis.

Matriz de Nossa Senhora do Pilar SJDR e capelas filiadas aos 08-02-1840 nesta matriz Modesto Antonio de Paiva, exposto a D. Ana Prachedes de Paiva = cc D. Bernardina Luiza de Senne Chavier, f.l. João Chavier da Silva Ferrão e D. Maria Jose Benedita de Miranda. Foram testemunhas o Revdo Vigario Joaquim Jose Lobo e João da Silva Pereira Gomes.

 

Bernardina, batizada em 18-03-1817, era filha do Alferes João Xavier da Silva Ferrão, natural de Antonio Dias-MG e Maria José Benedita de Miranda, casados em S. João del Rei aos 11-05-1807, neta materna do Alferes José Joaquim de Miranda e Joana Batista da Silva.

Matriz de Nossa Senhora do Pilar SJDR e capelas filiadas aos 18-03-1817 bat. matriz N. Sra do Pilar a Bernarda, parda, f.l. João Xavier da Silva Ferrão e Maria Jose Benedita de Miranda, mulata, padr.: Cap. Bernardo Jose Gomes da Silva Flores, casado

 

Matriz de Nossa Senhora do Pilar SJDR e capelas filiadas aos 11-05-1807 nesta matriz, test.: Sarg. Mor Gabriel Antonio de Mesquita e Revdo Joaquim Jose Lobo de Castro. João Xavier da Silva Ferrão, exposto em casa de Inacio de Figueiredo Lima, n. da freguesia de Antonio Dias de Vila Rica = cc Maria Jose Benedita de Miranda, f.l. Alf. Jose Joaquim de Miranda e Joana Batista da Silva, n/b nesta freguesia.

 

No inventário conjunto (neste site) constam seis filhos

1-1 Daniel Antonio de Paiva, vivia em 1881 quando foi herdeiro e inventariante de Maria Cândida de Siqueira (inventário neste site). Não foi mencionado no inventário de seu irmão abaixo.

1-2 Modesto Antonio de Paiva, casou com Maria da Conceição de Mello Paiva. Faleceu em Abril de 1904 não deixando descendentes pelo que herdaram seus irmãos germanos, Antonio, Maria José, Ana Izabel e Mariana abaixo. (inventário neste site)

1-3 Antonio Justiniano de Paiva, solteiro em 1904.

1-4 Maria José de Paiva, solteira em 1904

1-5 Ana Isabel de Paiva, idem.

1-6 Mariana Carolina de Paiva, faleceu solteira e sem descendentes aos 06-06-1917, com testamento (neste site), no qual deixou legados para a irmã “Aninha”, para várias primas e a todos os afilhados.

 

 

2- Cônego Bernardino de Souza Caldas

 

Natural de São João del Rei onde morava em companhia de sua madrinha Bernardina de Souza Caldas e dava aulas de latim. Foi proprietário de casas nas ruas de São Roque, Curral e da Cruz, em São João del Rei, alem de uma chácara no Arraial dos Matosinhos.

             Bernardina era filha de João de Souza Caldas, natural da Vila de Valadares, Comarca do Minho-PT, falecido em São João Del Rei em 1821. Em seu testamento reconheceu a filha Bernardina, havida de Ana Perpétua, mulher parda.

(RMJ) Paroquia de SJDR- Óbitos- - 09-12-1821 - João de Souza Caldas,

test:

Declaro que sou natural da Freguesia de São Julião de Badine(?) termo da Vila de Valladares, Comarca de Valença do Minho.

Filho de Jeronimo Rodrigues Vilarinho e Luiza de Souza já falecidos.

Sou solteiro.

Tive uma filha Bernardina de Souza Caldas, filha de Ana Perpetua), mulher parda.

Instituiu a filha Bernardina por sua universal herdeira.

Testamenteiros:

1) a filha Bernardina de Souza Caldas

2) O Capitão José Moreira da Rocha

3) Manoel Moreira da Rocha

             Bernardina casou com Vicente Ferreira da Silva e faleceu com testamento (neste site) aberto aos 06-03-1870, já com muita idade. Nele declarou ser filha natural de Ana Perpétua. Não teve filhos.

 

Cônego Bernardino faleceu aos 27-01-1857, com testamento de 16-09-1856 (neste site). Nele, “pedindo a Deus perdão e a todo o povo desta cidade do escândalo de minha vida”, reconheceu a paternidade de dez filhos havidos de duas mulheres as quais instituiu por tutoras de seus filhos menores “por conhecer a capacidade e honradez das mães de meus herdeiros”. Pela época do nascimento destes filhos deduz-se que Padre Bernardino conviveu durante alguns anos simultaneamente com suas duas mulheres.

 

Teve com Dona Luzia Cândida de Jesus seis filhos, todos solteiros em 1857.

2-1 Bernardino de Souza Caldas, nascido por 1833. Em 1873 morava em Lavras.

 

2-2 Modesto de Souza Caldas, nascido por 1834.

 

2-3 João de Souza Caldas, nascido por 1835. Provavelmente o casado com Maria Isabel de Andrade filha de Jose Leite de Andrade e Perpetua Olinda de São Jose, falecida em 15-10-1882, deixando geração descrita na família “Os Carvalho Duarte no Sul de Minas”, Cap. 3º § 3º 5-3.

 

2-4 Maria Micaela da Anunciação, nascido por 1840.

 

2-5 Alexandre de Souza Caldas, por 1843.

 

2-6 José Bernardino do Espírito Santo Caldas, por 1846.

 

Padre Bernardino teve mais quatro filhos com Dona Cândida Justina das Chagas:

 

2-7 Maria Cândida de Paiva, nascida por 1842. Possivelmente a que casou com João Justiniano de Paiva, moradores em São Gonçalo do Brumado, falecida em Fevereiro de 1873 (inventário neste site) deixando dois filhos:

2-7-1 José, com 20 anos em 1880

2-7-2 Ignes, falecida depois de sua mãe

 

2-8 Ana Justina de Paiva, nascida por 1843, casou com Antonio Bernardino do Espírito Santo, negociante em São João del Rei. Ana Justina faleceu segundo declaração do marido aos 16-02-1878, com inventário aberto em 1879 (neste site). Deixou:

8-1 Maria da Conceição, com 5 anos

8-2 Custódia, com 4 anos

 

2-9- Salvina Cândida de Souza Caldas (ou de Paiva), nascida por 1848, aos 27-07-1872 casou com Belizário Leite de Andrade, filho de José Leite de Andrade e Perpétua Olinda de São José (família “Os Carvalho Duarte” Cap 3º, § 3º, 5-5 neste site).

 

2-10 Elisa Cândida de Paiva, nascida por 1851, casou com Paulo Augusto de Magalhães. Paulo faleceu aos 11-07-1910, tendo seu inventário aberto no mesmo mês por seu filho homônimo (neste site). Teve:

2-10-1 Paulo Augusto de Magalhães Junior

2-10-2 Adalberto do Carmo Magalhães

2-10-3 Amélia Augusta de Magalhães Caldas, casada com Fernando de Souza Caldas

2-10-4 Honorina Amélia de Magalhães, já falecida, casada que foi com José Vicente de Azevedo, representada no inventário paternos pelos filhos:

2-10-4-1 Gastão de Magalhães Azevedo, 10 anos

2-10-4-2 Margarida de Magalhães Azevedo, 9 anos

2-10-4-3 Nair de Magalhães Azevedo, 6 anos, foi normalista

2-10-4-4 Odete de Magalhães Azevedo, 2 anos

 

3- Francisco Emiliano de Paiva

 

Homem pardo, com 32 anos em 1831.

Faleceu com testamento lavrado na Cidade de São João del Rei aos 02-12-1850, aberto aos 18-06-1851, deixando seus irmãos por testamenteiros (neste site). Nele declarou ter sempre vivido no estado de solteiro, mas que por “fragilidade humana” teve dois filhos que reconheceu como seus herdeiros. Caso os filhos morressem, herdariam os sobrinhos do testador “quer legítimos quer ilegítimos”.

Pediu para que as partes que possuía por herança paterna nas Fazendas Mundo Vira e São Gonçalo fossem vendidas e o produto da venda administrados em favor da educação dos filhos. Deixou legados para várias sobrinhas, inclusive às filhas de “meu irmão Quintilhano Gonçalves de Moura e na falta delas à mãe de ambas, D. Rita”.

Teve com Maria Cândida de Souza, mulher solteira, moradora em São Gonçalo do Brumado:

3-1 José Esteves de Souza, com quatro anos na abertura do inventário paterno.

3-2 Maria Carlota de Souza, então com dois anos, batizada em 1848 pelo tio Padre Bernardino de Souza Caldas.

 

 

4- Quintiliano Gonçalves de Moura

 

Segundo o testamento de seu irmão Francisco Emiliano, casou com D. Rita Emilia de Albuquerque e Moura com quem teve ao menos duas filhas legatárias do tio Francisco:

4-1 Maria Madalena de Moura Albuquerque

4-2 Mariana Carolina de Albuquerque

 

 

5- Antonio Justiniano de Paiva

 

Com 27 anos e solteiro em 1831, arrolado no censo como pardo. Casou com Mathildes Cândida de Jesus, filha natural de José Fernandes Medella e Claudina de Tal, neta paterna do Capitão Francisco Fernandes, natural da Freguesia de São Romão, Arcebispado de Braga, e de Maria Dorotéia da Costa, neta paterna de Veríssimo Fernandes Leitão e de Maria Domingues, neta materna do Sargento Mor Manoel da Costa Gontijo e Antonia Maria da Costa - família Sargento Mor Alexandre Pereira de Araújo, neste site.

A mãe de Antonio Justiniano é desconhecida, assim como não se sabe nada sobre a sogra “Claudina de tal”.

Em 1852, Bárbara Maria de Jesus, viúva de Francisco Domingues da Costa e filha natural de Joaquina Maria de Jesus (pai incógnito), deixou em testamento para “a minha sobrinha Maria, filha de Antonio Justiniano de Paiva, os meus colares de ouro”. Na mesma ocasião deixou também legados para outras sobrinhas “filhas da minha irmã Claudina”, bem como para sobrinhas netas, já casadas. Juntamos mais informações sobre a família de Bárbara com seu inventário, neste site, já que são insuficientes para determinar por que via ela é “tia” da filha de Antonio Justiniano.   

Antonio faleceu aos 29-03-1871 e teve seu inventário aberto por sua viúva no mesmo ano. Em seu inventário foram arrolados oito filhos, os menores tutelados por João Thomas de Souza. Mathilde faleceu aos 29-01-1876, com inventário aberto aos 18 de fevereiro do mesmo ano na Fazenda Mama(?) Rosa, Distrito de Conceição da Barra. Segundo os inventários do casal (neste site).

Antonio Justiniano e Matildes tiveram:

5-1 Maria Justiniana de Paiva, com 2 anos em 1841, herdeira da terça do avô materno, e legatária da tia (ou tia avó?) Bárbara Maria. Em 1871 estava casada com Maximo da Costa e Silva. Maria faleceu em São João del Rei aos 26-08-1888. Conforme seu inventário (neste site).

Maximo e Maria tiveram:

5-1-1 Augusto Ernesto de Paiva, com trinta e um anos de idade, casado com Maria do Nascimento de Jesus.

5-1-2 Maria do Carmo Pedroso, com 29 anos, casada com José Maria Pedroso.

5-1-3 José Maximo da Costa, com 28 anos, solteiro.

5-1-4 Carlos Justiniano de Paiva, com 26 anos, solteiro.

5-1-5 Maria da Gloria de Paiva, com 25 anos, solteira.

5-1-6 Maria da Natividade da Gloria, com 24 anos, solteira.

5-1-7 Custódio Justiniano de Paiva, com 22 anos, solteiro.

5-1-8 Pedro Justiniano de Paiva, com vinte e um anos incompletos, solteiro

5-1-9 Olegário Justiniano de Paiva, com 19 anos.

 

5-2 José Fernandes de Paiva, solteiro, 24 anos

5-3 Bernardina Justiniana de Paiva, 23 anos, solteira

5-4 Carlos Justiniano de Paiva, 21 anos completos. Aos 07-08-1871 passou uma procuração na Freguesia de São Pedro de Alcântara, Termo de Juiz de Fora,  Registro de Paraibuna, RJ

5-5 Mathildes Gabriela Josefina de Paiva, 18 anos, solteira, afilhada do Alferes Candido Hermenegildo Branquinho e sua mulher a “Senhora Dona” Maria Bernardes da Silva.

5-6 Lucas Evangelista de Paiva, 16 anos

5-7 Claudina Justiniana de Paiva, 15 anos, afilhada do Barão de Entre Rios

5-8 Helena Avelina de Paiva, com 12 anos em 1871, casou aos 16-04-1885 com o Major Francisco Isidro Rios, filho de Francisco Antonio da Silva Rios e Maria José da Silva (família “Lobo da Silva Rios” 1-3-1-1, neste site).

RMJ: SJDR, casamentos- Matriz- Aos 16-04-1885, Francisco Izidoro Rios, filho leg. de Francisco Antonio da Silva Rios e Maria Jose da Silva = Helena Avelina de Paiva, filha de Antonio Justiniano de Paiva e Matildes Cândida de Paiva. testemunhas: Daniel Antonio de Paiva e João batista do Sacramento.


Helena faleceu aos 17-09-1902 mas teve seu inventário aberto apenas em 1909 por Francisco Joaquim de Andrada Silva. Nesse ano seu marido estava ausente em Ouro Preto. Segundo seu inventário (neste site), Helena Avelina deixou:

5-8-1 José de Paiva Rios, com 22 anos em 1909

5-8-2 Mathilde de Paiva Rios, 17 anos,

5-8-3 Ivo de Paiva Rios, 12 anos.

 

 

6- José Marcelino de Paiva

 

Natural e morador na Fazenda Mundo Vira na Aplicação de São Gonçalo do Brumado, branco, solteiro com 24 anos em 1831.

Foi casado com Maria Moreira da Trindade Paiva. Faleceu com testamento escrito a rogo por Manoel Lourenço de Mesquita aos 27-08-1859, aberto aos 30-04-1862. Nele declarou ser filho de pais incógnitos e nomeou por testamenteiros a seus irmãos Modesto Antonio de Paiva, Antonio Justiniano de Paiva. Reconheceu também um filho natural.

Maria Moreira teve seu inventário aberto aos 22-12-1879, na Fazenda Mundo Vira, Curato de São Gonçalo do Brumado.

Tiveram de legítimo matrimonio, segundo seus inventário (neste site)

6-1 Antonio Moreira de Paiva

6-2 Manoel da Paixão e Paiva, nascido por 1852, casado com Maria Gertrudes de Paiva, falecida em Tiradentes aos 21-07-1932 onde teve inventário aberto em 1933 por seu marido (neste site). Segundo o inventário, Manoel e Maria Gertrudes tiveram:

6-2-1 José Moreira de Paiva, casado, de 47 anos.

6-2-2 Antonio José de Paiva, solteiro, de 45 anos.

6-2-3 Francisco José de Paiva, solteiro, de 42 anos.

6-2-4 João Pedro de Paiva, casado, de 38 anos.

6-2-5 Carlos Augusto de Paiva, solteiro, de 36 anos.

6-2-6 Maria Mercês de Paiva, casada com Joaquim Celestino da Cruz.

 

6-3 Francisca Leopoldina de Paiva

6-4 José Marcelino de Paiva

 

Teve, enquanto solteiro, de uma mulher também solteira:

6-5 João, reconhecido pelo pai em testamento.