PROJETO COMPARTILHAR

Coordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira

www.projetocompartilhar.org

 

 

Manoel Godinho de Lara e Maria de Chaves

(atualizado em 30-outubro-2014)

 

Bartyra Sette

Fabricio Gerin

 

 

Manoel Godinho de Lara, natural do Espírito Santo, foi filho único de Joana Fernandes e seu segundo marido Francisco Godinho de Lara

Francisco e Joana faleceram com testamento (SAESP vol. 2 neste site). Francisco foi inventariado em 1610 e Joana já era falecida em janeiro de 1614.

Manoel Requereu Datas em 1598. Em 1622 declarou ter 50 anos.

Datas: 32. Manoel Godinho, genro de Domingos Dias - 20/10/1598 - Casado com filha de morador antigo.

 

ASBRAP 3, processos Anchietanos, por Helio Abranches Viotti, S.J. fls. 22, 2, (ouvido a 5 abril 1622) agricultor, natural do Espirito Santo, com c. 50 anos, filho de Francisco Godinho e Joana Fernandes.

 

Manoel casou com Maria de Chaves, filha de Domingos Dias e Mariana de Chaves (S.L. 9º, 54, Cap. 5º). Foi morador em Mogi das Cruzes-SP, faleceu com testamento de 22-07-1655 e foi inventariado pela viúva no mesmo ano. Compareceram seis filhos, sendo uma falecida e representada pelos filhos.

Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo

Inventários e Testamentos não publicados

Inventarios de Mogi das Cruzes-SP: 2º Cartório

Pesq.: Fabricio Gerin e Bartyra Sette

Manoel Godinho de Lara

Testamento: 22-07-1655

Estante nesta vila de S. Paulo e morador na vila de Santana de Mogi.

Natural da vila do Espírito Santo, filho de Francisco Godinho de Lara e Joana Fernandes.

Declaro que sou casado com Maria de Chaves e tenho 4 filhas e um filho: Marina de Lara, Catarina Dias, Maria da Purificação, Maria de Chaves e Manoel Godinho. Casei 3 filhas e dei a Marina de Lara e aos mais acima nomeados tudo o quanto lhes prometi.

E minha filha Maria da Purificação e meu filho Manoel Godinho lhes não tenho dado nada e são meus herdeiros forçados.

Remanescente da terça deixo a minha mulher.

Devo aos órfãos, filhos que ficaram de meu genro Januario Ribeiro.

Testamenteira minha mulher.

Cumpra-se  24-07-1655.

 

Autos: 09-08-1655

Declarante: Maria de Chaves, dona viuva e Manoel Godinho, o moço.

Procurador da viuva: Jose de Madureira, seu genro (aa Jose de Madureira Moraes)

Titulo dos Órfãos:

- Manoel Godinho Lara

- Maria de Chaves

- Maria da Purificação

- Catarina Dias

- Maria de Lara

- filhos que ficaram de Joana de Chaves.

Citei a Margarida da Costa e a Ana da Costa, netas do dito defunto, e a sua filha Maria de Chaves e seu marido Jose de Madureira de Moraes. responderam que nada queriam.

 

1- Manoel Godinho Lara, o moço.

2- Marina de Lara foi casada com Januário Ribeiro, falecido com testamento escrito em 30-10-1638 e inventariado em 06-10-1639 (SAESP vol. 12º, neste site).

Januário deixou sete fihos de seu casal e três filhos ilegítimos:

Filhos ilegitimos:

- Ana Ribeiro casada com Domingos de Paiva (ou Pereira)

- Pedro Ribeiro, com 20 anos.

- Jerônimo Fernandes, com 19 anos.

 

          Em 15-03-1645 por estar casada segunda vez, Marina é convocada a prestar contas e passar a curadoria.

 

Januário e Marina tiveram os filhos:

2-1 Frei Estevão, 18 anos, estava na ordem de São Francisco

2-2 Maria Duarte, 12 anos. Casou com Antonio Bicudo Furtado.

2-3 João, 10 anos. João Ribeirto

2-4 Francisca, 8 anos. Casou com Salvador de Faria Albernás.

2-5 Antonio, citado como Manoel no inventário paterno, com 6 anos

2-6 Manoel, 3 anos

2-7 Izabel, 2 anos. Em 1654 Izabel Ribeiro estava caada com André de Gois e Siqueira. Provavelmente a que em 2-1-1662  estava casada com Pedro de Fontes.

 

3- Maria de Chaves casou duas vezes. Com João de Quental Cotta, inventariado em 1647. Em 1655 estava casada com José de Madureira de Moraes.

Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo

Inventários e Testamentos não publicados

Inventarios de Mogi das Cruzes-SP: 2º Cartório

Pesq.: Fabricio Gerin

João de Quentao Cotta -

Autos: 05-12-647

Declarante: Maria de Chaves, dona viuva

Avaliações, dividas que se devem a esta fazenda, entre elas:

- João Vaz Cardoso; Manoel Ceolho de Souza, João Homem da Costa, Manoel Goelho da Gama, Jose Preto, Isidro Colaço, João Bernaldes de Arença, Manoel da Cunha Gago.

Dividas que deve esta fazenda, entre elas.:

- Manoel Godinho de Lara

- Antonio da Cunha de Abreu.

Apontamentos (do defunto): 09/11/1647

Devo a Marina de Lara, minha cunhada.

Declarou o defunto deixar duas filhas femeas e um macho e ficar sua mulher pejada, a saber: Mariana, Ines e Manoel.

Rol de Devedores

Cumpra-se 12-11-647

Manoel Godinho de Lara tutor e curador de seus netos.

Partilhas: Mariana, Ines, Manoel e ao da barriga que esta por nascer.

Aos 10-08-1655 no sitio do defunto Manoel Godinho de Lara se fez conta do que importava a fazenda botada neste inventário.

06-10-1655 Maria de Chaves declarou que dava a sua filha Ines, um negro; e a seu filho Manoel, um negro. E de tudo se fez este termo, que a dita Maria de Chaves por não saber assinar, assinou por ela seu marido Jose de Madureira. (aa) Jose de Madureira Moraes. foto

06-10-1655 Curador Manoel Godinho de Lara, tio dos órfãos filhos do defunto.

 

Maria e João tiveram três filhos e um nascituro:

3-1 Mariana

3-2 Ignez

3-3 Manoel

3-4 um por nascer.

 

4- Maria da Purificação

 

5- Catarina Dias foi a segunda mulher de Pedro de Carassa inventariado em 1653 (SAESP vol. 46, neste site). Catarina, viúva, mudou-se com os filhos para o Rio de Janeiro. Já era falecida em novembro de 1677.

          Segundo inventário de Pedro, foram cinco os filhos do casal (idades em 6-12-1653):

5-1 Francisco, com 15 anos;

5-2 João, 10 anos. João de Carassa já falecido em 1677. Sem herdeiros ascendente nem descendente, herdaram seus irmãos.

5-3 José, 7 anos. José Dias de Carassa passou procuração ao cunhado Domingos Pires.

5-4 Caterina, 6 anos. Catarina Dias de Carassa, idem, solteira em 1677

5-5 Antonia, de idade de ano e meio. Em 01-11-1677 Domingos Pires, morador da cidade do Rio de Janeiro casado com Antonia Dias, (e não Antonio como citado na GP), requer a legitima de sua mulher.

 

6- Joana de Chaves casou com João Homem da Costa. Ambos faleceram e foram inventariados em Mogi das Cruzes, João em 1644 e Joana em 1653.

Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo

Inventários e Testamentos não publicados

Inventarios de Mogi das Cruzes-SP: 2º Cartório

Pesq.: Fabricio Gerin

João Homem da Costa - 1644 e Joana de Chaves - 1653

Testamento 22-11-1643 na vila de Mogi.

Sou cc. Joana de Chaves e temos oito filhos, 3 casadas e inteiradas o dote.

Deixo a minha terça a minha mulher enquanto se não casar e casando-se a deixo a meu filho João.

Declaro que tenho um rol de dividas que devo e outro do que me devem. Entre os devedores: Manoel Godinho de Lara me deve 4$000 rs.

Aos 12-06-1644 me foi dado a mim tabelião o testamento de João Homem da Costa.

 

Autos do Inventário: 03-10-1644

Inventariante a viuva Joana de Chaves.

Rol das dividas do defunto:

deve-lhe seu sogro Manoel Godinho de Lara 4$000 rs.

Deve a seu genro Francisco Velho de Moraes 14$000 rs.

Partilhas: ao órfão mais velho, a órfã Maria, ao órfão Manoel, ao órfão Antonio, ao órfão Domingos.

Declarou a dita viuva ter nas cabeceiras que foram de Antonio Fernandes Velho, 600 braças de terras.

 

Joana de Chaves

Testamento: 03-09-1652

Fui cc. João Homem da Costa e tivemos oito filhos, 4 machos e 4 femeas a quem tenho casadas.

Testamenteiro e curador de meus filhos mais novos a meu filho João Homem.

Cumpra-se 17-01-1653

Inventário autos: 21-06-653

Bens de Raiz, e.eles:

- 700 braças de terras nas cabeceiras de Manoel Fernandes, o velho e de seu filho Manoel Fernandes

- um quinhão de terras que foi de Manoel Gonçalves, morador na vila de (Santos?), que herdou de seu sogro Mathias de Oliveira.

- uns chãos que estão no oitão de Antonio Vaz da Cunha, correndo para o Carmo, com seu quinta; da outra banda da rua deu em dote o defunto João Homem da Costa a sua filha Ana da Costa.

Precatórias para a vila de S. Paulo e a vila de S. Sebastião, para serem citadas as partes que não moram na terra.

Paulo Preto como curador de seus sobrinhos, filhos que ficaram de João Vaz Cardoso, que Deus haja; e Manoel Coelho de Souza, os dois citados a requerimento de João Homem da Costa se queriam herdar na fazenda de Joana de Chaves, responderam que não queriam herdar na fazenda de Joana de Chaves.

João Homem da Costa em 29-07-659 era morador na vila de S. Sebastião. Citado por precatória.

Recibo: Gaspar Vaz da Cunha satisfeito de João Homem da Costa de uma quantia que o defunto seu pai devia ao defunto Lourenço de Sigueira meu sogro (de Gaspar Vaz da Cunha).

Recibo: João de Quintal Cotta, cunhado de João Homem da Costa, recebeu de João Homem da Costa (filho) (...).

          Tiveram oito filhos, quatro machos e quatro femêas, três casadas em 1644:

6-1 João Homem da Costa, morador em S. Sebastião em 1659.

6-2 Margarida da Costa, não quiz herdar no inventário do avô materno. Foi casada com João Vaz Cardoso já falecido em 1653 e seus filhos curatelados pelo tio Paulo Preto - família “Gaspar Vaz Guedes”.

6-3 Ana da Costa Albernaz, idem. Foi casada duas vezes. Com Manoel Coelho de Souza, que não quiz herdar no inventário da sogra. Segunda vez casou com Antonio Rodrigues Bicudo, sem geração deste. Ana faleceu com testamento e foi inventariada em 1679:

Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo

Inventários e Testamentos não publicados

Inventarios de Mogi das Cruzes-SP: 2º Cartório

Pesq.: Fabricio Gerin e Bartyra Sette

1679 Ana da Costa (Albernaz)

Testamento 08 de julho de 1678

 (...) meu corpo seja enterrado na igreja matriz desta vila na (...) de minha mãe Joana de Chaves.

Testamenteiro a meu genro Cristovão de Edra.

Fui cc. Manoel Coelho de Souza de quem tive [------]

Sou cc. segunda vez com Antonio Roiz Bicudo de que não tenho filhos nenhuns e se ausentou de minha companhia (...) sem me deixar nada.

Declaro que tenho meia legua de terras na paragem chamada Jaguari e a carta dela esta em poder de meu irmão Manoel Homem de  Albernaz (...).

Declaro que tudo o que se achar de bens que tenho e meu segundo marido Antonio Roiz Bicudo, dando-lhe o seu direito, deixo a meu neto Domingos de Edra porquanto é meu herdeiro forçado de todos os meus bens

Codicilo 1678 aos 12 dias do mes de Julho

encomendações

Cumpra-se 13-08-1678

Inventário aos 21-05-1679 dos bens que ficaram da defunta Ana da Costa casada com Antonio Roiz Bicudo morador na Paraiba e por o dito Cristovão de Edra ser herdeiro na dita fazenda (...).

Feitas e acabadas as ditas partilhas em que se assinam com o dito Juiz e avaliadores e partidores e os ditos herdeiros Antonio Roiz Bicudo e Cristovão de Edra (...)

          Ana e Manoel tiveram filha única:

6-3-1 filha, já falecida em 1678, foi casada com Cristóvão de Edra. Herdou seu filho:

6-3-1-1 Domingos de Edra, único herdeiro necessário da avó Ana da Costa.

 

6-4 Francisca da Costa Albernaz casada com Francisco Velho de Moraes, credor do sogro em 1644 (S.L. 7º, 165, 1-4) SAESP vol. 18 e 19, neste site.

          Capitão Francisco e sua mulher Francisca da Costa Albernaz tiveram sete filhos que compareceram no inventário materno, sendo que ao menos dois deles deixaram grande geração no sul de Minas Gerais:

6-4-1 Felipe de Moraes Madureira com 23 anos em 1670, já casado em 1679. Em 1683 detinha a herança de seu irmão Urbano, na qualidade de curador.

6-4-2 Diogo de Moraes, com 22 anos em 1670. Não compareceu no inventário do pai.

6-4-3 Francisco Velho de Moraes, o moço, com 20 anos, já falecido em 1679,

6-4-4 Paulo Rodrigues Sobrinho, com 12 anos em 1670, já era falecido em 20-3-1683, sem descendência.

6-4-5 João Sobrinho de Moraes, com 17 anos em 1679. Casou com Maria Gonçalves (Cabral), S.L. 8º, 96, 3-1. Geração deste casal encontrada nos documentos sul mineiros neste site, em Aportes à Genealogia Paulistana:” João Sobrinho de Moraes - SL. VII, 165, 2-3”.

6-4-6 Ana, batizada na Sé de SP em julho de 1665 (Sé de SP, Bat. fls 164) foi herdeira no testamento materno do remanescente da terça. Em 16-4-1679 Ana de Moraes Madureira estava casada com Mathias de Oliveira.

Entre seus filhos:

6-4-6-1 Ana Pires de Oliveira que casou na Sé de São Paulo em 1720 com Antonio Vieira de Moraes, natural de São Paulo e morador no sul de Minas Gerais, onde o casal se estabeleceu às margens do Rio Grande. Ana faleceu em fins de 1740 deixando cinco filhos dos quais quatro tiveram geração, povoadores que foram da região. Familia Antonio Vieira de Moraes, neste site.

6-4-7 Urbano, com ano e meio em 1670.

 

6-5 Maria, solteira em 1644 estava casada em 1652.

6-6 Manoel Homem Albernaz casou com Izabel de Barros, falecida em Itu em 03-06-1703.

SL. 7, 170, cap. 3, 1-1.Izabel de Barros Freire foi casada com o capitão Manoel Homem Albernaz, fal. em 1726 em Itú com testamento estando casado 2.ª vez com Maria Cordeiro de Almada, f.o. de João Homem da Costa e de Joana de Chaves. (C. O. de S. Paulo) Teve: 2.1 a 2.9

Itu-SP Igreja N Sra da Candelaria aos 03-06-1703 faleceu Izabel de Bairros, foi casada com Cap. Manoel Homem. deixou por sua alma cincoenta missas

          Cap. Manoel faleceu em Itu aos 14-12-1703 estando segunda vez casado com Maria Cordeiro de Almada, de quem foi o segundo marido. Sem geração deste matrimônio - família “Gaspar Vaz Guedes”.

Itu-SP Igreja N Sra da Candelaria [na era de 1706 anos] o Cap. Manoel Homem Albernaz, morador nesta, faleceu de sua doença. Fez testamento em que deixou por testamenteiros seu filho Jordão Homem e o Cap. Antonio Antunes Maciel. Fiz este termo a catorze de dezembro de 1706.

Entre os filhos do Cap. Manoel e Izabel:

6-6-1 Cap. Jordão Homem Albernaz, testamenteiro paterno.

6-7 Antonio

6-8 Domingos