PROJETO COMPARTILHAR

Coordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira

www.projetocompartilhar.org

 

 

DOMINGOS GONÇALVES CHAVES

e

MICAELA DOS ANJOS COUTINHO

(atualizado em 24-fevereiro-2017)

 

 

Regina Junqueira

Bartyra Sette

 

 

Domingos Gonçalves Chaves, natural Freguesia de São João de Ribeira termo da Villa de Caves, Arcebispado de Braga, era filho legítimo de Gonçalo Gonçalves e de Catarina Gonçalves.

 

Em S. João do Meriti-RJ aos 14-11-1717 casou com Micaela dos Anjos Coutinho, batizada em 12-10-1701 (genere de Manoel Ignacio Barbosa Lage) na Igreja de N. Sra da Apresentação de Irajá-RJ, filha de Antonio Barbosa de Mattos, natural de Arrifana de Souza Bispado do Porto e de Mariana de Mattos, natural da cidade do Rio de Janeiro, neta materna de Baltazar de Mattos e Catarina Duarte (citados em PFRJ. vol. 2º, 570).

 

Catarina Duarte, natural da cidade do Porto, filha de Bento Rodrigues e de Margarida Duarte, faleceu na cidade do Rio de Janeiro aos 17-03-1726, viúva, com geração de seis filhos:

I- Sebastião de Mattos de Carvalho

II- Antonio de Mattos Duarte

III- Sebastiana de Mattos Coutinho

IV- Mariana de Mattos

IV- Luiza de Mattos

VI- Leonor de Mattos

(indicação de Geraldo Pontes Araújo) Rio de Janeiro, RJ, Nossa Senhora da Candelária > Óbitos 1725, Jul-1726, Nov > image 37

Aos 17-03-1726 faleceu Catarina Duarte, viuva de Baltazar de Mattos, natural da cidade do Porto e moradora na freguesia de S. João do Meriti. Fez testamento, 1º testamenteiro Pedro de Pinho, 2º Manoel Pinto(?) de Freitas e em 3º Manoel Francisco Pimenta, todos moradores nesta cidade do Rio de Janeiro. Meu corpo será sepultado na igreja de N. Sra da Candelaria amortalhada no habito do Patriarca São Bento. Encomenda missas.

Declaro que sou natural da cidade do Porto Bispado da dita cidade, f.l. de Bento Rodrigues e de s/m Margarida Duarte, ja defuntos. Fui casada com Baltazar de Mattos de cujo matrimonio tivemos seis filhos, por nome Sebastião de Mattos de Carvalho; Antonio de Mattos Doarte; Sebastiana de Mattos Coutinho; Mariana de Mattos; Luiza de Mattos, Leonor de Mattos as quais todas estão casadas, das quais ditas Mariana de Mattos e Luiza de Mattos foram dotadas e as outras duas não foram dotadas.

Declara escravos = (...) me deve Maria Tourinha 28.000 reis procedido de aluguel de um lambique. Deve mais Julião da Maya por um credito 14.000 reis = deve mais Paschoal Martins por um crédito 13.000 reis = se acha na mão de Antonio Pr.ª um lambique, todos moradores no distrito do Rio de Janeiro.

Deixo a minha afilhada e neta Teresa, filha do Dr. Gomes e de s/m Luiza de Mattos 10.000 reis (...) e desta sorte acabou a dita testadora da forma e maneira como acima tenho dito. O Padre Manoel Mendes

 

Micaela dos Anjos Coutinho foi irmã inteira de Ignacia Barbosa de Mattos Coutinho que segue no § 2º.

 

Domingos Gonçalves Chaves, e Micaela dos Anjos Coutinho foram moradores na Freguesia do Engenho do Mato, no Caminho Novo das Minas, onde já estavam em princípios do sec XVIII.

 

Deles descendem alguns dos primeiros povoadores da região de Barbacena e Juiz de Fora.

 

Em 1740 Micalela estava em Barbacena onde foi madrinha de seu neto José, que viria a ser o inconfidente Padre José Lopes de Oliveira.

 

Reunimos aqui algumas informações que constam de documentos que encontramos sobre alguns filhos de Domingos e Micaela:

 

1- Teresa Maria de Jesus

2- Bernardina Caetana do Sacramento

3- Francisco Gonçalves Lage,

4- Hipólito Gonçalves Lage

 

 

1-1 Teresa Maria de Jesus casou duas vezes. Com Antonio Vidal, batizado em 24-11-1705(*) em S. Salvador de Sabuzedo, Galicia e filho de Afonso Vidal e Ana Campos, esta nascida na Vila Fria, comarca de Chaves Arcebispado de Braga.

(*) Tiradentes: A Inconfidencia Diante da Historia 2º vol tomo 1 de Jose Crux Rodrigues Vieira, Belo Horizonte, MG, 2º Clichê Comunicação & Design Ltda., 1993.

30 - Domingos Vidal de Barbosa Lage, médico.

fls. 211 dados biográficos em notas aos autos; nota 1: era filho do fazendeiro Antonio Videal, espanhol batizado em 24-11-1705 pelo abade Dom Miguel de Castro y Alen, em San Salvador de Sabuzedo, freg. de Monterrey de Sobregranade, bispado de Orense, Galicia

 

          Viúva, Teresa Maria casou segunda vez com o Tenente Antonio Ferreira da Silva de quem foi testamenteira e herdeira. Teresa faleceu aos 06-01-1784 com testamento. Sem geração do segundo leito, declarou sete filhos do primeiro:

B7: óbitos - Igreja Nossa Senhora da Piedade (Barbacena-MG) aos 06-01-1784 faleceu D. Tereza Maria de Jesus mulher do falecido Antonio Ferreira. Foi sepultada nesta matriz. Fez testamento.

Aos 31-10-1783 neste Arraial da Borda do Campo (...) faço este meu testamento na forma seguinte:

Testamenteiros: rogo a meus filhos o Dr. Antonio Vidal, Dr. Francisco Vidal e Barbosa, 3º a Jose Vidal.

Primeiramente fui casada com Antonio Vidal de que tenho cinco filhos vivos a saber: Dr. Antonio Vidal = o Padre Francisco Vidal = Manoel Vidal = José Vidal = e Domingos Vidal que todos são meus herdeiros.

Fui casada segunda vez com o Tenente Antonio Ferreira da S.ª de quem não tive filhos e deste fiquei herdeira e testamentiera.

Declaro que os bens que tenho meus filhos e herdeiros o sabem.

Declaro que da legítima de seu pai só meu filho Manoel tirou a sua parte e os outros estão por inteirar.

Da terça disponho dela na forma seguinte:

legados pios, missas entre elas por alma de: meu primeiro marido Antonio Vidal, outra por alma de minha filha Maria, de minha filha Rosa, e de meu segundo marido Antonio Ferr.ª da S.ª.

Legados aos filhos e aos netos: deixo a meu neto Antonio, filho de meu filho Manoel Vidal, 400$000; a minha neta Ana, filha do dito meu filho Manoel 400$000; a minha neta Ana Maria toda a roupa que se achar no meu ???? a qual não entrará na avaliação.

Declaro, nomeio e instituo por universal herdeiro do que restar de minha terça, depois de completos os meus legados, a meu filho José Vidal.

Arraial da Borda do Campo, 31-10-1783 Teresa Maria de Jesus.

 

1-1-1 Maria, já falecida em 1783.

1-1-2 Rosa, idem.

1-1-3 Dr. Antonio Vidal (Barbosa Lage). Fez seu testamento em Barbacena-MG a 11-05-1799, com codicilio de 14 do mesmo mês, aberto aos 14-06-1808. Nomeou testamenteiros seus irmãos “o Reverendo Vigario Francisco Vidal, ao Sargento mor José Vidal e ao Alferes Manoel Vidal”. Nele deixou 100$000 para a viúva de um Francisco Nunes, por ter ela criado uma menina, neta da tal viúva, e suposta filha dele Antonio, do que ele mesmo duvidava, mas tinha ajudado em vida. Deixou legados a oragos e ordens religiosas de Santos, Paranaguá, Guaratuba, Iguape, sinal que ele mesmo esteve nessas paragens. Em São Paulo tinha prometido uma verba para Rita, moça criada em casa de José Luiz, filha de Jacinta Borges.

Alem dos irmãos, citou alguns parentes:

- Francisco Barbosa Lage, tio, possívelvente marido de:

- Teodora Maria, tia, que deveria pagar a divida que Francisco tinha para com o comprador

- Lourença Clara de Albuquerque e Castro, tia, a quem “pertencem os 20$000” (da tal dívida)

- Maria Bárbara, prima. Recebeu 100$000 e dois escravos

1-1-3-1n Ana Luiza Barbosa Lage citada, no registro de batismo de seu filho Antonio, como filha do Dr. Antônio Vidal Barbosa Lage, natural da freguesia de Simão Pereira e de Rosa Maria Perpétua, natural da freguesia do Mato do Caminho do Rio de Janeiro. Seria Ana Luiza a neta da viúva do Francisco Nunes citada no testamento de Antônio Vidal Barbosa Lage?.

         Casou com Cap. Joaquim José de Souza Teixeira, filho de Francisco de Souza Teixeira, natural de Canavezes, e de Rosa Maria de Jesus, natural da freguesia de Ouro Branco. Pais de, q.d.:

1-1-3-1n-1 Antonio nasceu a 06-08-1799 e foi batizado em 15 do mesmo mês.

(Colaboração Luís Carlos de Araujo Simões – set/2015) Itaverava-MG, Santo Antônio, Batismos - Aos 15/08/1799 annos nesta Matriz de Santo Antônio da Itaverava baptizei solenmnemente e pus os Santos Oleos a Antonio parvulo branco que nasceo aos 6 dias do mesmo mes filho legitimo de Joseph de Souza Teixeira e de Anna Luiza Barbosa Lage neto pela parte Paterna de Francisco de Souza Teixeira natural de Canavezes e de Roza Maria de Jesus natural da Fraguezia do Ouro Branco e pela Materna do Doutor Antonio Vidal Barbosa Lage natural da Freguesia de Simão Pereira deste Bispado e de Roza Maria Perpetua natural da Freguesia do Matto do Caminho do Rio de Janeiro deste Bispado de Marianna; forão Padrinhos Joachim Joseph de Souza Teixeira solteiro e Anna Roza de Sam Joseph mulher de Francisco Joseph de Souza; todos desta freguesia. De que fiz este assento. O Coad.or Felisberto Joseph Machado.

1-1-3-1n-2 Rosa Porfiria de Jesus, com 30 anos em 18-11-1843, casou com José Camilo de Oliveira, com 24 anos, filho de Camilo Gomes de Oliveira e Rita Maria de Jesus.

Colaboração Luís Carlos de Araujo Simões – set/2015: Itaverava-MG, Santo Antônio - Aos 18/11/1843 anos no Oratório do Engenho do Guarará as três horas da tarde assisti ao matrimonio que contrahirão José Camillo de Oliveira filho Camillo Gomes de Oliveira e de Ritta Maria de Jesus, de idade de 24 annos e Roza Porfiria de Jesus filha do Capitão Joaquim José de Souza Teixeira e de Anna Luiza Barbosa Lage, de idade de 30 annos todos desta Freguezia e lhes conferi as bençons sendo testemunhas Jacob Dornellas Coimbra e o Alferes Manoel d’Araujo Machado de que faço este assento. O Vigr.o Francisco Pereira d’Assis.

 

1-1-4 Manoel Vidal, único que em 1783 já tinha recebido a legítima paterna. Entre seus filhos:

1-1-4-1 Antonio, legatário da avó paterna.

1-1-4-2 Ana, idem.

1-1-4-3 Teresa Maria de Jesus casou com o Capitão José Pinto de Souza. Possivelmente Capitão José Pinto de Souza, natural do Rio de Janeiro, falecido em Ouro Preto com testamento aberto aos 08-01-1826, nomeando por testamenteiro entre outros, o Alferes Francisco Vidal. Sem filhos, deixou por herdeira sua viúva, Tereza Maria de Jesus. O casal morava em Barbacena na Fazenda do Medeiros e José foi a Ouro Preto para se tratar de uma doença, de que acabou morrendo. Inventário dele neste site.

 

1-1-5 Padre Francisco Vidal, batizado aos 03-05-1757.

o assento de batismo de Francisco está reproduzido no trabalho do Cônego R. Trindade (Velhos Troncos Mineiros, vol. III, pag. 50), e é o seguinte:

"Aos três dias do mez de mayo do anno de mil settecentos e cincoenta e sette annos, na capella de Santo Antonio cita no sitio chamado Juiz e Fora Baptizou de minha licença o Padre Jeronimo de Macedo Cruz a Francisco que nasceo a dez de Abril de mil sette centos e sincoenta e sette annos filho legitimo do Capitam Antonio Vidal e de sua mulher Dona Thereza Maria de Jesus moradores no citio chamado Juiz de Fora. Neto pela parte Paterna de Affonso Vidal e de sua mulher Anna de Campos natural da freguezia de Villa Fria comarca de Chaves Arcebispado de Braga, e pela Materna de Domingos Gonçalves Chaves e de Micaela dos Anjos Coitinho moradores no citio chamado Medeiros e lhe pos os Santos Oleos foi Padrinho Manoel Martins solteiro morador no arraial do Inficionado das Minas Geraes e os Mais moradores nesta freguezia de Nossa Senhora da Gloria do Caminho Novo das Minas. E para constar fiz êste assento dia mez e anno ut supra. O Vigário Simão Ribeiro  // Lº de Bat. de Simão Pereira fls. 17

 

1-1-6 Jose Vidal de Barbosa, herdeiro do remanescente da terça materna e universal herdeiro do irmão Antonio. Casou com Rita Teresa de Jesus.

          José nasceu em 13-09-1759, batizado na Capela de Santo Antonio, sitio de Juiz de Fora em 11-11 do mesmo ano (assento por completo em “Velhos Troncos Mineiros” ). Casou com Rita Tereza de Jesus.

          Na época do inventário de seu irmão Antonio, José era Sargento-Mor. Em 13-05-1815, por decreto de Sua Magestade, foi reformado no posto de Brigadeiro “de Meos Reais Exércitos”, sem soldo mas com todos os privilégios do referido posto. (texto completo deste decreto como também de outros anteriores no livro “Família Vidal Leite Ribeiro” de Armando Vidal Leite Ribeiro, fls162 e ss).

          Brigadeiro José redigiu seu testamento aos 29-05-1824. Rita faleceu viúva aos 02-02-1839, quando seus três filhos já eram falecidos. (Resumos dos testamentos neste site, onde José se referiu a sua mãe como Rita Maria Tereza de Jesus ).

          José e Rita Tereza tiveram:

1-1-6-1 José, falecido em novembro de 1821. Teve ao menos dois filhos por ele reconhecidos, citados no testamento de seu pai, que não herdaram no inventário de Rita Tereza:

1-1-6-1-1  João Joaquim do Amaral, havido de Ana do Amaral da cidade de Mariana

1-1-6-1-2  Luiz, filho de Maria Rosa, moradora em Barbacena

 

1-1-6-2 Ana casada que foi com José Lourenço Dias, ambos já falecidos em 1839, deixando:

1-1-6-1-2 José Vidal Dias,

 

1-1-6-3 Tereza Angelica de Jesus, nascida em Simão Pereira-MG, casou em Barbacena aos 04-02-1811 com o Capitão Francisco Leite Ribeiro, filho de José Leite Ribeiro e D. Escolastica Maria de Jesus, de quem foi a primeira mulher. Família “Antonio Vieira de Moraes” Cap 1º, § 3º, 9

B7: casamentos Barbacena - Cachoeira aos 04-02-1811 Francisco Leite Ribeiro, f.l. de José Leite Ribeiro e D. Escolastica Maria n/b capela Madre de Deus da freguesia de São João; = Theresa Angelica de Jesus, filha de José Vidal Barbosa e D. Ritta Thereza, n/b na freguesia de Simão Pereira.

 

Tereza faleceu antes de sua mãe deixando: (situação em 1839)

1-1-6-3-1- José Leite Vidal, 22 anos;

1-1-6-3-2- Anna casada com Francisco de Sales Oliveira;

1-1-6-3-3- Joaquim batizado na Capela dos Remédios em 16-11-1818.

Barbacena- MG Lv Batismos N Sra dos Remédios ––Aos 16-11-1818 na Capella dos Remédios  b. Joaqm fº lgº de Francº Leite Ribrº e de Thereza Angelica madrinha D Ritta Thereza de Jesus.

          Joaquim Vidal Leite Ribeiro foi nomeado 1º testamenteiro paterno, tutor de seu irmãos orfãos e de seu irmão Francisco, “que se acha destituido de Juizo”.

          Joaquim testou na cidade do Rio de Janeiro em 31 de julho de 1878. Declarou ser nascido na Freguesia de Barbacena à 31 de outubro de 1818, filho legitimo do Comendador Francisco Leite Ribeiro e D. Theresa Angelica de Jesus. Casado com D. Alexina Fontoura Vidal Leite tendo vivos cinco filhos do seu casal: Honorina casada com Dr. Carlos Martins Ferreira e os menores: Elisa, Fernando, Virginia e Leticia.

          Deixou diversos legados. Seu testamento foi aberto em 08-01-1883:

in Familia Vidal Leite Ribeiro, Armando Vidal Leite Ribeiro - 1960

fls. 376 - Testamento (na íntegra)

Jesus, Maria José. Em nome da Santissima Trindade, em cuja fé hei vivido e pretendo morrer, eu Joaquim Vidal Leite Ribeiro faço o meo testamento e dispozições de ultima vontade, pelo modo seguinte:

Declaro que sou natural da provincia de Minas Gerais, nascido na Freguesia de Barbacena à 31 de outubro de 1818, filho legitimo do Commendador Francisco Leite Ribeiro, e D. Theresa Angelica de Jesus.

Declaro que sou casado em unicas nupcias e segundo o costume do Imperio com D. Alexina Fontoura Vidal Leite, e que deste consorcio me ficão actualmente cinco filhos, Honorina, Elisa, Fernando, Virginia e Leticia, dos quais a primeira é casada com o Dr. Carlos Martins Ferreira e os outros são menores.

(pedidos de missas, legados aos pobres, alforria a escravo).

Deixo à Alberto Vidal Leite Ribeiro, residente na cidade do Rio Novo vinte apólices da divida pública.

Deixo à Ernesto Vidal Leite Ribeiro, irmão do precedente des apólices da divida pública, no pensamento de habilital-o para educar seo filho.

Deixo à D. Maria Henriqueta Vidal Santos, casada com Antonio Augusto d'Andrade Santos, residentes na cidade de Juiz de Fora, vinte apólices da divida pública.

Deixo à D. Amélia irmã da precedente casada com José Ribeiro de Castro residente no termo do Rio Novo, cinco apólices da divida pública, e assim deixo-lhe menos que à sua irmã, attendendo a que suas circunstancias são relativamente mais favoráveis. Estes quatro legados últimos serão pagos em apolices do valor nominal de um conto de reis cada uma livres de todos os direitos, ou impostos, que se imputarão tambem á minha terca, e são feitos estes legados com a condição de não poderem os legatarios nem seos filhos alienar as apolices, mas somente usofruil=as: ao depois dos filhos - os netos, ou herdeiros dos filhos dos legatarios poderão alienal-as.

Deixo a cada um de meos afilhados de baptismo, dusentos mil reis.

Depois de satisfeitas estas dispozições, o remanescente de minha terça quero que seja empregado em apolices da divida pública e repartido por entre meos filhos. De taes apolices terão meos filhos e seus immediatos descendentes os rendimentos tão somente, e depois de meos netos, os seus sucessores terão com os rendimentos a propriedade tambem. Si algum de meos filhos fallecer sem prole, as apolices da terça que lhe tiverem cabido, serão divididos por entre meos filhos sobreviventes e continuarão sujeitas como as demais apolices da terça.

Nomeio tutor de meos filhos menores á minha mulher e á meo genro Dr. Carlos Martins Ferreira, que servirão conjuntamente, faltando um delles, servirá o outro só. Peço á ambos, minha mulher e meu genro, que sejão meos testamenteiros conjuntamente também, e a qualquer delles que sirva só na falta do outro. Nomeio ao depois meos testamenteiros á meos amigos Dr. Joaquim José dos Santos e Coronel Joaquim Martins Ferreira. Rio de Janeiro, 31 de julho de 1878 - Joaquim Vidal Leite Ribeiro.

 

Aprovação: 31-07-1878

Local: nesta Côrte do Rio de Janeiro, em meo cartório.

Tabelião: Francisco Pereira Ramos.

Testemunhas: Francisco Goursand Araujo, Francisco Leite de Almeida Magalhães, Manoel Matos de Sousa Souto, Dr. João Paulo de Almeida Magalhães e Antonio da Cunha Barbosa.

 

Abertura: 08-01-1883

Local: nesta Côrte, na sala dos despachos do Dr. José Maria Metello, Juis substituto da Provedoria.

Apresentado por: João Paulo de Almeida Magalhães, morador á rua dos Bento, nº 49, que declarou ter o testador fallecido hontem as 4 horas da tarde, na Rua da Fabrica das Chitas, nº 40, onde redisia, era natural da Provincia de Minas, casado e capitalista; que a 1ª testamenteira reside na casa do testador, o 2º está na Europa, o 3º na Provincia de Minas, e o 4º é fallecido; e mandou o Juis que lavrado este termo, que assina o fizesse concluir. Eu Luis d'Azeredo Coutinho Duque Estrada, escrivão, o escrevi. - Metello.

          Além da geração legítima, Joaquim Vidal Leite Ribeiro teve, pelo menos, a filha natural:

1-1-6-3-3-1n Maria Henriqueta Vidal, natural de Mar de Espanha-MG, filha de Joaquim Vidal Leite Ribeiro e Hortenciana Henriqueta de Assis. Aos 09-11-1867 na Corte do Rio de Janeiro casou-se com Antonio Augusto dos Santos (Antonio Augusto de Andrade Santos), filho de Zeferino José dos Santos e Matildes Candida de Andrade - família Ribeiro da Silva de S. Gonçalo do Brumado, Cap. 5º neste site.

Rio de Janeiro, RJ Igreja S. Francisco Xavier - “Aos nove dias do mez de Novembro de mil oitocentos e sessenta e sete, nesta Corte e Igreja do Principe dos Appostolos Sao Pedro, em virtude da licenca supra, em minha prezenca e das testemunhas abaixo assinadas, se receberao em matrimonio na forma do sagrado Conc. Tridentino, e Const. do Bispado, e Provizão do Ilmo. e Rm.º  Monsenhor Vigario Capitular Felis Maria de Freitas e Albuquerque, Antonio Augusto dos Santos filho legitimo de Zeferino Jose dos Santos, e D. Mathildes Candida de Andrada, natural e baptizado na Freguesia de Sao Vicente da Aiuruoca Bispado de Mariana, e morador na Freguesia de Santa Ritta desta Corte, com D. Maria Henriqueta Vidal filha natural de Joaquim Vidal Leite Ribeiro, e D. Hortencianna Henriqueta de Assis, natural e baptizada na Freguezia da cidade de Mar de Hespanha deste Bispado, e moradora no Engenho Velho desta Corte. [...]” (pesq. Sandro C. Andrade).

          Maria Henriqueta por sua vez teve ao menos uma irmã, agraciada no testamento de Joaquim Vidal Leite Ribeiro:

- Amelia, que recebeu o tratamento de “Dona”. Em 1878 estava casada com José Ribeiro de Castro e residiam em Rio Novo. Também residentes em Rio Novo e igualmente contemplados no testamento foram:

- Alberto Vidal Leite Ribeiro, irmão do abaixo.

- Ernesto Vidal Leite Ribeiro, pai de um menino cuja educação era de especial interesse do testador.

Referências a possível mãe de Maria Henriqueta, encontradas por Sandro C. de Andrade.

Hortenciana Henriqueta, natural de Mariana, filha de pais desconhecidos, exposta a Manoel de Jezus Hortencianno Xavier.

Mariana, Igreja N. Sra da Assunção “Aos vinte e seis de Abril de mil oitocentos e trinta na Cathedral pus os Santos oleos a inocente Hortencianna, exposta ao Alferes Manoel de Jezus Hortencianno Xavier, a qual inocente foi baptizada em caza em perigo de vida pelo Revdo. Antonio Joaquim Flores. Foi padrinho o mesmo Alferes Manoel de Jezus, todos desta cidade [...]”

Manoel de Jesus pediu a Camara de Mariana desconto nos impostos por ter assumido a criação de Hortenciana Henriqueta do Brasil.

Fonte: “Peticao cobrando a Camara pelo pagamento da criacao de exposto” de Renato Pinto Venancio e Nicole Damasceno, In: Termo de Mariana – Historia e Documentacao – Volume III, 2010. Por provavel erro de transliteracao, o nome foi transcrito como Hortenciana Herveguita.

Hortenciana assumiu o sobrenome “de Assis” ao casar com Teodolindo Ferreira de Assis. Segundo o termo de batismo de seu filho Teodolindo, Hortenciana faleceu no Rio de Janeiro “pouco” antes de agosto de 1865. Filhos do casal:

- Joaquim Teodolindo Ferreira de Assis, natural de MG (pode ser o Theodolindo abaixo, porem este parece ser uns cinco anos mais velho). Em 1899, com 39 anos e viuvo, casou com Amelia Ribeiro, filha de Luiz José Ribeiro e Maria Henriqueta.

Rio de Janeiro, RJ 04ª Circunscrição matr - aos 30-09-1899 nesta Capital Federal e testemunhas Izidro Lemos e Luiz Ribeiro se receberam em matrimonio Joaquim Theodolindo Ferreira de Assis, natural de Minas Gerais, com 39 anos de idade, viúvo, f.l. de Theodolindo Ferreira de Assis e de Hortenciana Henriqueta de Assis, dentista, de cor branca = com D. Amelia Ribeiro, natural desta capital, com 19 anos de idade, solteira, de cor branca, f.l. de Luiz José Ribeiro e Maria Henriqueta Ribeiro. Ambos residentes na casa onde o presente se efetuou (pesq. Sandro C. de Andrade).

- Maria, nascida na Freguesia de N Sra da Gloria-RJ em janeiro de 1863

Mariana, MG Igreja N. Sra da Assunção - Aos 09-08-1865 bat a Maria, f.l. de Theodolindo Ferreira de Assis e D. Hortenciana Henriqueta de Assis, a pouco falecida na Corte do Rio de Janeiro aonde eram moradores, sendo a dita criança nascida na Freguesia de Nossa Sehora da Gloria do Outeiro em janeiro de 1863 e batizada em casa pelo paroco da Lagoa, por se achar em perigo de vida. Padrinhos, eu assistente da ----- por pp de Antonio Leopoldino da Silva -------- morador na Corte e o Sr. Antonio Pereira Soares da cidade de Ouro Preto, e Protetora Nossa Senhora da Conceição (pesq. Sandro C. de Andrade)

-Teodolindo, nascido aos 15-02-1865, batizado em agosto do mesmo ano em Mariana.

Mariana, MG Igreja N. Sra da Assunção aos 09-08-1865 bat a Theodolindo, f.l. de Theodolindo Ferreira de Assis e D. Hortenciana Henriqueta de Assis moradores na Corte do Rio de Janeiro, sendo a criança nascida aos 15 de fevereiro deste ano. Padrinhos o Conego João Baptista Ferreira e D. Felicid.e Rosalina de Jesus, moradores nesta cidade de Mariana (pesq. Sandro C. de Andrade).

 

1-1-6-3-4- Francisca casada com José Vidal Dias;

1-1-6-3-5- Marianna casada com Antonio Leite Monteiro de Castro;

1-1-6-3-6 Francisco, demente, 21 anos;

1-1-6-3-7 Manoel, 12 anos;

1-1-6-3-8 João, 9 anos;

1-1-6-3-9 Custódio 7 anos;

1-1-6-3-10 Rita, 5 anos;

1-1-6-3-11 Antonio 3 anos;

1-1-6-3-12 Maria, falecida, casada que foi com Francisco Leite de Magalhães. Deixou uma filha: Tereza, 3 annos.

 

1-1-7 Domingos Vidal Barbosa. “Inconfidente”.

 

1-2- Bernardina Caetana do Sacramento, natural da freguesia de N. Sra da Glória do Caminho Novo (hoje Simão Pereira-MG). Casou com José Lopes de Oliveira, natural da Freguesia Olival da Cidade do Porto, filho de Manoel Lopes de Oliveira e Izabel Fernandes.

          Capitão José testou no sitio da Cachoeira em 14-03-1775 e faleceu em 16-03-1778. Declarou nove filhos de seu casal:

Colaboração Luís Carlos de Araujo Simões – set/2015:– Barbacena-MG, N. S. da Piedade, Óbitos - Aos 16/03/1778 annos faleceu da vida presente com todos os Sacramentos Jose Lopes de Oliveira casado nesta freg.a com Bernardina Caetana do Sacramento, foi por mim Emcomd.o e acompanhado, e por mt.os Sacerdotes e pellas Irmand.es das Almas e do SS.mo Sacramt.o e delle dicemo missas de Corpo presente e foi amortalhado no Abito de São Francisco e delle fes officio de Corpo presente tinha feito seu solene Testamento como abaixo se declara de que fis este assento. Vigr.o Felliciano Pitta de Castro.

Testamento de Jose Lopes de Olivr.a

Em nome da SSattissima Trindade ... anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de 1775 aos 14/03 do dito anno Eu Tenente Coronel Jose Lopes de Olivr.a ... Rogo a minha mulher Dona Bernardina Caetana do Sacramento e em segundo lugar meu filho o Capitão Francisco Antonio Lopes de Olivr.a e em terceiro lugar ao Reverendo Manoel Ferreira Coelho ... meus testamenteiros ... Declaro que sou filho de Manoel Lopes e Isabel Fernandes natural da Freguesia de S. Maria de Olival Bispado do Porto e sou casado com Dona Bernadina Caetana do Sacramento e foi feito meu cazamento por carta de ametade da qual tenho nove filhos a saber o Padre Jose Lopes, Frey Domingos, Fr. Antonio, o Capitão Francisco Antonio , Manoel, Quiteria Religiosa Profesa no convento de Monchique da cidade do Porto , Maria , Bernandina e Anna = Declaro que suposto diga o vulgo que hua Anna Maria que hoje he viuva filha de hua parda Dorothea que foi minha cativa he minha filha, tal não he nem nunca ative como tal por ser sua may de Fonte e x? sem nunca estar x? mantida de portas adentro e por isso foi batizada por minha cativa a qual libertei junto com minha mulher por carta de alforria na ocasião de cazar e como sempre viveo em minha companhia honesta e virtuosamente a cazei e por esmolla lhe dei tres escravos ... Declaro que meu filho o Padre Jose Lopes...meu filho Fr. Domingos ... Declaro que cazei minha filha Anna Quiteria com o Capitão Luiz Alves de Freitas Bello e lhe dei em dotte a fazenda do Ribeirão e hua cismaria ... Declaro que tenho tido contas com meu Procurador João de Macedo Portugal morador na cidade do Rio de Janeiro ... um credito que me he devedor Thomas Mendes ... Declaro mais tenho mandado algum dinheiro p.a cidade do Porto ao meu Procurador o Rd.o Doutor Leonardo José dos Santos p.a assistencia de minhas filhas duas secolares e a religiosa ... Declaro mais que a dita minha terça deixo a meu filho o Capitão Francisco Antonio o importe de ... com a obrigão de mandar todos os annos depois do meu falecimento a sua Irmã Religiosa D. Quitéria Ritta a quantia ... passara a dita quantia a minhas filhas ao presente secolares Maria e Bernadina ... Declaro que deixo mais ao dito meu filho Fran.co Antonio a quantia ... com a obrigação de dar a seu Irmão Fr. Domingos ... a seu Irmão Fr. Antonio também. O resto da minha terça deixo as minhas duas filhas Maria e Bernardina ... roguei Manoel Rodrigues de Araujo ... citio da cachoeira aos 14/03/1775 = Jose Lopes de Oliveira = Em que este fis a rogo do sobredito Manoel Rodrigues de Araujo = logo se seguiu a aprovação do Tabelião dos Testamentos Antonio Jose Rodrigues com as testemunhas abaixo assinadas = Felicianano Jose Pereira = Bernado Martins = Miguel de Carvalho = Luis Bernardo da Costa = Manoel de Souza Pacheco = Manoel de Araujo x? = Francisco Martins Roriz .... Vigr.o Felliciano Pitta de Castro.

1-2-1 José, batizado aos 01-05-1740. Padre José Lopes de Oliveira “Inconfidente”.

B7: batismos, Barbacena-MG, aos 01-05-1740 JOZE, f. do Cel. Joze Lopes de Oliveira e de s/m Bernardina Caetana do Sacramento. Padr: Manuel Frz de Oliveira e Micaella dos Anjos, mulher de Domingos Glz Chaves, da Freguesia do Engenho do Mato.

1-2-2 Ana, batizada aos 22-06-1741. Provavelmente a Ana Antonia falecida em 09-10-1752.

B7: - batismos, Barbacena-MG, aos 22-06-1741 ANNA, f. de José Lopes de Oliveira e s/m Bernardina Caetana do Sacramento, padr.: Manoel Lopes de Oliveira, solteiro, e Anna Maria dos Santos, mulher do Cap. Manoel Dias de Sá.

 

Pólis 30 copiados pelo Prof. João Paulo Ferreira de Assis (Ressaquinha-MG). matriz, obitos lv. F-3, 1747-1754. fls. 65 v. e 66 Ribeirão 09/10/1752 Ana Antônia, filha de José Lopes de Oliveira e de Bernardina Caetana do Sacramento.

1-2-3 Antonia Maria, batizada aos 30-06-1743. Não é citada no testamento paterno, provavelmente já falecida.

B7: - batismos, Barbacena-MG, aos 30-06-1743 na capela do Ribeirão, ANTONIA MARIA, fa. do Ten. Joze Lopes de Oliveira e s/m Bernardina Caetana do Sacramento, nascida a 13 do dito mes; npaterna de Manoel Lopes e Izabel Fernandes, da freg. de S. Pedro do Couto de Pedrozo, bispado do Porto; nmaterna de Domingos Gonçalves Chaves e s/m Micaella dos Anjos Cout.º; padr.: Hipolito Glz Lages e D. Micaella dos Anjos.

1-2-4 Quitéria Rita, nascida aos 27-07-1744 e batizada em 30 de agosto. Em 1775, era religiosa do convento de Monchique da cidade do Porto.

B7: batismos, Barbacena-MG, aos 30-08-1744 capela S. José do Ribeirão, QUITERIA, f.l. do Ten. Cel. José Lopes de Oliveira, n. da freguesia de Olival, da cidade do Porto e s/m Bernardina Caetana do Sacramento, n. freguesia de N. Sra, da Gloria do Caminho Novo, deste bispado; np de Manoel Lopes de Oliveira e de Isabel Fernandes; nm de Domingos Gonçalves Chaves e s/m Michaella dos Anjos Coutinho. Padr.: Joam Fernandes de Oliveira. Nasceu aos 27 de Julho.

1-2-5 Antonio, batizado aos 15-05-1746. Frei Antonio.

B7: - batismos, Barbacena-MG, Ribeirão aos 15-05-1746 ANTONIO nascido aos 04 digo 03 de Maio, f.l. do Ten. Cel. Joze Lopes de Oliveira, natural da freguesia de Olival da cidade do Porto e s/m Berbardina Caetana do Sacramento natural da freguesia de N. Sra. da Gloria do Caminho Novo deste bispado, moradores nesta freguesia; np de Manoel Lopes de Oliveira e Izabel Fernandes; nm de Domingos Gonsalves Chaves e Michaella dos Anjos Coutinho. Padrinhos Manoel de Sá Figueiredo e Thereza Maria de Jesus mulher de Antonio Vidal, esta da freguesia de n. Sra. da Gloria do Caminho Novo.

1-2-6 Domingos, aos 11-02-1748. Frei Domingos.

B7: - batismos - Barbacena, aos 11-02-1748 DOMINGOS, f.l. do Ten. Cel. José Lopes de Oliveira e s/m Bernardina Caetana do Sacramento; np de Manoel Lopes e s/m Izabel Fernandes naturais da freguesia de Sta. Maria do Olival Arc. do Porto; nm de Domingos Gonçalves Chaves natural da freguesia de ---- Com. de Chaves Arc. de Braga e s/m Michaela dos Anjos, natural da freguesia de S. João do Meriti Bispado do Rio de Janeiro. Padr.: Cap. Manoel Lopes de Oliveira e Micaella dos Anjos mulher de Domingos Gonçalves.

1-2-7 Francisco, batizado aos 23-11-1749 em Barbacena. Francisco Antonio Lopes de Oliveira 2º Testamenteiro paterno.

B7: batismos  Barbacena, aos 23-11-1749 FRANCISCO, f.l. de Joze Lopes de Oliveira, natural da freguesia de Sta. Maria de Olival Bispado do Porto e Bernardina Caetana do Sacramento; np de Manoel Lopes e s/m Isabel Fernandes; nm de Domingos Gonçalves Chaves e de s/m Micaela dos Anjos Coutinho. Padr.: Francisco Gonçalves Lopes, solteiro, f.l. de Domingos Gonçalves Chaves sobredito morador na freguesia de N. Sra. da Gloria do caminho das Minas.

          Francisco Antonio de Oliveira Lopes, em Prados aos 30-11-1782, casou com Hipólita Jacinta Teixeira de Mello, aí batizada em 15-09-1748, filha do Capitão mor Pedro Teixeira de Carvalho e Clara Maria de Mello.

B7: Prados, Minas Gerais (e capelas filiadas) - casamentos - Capela N. Sra da Penha de França, aos 30-11-1782 Ten. Cel. Francisco Antonio de Oliveira Lopes, f.l. do Ten. Cel. Jose Lopes de Oliveira e D. Bernardina Caetana do Sacramento, n/b e morador na freguesia de N. Sra. da Piedade da Borda do Campo = D. Hypolita Jacinta Teixeira de Mello, f.l. do Cap. Mor Pedro Teixeira de Carvalho e D. Clara Maria de Mello, n/b e moradora nesta freguesia.

 

Prados, MG Igreja N Sra da Piedade - HYPOLITA - aos 15-09-1748 na matriz desta freguesia de N Sra da Conceição dos Prados batizou a Theodoria, f.l. do Capitão Pedro Teixeira de Carvalho e de s/m Clara Maria de mello, fregueses desta dita freguesia e foram padrinhos o Tenente Coronel Constantino Alves de Azevedo, solteiro da vila de S. José e D. Ana Maria de Araujo, casada da vila de S. João del Rei que tocou por ela por pp o Cap. João de Souza Lisboa da vila de S. João del Rei.

A margem: declaro que a batizada se chama HYPOLITA.

 

Clara Maria de Mello

 

          Viúva, Hipólita Jacinta testou na fazenda da Ponta do Morro, freguesia de Prados, em 30-07-1827. Faleeu em 27-04-1828 e foi sepultada na matriz. Sem geração, deixou legados a sobrinhos, primos e afilhados e por universal herdeiro a Antonio Francisco Teixeira Coelho, exposto em sua casa:

Prados, Mg Igreja N Sra da Conceição - aos 27-04-1828 faleceu D. Hipolita Jacinta Teixeira, viuva do falecido Cel. Francisco Antonio de Oliveira Lopes, de ictericia, e no dia 29 do mesmo mês foi sepultada nesta matriz de Prados na capela mor. Fez seu testamento: (...) aos 30-07-1827 nesta fazenda da Ponta do Morro da freguesia de Prados, termo da vila de S. Jose comarca do Rio das Mortes onde eu Hipolita Jacinta Teixeira de Mello me acho (...). Sou natural deste bispado de Mariana provincia de Minas Gerais, f.l. do Cap. Mor Pedro Teixeira de Carvalho e D. Clara Maria de Mello. Fui casada com o Cel. Francisco Antonio de Oliveira Lopes, ja falecido, de cujo consorcio não tivemos filhos, por cuja causa não tenho herdeiros descendentes. Encomendações pias. Alforria escravos. Meu testamenteiro dara a duas filhas de meu primo o Cap. Pedro Joaquim de Mello, Hipolita e Candida, 200$000 rs a cada uma, e as mais três irmãs 50$000 rs a cada uma. Deixo a minha afilhada, filha do Alf. Pedro Gls 50$000 rs = a m/afilhada Hipolita, filha do Pr.º An.to Joaq.m 50$000 rs. A minha afilhada Hipolita, filha do primo Marcos 50$000 rs = A Hipolita filha de meu sobrinho Jose Teixeira, 50$000 rs, e as suas irmãs a cada uma 30$000 rs. A m/afilhada Hipolita, filha do Cap. Jose Joaquim de Mello, 50$000 rs. Declaro que as filhas de meu compadre Pedro Teixeira de Carvalho, morador na fazenda da Fortaleza. deixo a cada uma 200$000rs para ajuda de seu dote, e em remuneração do amor que seus pais sempre me tiveram. Deixo as duas filhas de Antonio Jose Lopes, Maria e Ana, 10$000 rs a cada uma. Deixo a meu compadre Jacinto Ferreira de Aguiar 60$000 rs pq foi meu agregado. Deixo a Maria Rosa e sua irmã, e as suas primas Ana Maria e Adriana, 10$000 rs a cada uma. Deixo a meu sobrinho Luiz Gonzaga 100$000 rs para por meu afilhado na escola. Deixo a Ana Joaquina, mulher de Vitoriano Gls 10$000 rs. Deixo as filhas do falecido primo Antonio Teixeira de Carvalho 10$000 rs cada, e a Senhorinha que se acha solteira se lhe dara 40$000 rs. Declaro que de idade de dezesseis anos tomou conta da administração da minha fazenda da Lage Antonio Francisco Teixeira, trabalhando na mesma dois escravos do dito, onde esteve ate a idade de vinte e cinco anos, que lhe arbitro de ordenado deste tpº de sua administração e serviço de seus escravos 200$000 rs pr cada um ano; assim mais declaro que desde esta idade até o meu falecimento ou enquanto estiver empregado na adminsitração de minhas fazendas, lavras, e todos os mais negocios de minha casa lhe arbitro 600$000 rs de ordenado e serviço de seus escravos. Declaro que lhe sou devedora das seguintes quantias: do dote de sua mulher: 1:600$000 rs q lhe deu o Ten. G.al Antonio Jose D.as Coelho - 650$000 rs de varios gados que com consentimento meu comprou, e vendeu dos seus lucros 1:700$000 rs cujas quantias acima declaradas se empregaram nos arranjos necessarios da minha casa e por isso ordeno se lhe pague dos meus bens. Declaro que dei um papel de um pedaço de terras do sitio do Tejuco ao compadre Balthasar Teixeira, por este mo aver pedido, fazendo-me ver ficava fora da fazenda, mas conhecendo eu o dano que faz esta dadiva a fazenda, a reclamo e declaro sem efeito algum. E porque o dito Baltasar seja meu compadre (...) lhe deixo 200$000 rs enquanto for vivo, e sua mulher meu testamenteiro e herdeiro lhe dara terras para plantar (...).

Instituo meu universal herdeiro, e de todos os meus bens, direitos e ações, o que tiver nome de meu a Antonio Francisco Teixeira Coelho porque o criei e lhe tenho adquerido amor de filho pela obediencia, respeito e amor com que me trata.

Testamenteiros em 1º lugar ao dito meu herdeiro Antonio Francisco Teixeira Coelho, em 2º lugar ao Revdo Vig. Antonio Roiz Chaves, em 3º lugar ao Revdo João de Mello Costa, em 4º ao Rdo. João Luiz Coelho.

Ponta do Morro 30-07-1827 Hipolita Jacinta Teixeira. Segue-se a aprovação.

1-2-7-1ex Antonio Francisco Teixeira Coelho exposto em casa do Cel. Francisco Antonio de Oliveira Lopes, e batizado em 03-01-1787.

Prados, MG Igreja N Sra da Piedade aos 03-01-1787 nesta matriz dos Prados bat a Antonio, exposto em casa do Cel. Francisco Antonio de Oliveira Lopes; foram padrinhos o dito Coronel e s/mulher D. Hipolita Jacinta Teixeira.

         Segundo declarou em seu testamento, Antonio era filho natural do Ten. General Antonio José Dias Coelho e D. Maria da Silveira Boena, ambos já falecidos em 1850.

     Aos 02-08-1824 casou com Claudina Celestina da Natividade, filha do Cap. Pedro Teixeira de Carvalho e Maria Lucinda da Apresentação.

Prados, Minas Gerais (e capelas filiadas) - Cap. N. Sra, da Penha da Ponta do Morro aos 02-08-1824 Antonio Francisco Teixeira Coelho exposto em casa de D. Hipolita Jacinta Teixeira, n/b nesta = D. Claudina Celestina da Natividade, f.l. do Cap. Pedro Teixeira de Carvalho e D. Maria Lucinda da Apresentação, n/b freguesia da vila de ---- e moradora em Simão Pereira.

O casal comparece no censo de 1831 com vários dependentes e 142 escravos:

censo 1831 Prados-MG, fogo 1,

ANTONIO FRANCISCO TEIXEIRA COELHO, chefe do fogo, masculino, branca, 47, casado, agricultor

CLAUDINA CELESTINA DA NATIVIDADE, cônjuge, feminino, branca, 27, casado

ANTONIO, filho, masculino, branca, 6

HIPOLITA, filho, feminino, branca, 5

MARIA, filho, feminino, branca, 4

FRANCISCO, filho, masculino, branca, 3

MARIA, filho, feminino, branca, 2

MARIA AMALIA DA SILVEIRA, dependente, feminino, branca, 45, solteiro

142 escravos

         Antonio testou na Fazenda da Ponta do Morro em 12-04-1850, declarou filiação, quatorze filhos vivos e uma filha natural tida no estado de solteiro:

Prados, MG Igreja N Sra da Conceição aos 07-03-1851 na freguesia de Prados conforme declarou D. Claudina Celestina da Natividade, faleceu de pulmonia, de idade de 64 anos o Oficial da Rosa Antonio Francisco Teixeira Coelho, branco, marido da dita declarante e com o testamento e sepultou-se dentro da matriz. Eu Antonio Francisco Teixeira Coelho achando-me a quatro meses doente, mas em meu perfeito juizo e senhor de todas as minhas faculdades determino fazer meu testamento na forma e maneira seguinte nesta fazenda da Ponta do Morro freguesia de N S da Conceição de Prados termo da vila de S. Jose comarca do Rio das Mortes. Sou filho natural do Ten. General Antonio Jose Dias Coelho e D. Maria da Silveira Boena, ambos já falecidos, que fui criado em casa de D. Hipolita Jacinta Teixeira de Mello, onde -- sempre e moro. Sou casado com D. Claudina Celestina da Natividade, de cujo matrimonio temos quatroze filhos vivos a saber: Antonio = Hipolita = Maria do Carmo = Francisco = Pedro = João = Jose = Maria Umbelina = Maria Jose = Maria da Gloria = Maria Cristina = Joaquim - Maria da Encarnação =Geraldo os quais são meus legitimos herdeiros.

Testamenteiros em 1º lugar a m/mulher D. Claudina Celestina da Natividade, em 2º meu genro Cap. João Luiz de Campos, em 3º a meu genro Ten. Cel. Joaquim Thomas da Costa Gls, em 4º a meu genro o Major Jose Glz de Azevedo.

Encomendações pias.

Se acham casadas minhas filhas Maria do Carmo com o Ten. Cel. Joaquim Thomas da Costa Glz = Hipolita com o Major Jose Glz de Azevedo = e Maria Umbelina com o Cap. João Luiz de Campos.

Declaro que troquei com o meu genro Joaquim Thomas da Costa Glz, a minha fazenda da Lage com a dele do Curralinho, sendo a minha de maior valor, apesar da porção de campos e matos que reservei (...) declaro novamente e confirmo por meu testamento este meu negócio por ser esta minha ultima vontade.

Declaro que o dito meu filho Antonio, estando em Prados estudando com o Vigario, se quiz casar com pessoa muito desigual, tanto em nascimento como em costumes, e por essa causa lhe fiz um casamento com uma senhora de familia e fortuna, mas passados dois anos, vendo que tinha perdido seus estudos e que não se ajeitava com o trabalho de lavoura, lhe propuz ir formar-se a S. Paulo, e que metade da despesa de sua formatura lhe faria de minha terça e a outra metade entraria em sua legitima, mas desgraçadamente não sucedeu assim; desmoralizou-se de tal forma que fez-me uma despesa imensa, nem só por via de seus assistentes, como sacando letras sobre mim, que vi-me na dura necessidade de cumprir para o não desouretar(sic) e o mandei buscar; estou vendo se o posso arrachar(sic), o que muito duvido, visto o seu sistema desmoralizado e violento que em uma vida toda perversa adquiriu; e como me consta, que pelas razões já expressas tem dito que pela minha morte será o flagelo de sua mãe e irmãos, declaro que se assim o praticar, determino que o meu testamenteiro, a vista dos papeis que deixo e contas, fara entrar toda a despesa em sua legitima, pois já se achava casado e senhor de si, eu não era obrigado a socorre-lo só em conta da legitima futura, que tinha direito por mim ou minha mulher; mas se assim o não praticar só será obrigado a pagar os dinheiros que daqui lhe mandei para resgate de sua honra e as letras que sobre mim sacou, perdoando-lhe a assistencia de suas mesadas, vestuarios, livros, e o mais que despendeo por via de seus assistentes.

Declaro que em solteiro tive uma filha a qual se casou com Bernardo Jose Glz Monte, e lhe dei duas sesmarias que tinha no Feijão Cru, e cinco escravos; os meus herdeiros e testamenteiros a deixem com o que lhe dei, mas no caso dela, seu marido ou filhos quiserem entrar na herança dos meus bens com os mais filhos, sera obrigada a entrar com os bens que levou e seus produtos avaliados presentemente, assim como o valor da sesmaria que vendeu ao Dr. Antonio Jose Monteiro de Barros.

Declaro que se criou tambem em casa da falecida D. Hipolita Jacinta Teixeira de Mello, um menino por nome Francisco, que o mandei educar e ----- para sua ordenação com toda a despesa e lhe fiz o seu patrimonio não só com vista de dizer-me missas na minha capela, como ensinar os meus filhos que já tinha alguns; (...) faço esta declaração que não é meu filho e nunca o tive por isso.

Declaro que eu e minha mulher demos a nossa primeira neta Maria Claudina Glz uma porção de capoeira que reservei na troca que fiz da fazenda com seu pai e meu genro Joaquim Thomas, e como a dita capoeira vale bem um conto de reis, carregará em minha terça.

Deixo a minha mulher, em remuneração e amor, e respeito que sempre me teve e o sofrimento de vinte partos, p peso de uma numerosa familia a meação que tenho em umas casas na Corte do Rio de Janeiro na rua do Rosario. Deixo a meus filhos Joaquim e Geraldo 600$000 rs a cada um de minha terça. Deixo a minha afilhada, filha do Cap. Pedro Joaquim de Mello já falecido, 100$000 rs. Declaro e constituo a minha mulher herdeira dos remanescentes de minha terça que a possuira e desfrutara durante a sua vida, e por sua morte passara a nossos filhos com igualdade tanto solteiros como casados; assim constituo tambem herdeiros da dita terça para então com igualdade os mesmos meus filhos pequenos Joaquim e Geraldo. Fazenda da Ponta do Morro 12-04-1850 Antonio Francisco Teixeira Coelho.

1-2-7-1ex-1n Maria Antonia de Jesus, filha natural exposta em casa de Domingos Rodrigues da Costa. Foi dotada, inclusive com duas sesmarias no Feijão Cruz, ao casar-se com Bernardo Jose Gonçalves Monte, filho de José Gonçalves Monte e Rosa Felicia de Jesus, e viúvo de Maria Helena da Costa - família “Rodrigues Dantas - Silva Xavier” Cap. 1º

Prados, Minas Gerais (e capelas filiadas) - Capela do Morro aos 18-09-1822 Bernardo Jose Gonsalves Monte, viuvo de Maria Elena da Costa = Maria Antonia de Jesus, exposta em casa de Domingos Rodrigues da Costa, n/b freg. de S. Jose.

 

Filhos de Antonio e Claudina, vivos em 1850:

1-2-7-1x-1 Antonio com 6 anos em 1831. Casou antes de 1850.

1-2-7-1x-2 Hipolita com 5 anos em 1831. Casou com o Major José Gonçalves de Azevedo

1-2-7-1x-3 Maria do Carmo, com 4 anos. Casou com o Ten. Cel. Joaquim Thomas da Costa Gonçalves. Pais de, pelo menos

1-2-7-1x-3- Maria Claudina Gonçalves, primeira neta e legatária dos avós.

1-2-7-1x-4 Francisco, com 3 anos em 1831

1-2-7-1x-5 Pedro

1-2-7-1x-6 João

1-2-7-1x-7 José

1-2-7-1x-8 Maria Umbelina casei com o Cap. João Luiz de Campos

1-2-7-1x-9 Maria José

1-2-7-1x-10 Maria da Glória

1-2-7-1x-11 Maria Cristina

1-2-7-1x-12 Joaquim

1-2-7-1x-13 Maria da Encarnação

1-2-7-1x-14 Geraldo

 

1-2-8 Maria Antonia, batizada aos 13-10-1751. Não é citada no testamento paterno.

B7:batismos  Barbacena, aos 13-10-1751 MARIA ANTONIA, f.l. do Ten. Cel. Joze Lopes de Oliveira, natural da freguesia de Sta. Maria de Olival Bispado do Porto e Bernardina Caetana do Sacramento; np de Manoel Lopes e s/m Isabel Fernandes; nm de Domingos Gonçalves Chaves e de s/m Micaela dos Anjos Coutinho. Padr.: Cel. Constantino Alvares, morador na vila de S. Jose do Rio das Mortes.

1-2-9 Maria, batizada aos 11-09-1753

B7: batismos  Barbacena, aos 11-09-1753, MARIA, f.l. doTen. Cel. Joze Lopes de Oliveira, n/b freguesia de Santa Maria da Ilha Terceira e s/m Bernardina Caetana do Sacramento, n/b freguesia --- ----- Simão Pereira; np de Manoel Lopes e s/m Isabel Fernandes naturais da dita freguesia do Olival; nm de Domingos Gonçalves Chaves natural da freguesia de S. João da Carvoeira comarca de Chaves Arc. de Braga e s/m Micaella dos --- Coutinho natural de S. João do Meriti Bispado do Rio de Janeiro.

1-2-10 Bernardina, aos 22-12-1754

B7: batismos Barbacena, aos 22-12-1754 BERNARDINA nascida aos 27-11, f.l. de José Lopes de Oliveira, n/b na freguesia de Sta. Maria do Olival Bispado do Porto e s/m Bernardina Caetana do Sacramento n/b freguesia de N. Sra, da Gloria de Simão Pereira deste bispado; np de Manoel Lopes e s/m Izabel Frs, naturais da dita freguesia de Sta. Maria; nm de Domingos Gls Chaves, natural da freguesia de S. João do Carvoeiro Arc. Braga e s/m Micaella dos Anjos Coutinho, natural da freguesia de S. João de Meriti Bispado do R. Janeiro. Padr.: Padre Manoel Ferreira Castro (?).

1-2-11 Manoel, aos 20-10-1756.

B7: batismos  Barbacena - Ribeirão aos 20-10-1756 MANOEL nascido aos 04, f.l. de Jose Lopes de Oliveira natural da freguesia de Sta. Maria do Olival Bispado do Porto e s/m Bernardina Caetana do Sacramento natural da freguesia de N. Sra. da Gloria do Mato, caminho do R. Janeiro deste Bispado; np de Manoel Lopes e s/m Izabel Frz naturais da dita freguesia do Olival; nm de Domingos Glz Chaves natural da freguesia de S. Jose da Carvoeira Termo de Chaves Arc. de Braga e s/m Micaella dos Anjos Coutinha natural de S. João do Meriti Bispado do R. de Janeiro. Padr.: o Licenciado Francisco da Costa, solteiro da freguesia de Prados e Theresa Maria de Jesus mulher de Antonio Vidal moradores na freguesia de N. Sra. da Gloria do Mato.

1-2-12 Ana Quitéria Joaquina de Oliveira, batizada aos 12-05-1759. Casou com Luiz Alves de Freitas Bello, filho de Antonio Francisco Bello e Mariana Domingues.

B7: batismos  Barbacena - Ribeirão aos 12-05-1759 ANNA, nascida aos 21-04, f.l. de Jose Lopes de Oliveira e Bernardina Caetana do Sacramento, avós idem anteriores. Padr.: Constantino Alz de Azevedo, solteiro morador na vila de S. José e D. Lourença Clara de Albuquerque mulher do Dr. Antonio Barbosa de Mattos por pp que apresentou de sua mulher, moradores na freguesia de Simão Pereira deste Bispado.

 

          Luiz Alves de Freitas Bello era irmão inteiro do Capitão Alexandre Alves Baptista Bello casado com Maria Rosa de Jesus. Alexandre faleceu em Prados aos 15-03-1814 com testamento. Família “Os Faria de Bom Sucesso” Cap. 1º, 4-1.

 

Entre os filhos de Ana Quitéria e Luiz:

1-2-12-1 Bernardina nasceu aos 29 de março e foi batizada aos 13-04-1779

B7: Barbacena-MG, batismos suplemento do lv. 5, na capela de N. Sra de Monserrate do sitio da Paraibuna, filial da matriz da Paraíba, aos 13-04-1779 bat BERNARDINA, f.l. do Ten. Cel. Luiz Alves de Freitas Bello e s/m D. Ana Quiteria Joaquina de Oliveira; np de Antonio Francisco Bello e s/m D. Mariana Domingues naturais da vila de --- freguesia de S. José Baptista Bispado de Leiria; nm do Ten. Cel. Jose Lopes de Oliveira natural do Bispado do Porto e s/m D. Bernardina Caetana do Sacramento natural da freguesia de N. Sra. da Gloria de Simão Pereira Bispado de Mariana. Padr.: Custodio Jose Roiz de Macedo e D. Bernardina Caetana do Sacramento avó da batizada. Nasceu aos 29-03. Lançado aos 10-03-1789.

1-2-12-2 Marechal Wenceslau de Oliveira Bello, nasceu em Barbacena por 1787. Em Porto Alegre-RS aos 04-08-1816 casou com Ana Flora de Oliveira, aí nascida por 1794, filha do Sargento Mor Andre Alvares Pereira Viana, natural do Rio de Janeiro e Florinda Flora d’Oliveira Salgado, natural de Triunfo-RS, família “Lucrecia Leme Barbosa”.

Porto Alegre, RS Igreja N. Sra da Madre de Deus aos 04-08-1816 nesta matriz se receberam em matrimonio, com licença do Reverendissimo Paroco desta freguesia, pelo Reverendo João Baptista Leite de Oliveira Salgado, o Capitão Graduado Venceslao de Oliveira Bello, f.l. do Coronel Luiz Alves de Freitas Bello e de D. Ana Quiteria Joaquina de Oliveira, n/b na freguesia de Barbacena Bispado de Mariana = Com D. Ana Flora Vianna de Oliveira, f.l. do Sargento Mor Andre Alves Pereira Vianna e de D. Florinda Flora de Oliveira Salgada, natural e batizada nesta freguesia.

         Ana Flora faleceu em Porto Alegre aos 13-12-1832, com 38 anos declarados.

Porto Alegre, RS Igreja N. Sra da Madre de Deus aos 13-12-1832 nesta cidade de Porto Alegre faleceu de molestia interna, na idade de 38 anos, D. Ana Flora de Oliveira Bello, natural desta cidade, f.l. do Sargento Mor Andre Alvares Pereira Vianna, casada com o Coronel Vesceslau de Oliveira Bello; foi encomendada e sepultada no Cemitério desta matriz.

Entre os filhos do casal:

1-2-12-2-1 Luiz nasceu em Porto Alegre aos 21-04-1817 e foi batizado em 7 de junho do mesmo ano.

Porto Alegre, RS Igreja N. Sra da Madre de Deus aos 07-06-1817 nesta matriz de N. Sra Madre de Deus bat a Luiz nascido aos 21 de abril proximo, f.l. do Cap. Venceslao de Oliveira Bello, natural da Vila de Barbacena Bispado de Mariana e de D. Ana Flora d’Oliveira Bello, natural desta freguesia, neto paterno do Coronel Luiz Alves de Freitas natural de Portugal e de Ana Quiteria Joaquina, natural de Minas, e materno do Sargento Mor Andre Alves Pereira Viana, natural do Rio de Janeiro e de D. Florinda Flora d’Oliveira natural da freguesia do Senhor Bom Jesus do Triunfo. Foram padrinhos o Reverendo Padre Mestre João Baptista Leite d’Oliveira Salgado e D. Ana Maria d’Oliveira.

          Desembargador Luiz Alves Leite de Oliveira Bello casou com Eulalia Pulqueria de Bulhões, natural de Inhomirim-RJ, filha de Justina Justa de Oliveira e seu segundo marido José Manoel de Carvalho Bulhões. Geração na família “Felipa de Bulhões”, neste site.

1-2-12-2-2 André nasceu em 23-09-1818 e foi batizado em Porto Alegre aos 23-01-1819.

Porto Alegre, RS Igreja N. Sra da Madre de Deus aos 23-01-1819 nesta matriz bat a Andre, nascido aos 23-09-1818, f.l. do Cap. Venceslao d’Oliveira Belo, natural da comarca de S. João del Rei Bispado de Mariana, e de D. Ana Flora d’Oliveira Belo, natural desta freguesia, neto paterno do Cel. Luiz Alves de Freitas Belo, natural da Europa e de D. Ana Quiteria, natural de S. João del Rei, e materno do Sargento Mor Andre Alvares Pereira Vianna, natural do Rio de Janeiro e de D. Florinda Flora d’Oliveira Salgado, natural da Freguesia de Triunfo desta Comarca. Foram padrinhos os ditos avós maternos.

          Ten. Cel. Andre Alves Leite de Oliveira Bello casou com Maria Emilia Pereira, natural do Rio Grande do Sul, filha do Barão e Baronesa de Gravatai. Pais de, pelo menos:

1-2-12-2-2-1 Andre nasceu em 01-07-1859 e foi batizado aos 31 de dezembro do mesmo ano.

Porto Alegre, RS Igreja N. Sra da Madre de Deus aos 31-12-1859 nesta matriz bat Andre, nascido no primeiro de julho do corrente ano, f.l. do Ten. Cel. Andre Alves Leite de Oliveira Bello e de D. Maria Emilia Pereira Bello, naturais desta provincia; neto paterno do Marechal Vencestao de Oliveira Bello e de D. Ana Flora de Oliveira Bello, naturais desta provincia, e materno do Barão de Gravatai, natural de Portugal e da Baronesa do mesmo Título; foram padrinhos o Barão de Suruhy, e a Baronesa do mesmo Título, representados pelo Desembargador Luiz Alves Leite de Oliveira Bello e sua mulher D. Eulalia Bulhões de Oliveira Bello.

1-2-12-3 Mariana Cândida Bello, natural e batizada na freguesia de São Pedro e São Paulo da Paraíba (Paraíba do Sul – RJ). Na cidade do Rio de Janeiro aos 07-11-1801 casou com Francisco de Lima e Silva, militar e regente do 1º Reinado, natural e batizado na freguesia de São José do Rio de Janeiro, filho de José Joaquim de Lima e Silva e de Joana Maria da Fonseca Costa.

Colaboração Luís Carlos de Araujo Simões – 2015: - Rio de Janeiro-RJ, N. S. da Candelária, Matrimônios - Aos 07/11/1801 anno, nesta Cidade no oratorio das casas do Coronel Manoel Alvares da Fonseca Costa no Bayrro da Senhora da Gloria com licença de Sua Excelencia Reverendissima e com Provisão do Muito Reverendo Doutor Antonio Roiz de Miranda Conego Cura da Sé Provisor e Juis dos casamentos interino na presença do Reverendo Padre Luis Jose de Freitas Bello e das testemunhas o Coronel Joaquim Silverio dos Reys Monte Negro e do Coronel Manoel Alvares da Fonseca Costa com minha presença com palavras de presente na forma do Sagrado Concilio Tridentino e Constituição do Bispado se recebeo em matrimonio o Tenente Francisco de Lima e Silva filho legitimo do Tenente Coronel José Joaquim da Silva e Lima [sic] e de Donna Joanna Maria da Fonseca Costa natural e baptizado na Freguesia de São Jose desta Cidade, com Donna Marianna Candida Bello filha legítima do Coronel de Milicias Luis Alves de Freitas Bello e de Donna Anna Quiteria Joaquina de Oliveira natural e baptizada na freguezia de Sam Pedro e Sam Paulo da Parahiba deste Bispado e lhes deo as bençoens conforme o Ritual Romano de que fiz este assento. O Coad.or D. Alexandre Fidelis de Ar.o.

1-2-12-3-1 Luís Alves de Lima, o militar Duque de Caxias, natural e batizado na freguesia da Piedade de Inhomirim.

          Na cidade do Rio de Janeiro aos 20-01-1833 casou-se com Ana Luiza Carneiro Vianna, natural e batizada na freguesia de São Francisco Xavier do Engenho Velho do Rio de Janeiro, filha do Conselheiro Paulo Fernandes Vianna e de Luiza Carneiro da Costa.

Colaboração Luís Carlos de Araujo Simões – set/2015: - Rio de Janeiro-RJ, Sant’Ana, Matrimônios - Aos 26/01/1833 nesta Freguesia em oratorio das casas de Dona Luiza Carneiro da Costa Vianna com as licenças nupciais do Reverendo José [Moraes] Couto recebeo em Matrimonio na forma do Sagrado Concilio Tridentino e Constituição do Bispado o Major Luis Alves de Lima filho legitimo do Presidente da Regência Francisco de Lima e Silva de Dona Marianna Cândida de Lima natural e baptizado na Freguesia da Piedade de Inhomirim com dona Anna Luiza Carneiro Vianna filha legítima do falecido Conselheiro Paulo Fernandes Vianna e de Dona Luiza Carneiro da Costa Vianna natural e baptizada na Freguesia de São Francisco Xavier do Engenho Velho como tudo constou de Petição da dispensa das habilitaçoens sendo testemunhas presentes os Excelentissimos Conde de São Simão e Visconde de Mirandella como constou da ? ?dimento dos contrahentes; e receberão as bençãos nupciais no dia dois de fevereiro do corrente anno, segundo certidão do Padre Pedro Ban[deira?] de que para constar fiz este assento que assinei. O Vigário [Antonio Ferr.a Ribeiro].

 

1-3 Francisco Gonçalves Lage, citado no codicilio do testamento do sobrinho Antonio Vidal: “Declaro que paguei por meu tio o capitão Francisco Gonçalves Lage”.

          Aos 26-10-1750 casou com Teodora (ou Teodosia) da Silva, filha de Euzébia Pereira da Silva, batizada na Sé do Rio de Janeiro e Manoel Francisco de Paiva, natural da Freguesia de São Pedro de Paraiso, Bispado de Lamego.

inserido no inventário de Manoel Francisco:

“Certifico eu o padre Matias Alves de Oliveira que no livro de casamentos desta Freguesia se encontra.o acento seguinte: A 26 de Outubro de 1750 na Capela de São Miguel de João Gomes filial desta Freguesia em presença de mim, vigário Francisco da Costa desta Freguesia, presentes o capitão João Neto Ferreira e Domingos Goncalves Chaves,... se casaram Francisco Gonçalves Lage filho de Domingos Gonçalves Chaves e de Micaela dos Anjos Coutinha. Domingos Gonçalves Chaves natural de Chaves batizado na Freguesia de São Bras e São João da Cerveira, com Teodora da Silva(sic) filha de Manoel Francisco de Paiva e Euzebia Pereira da Silva. O dito Francisco Gonçalves Lage batizado na Freguesia de Nossa Senhora da Gloria de Simão Pereira...”

 

Um dos mais antigos povoadores da região de Tiradentes-MG, Manoel Francisco teve seu inventário aberto em 28-06-1740 no Sitio do Caminho Novo chamado Pinho Novo Termo da Vila de São Jose pela viúva Euzébia Pereira da Silva, que estava gravida. Entre seus bens, o sitio Aguas Claras com moinho e engenho, além de casa de morada.

Segundo inventário de Manoel, foram filhos do casal (inventário neste site, colaboração de Moacyr Villela):

- Teodosia, com 8 anos

- Manoel, com 6 anos. Manoel Francisco de Paiva aos 29-10-1759 casou com Rita Maria do Sacramento, filha de Tomás da Silva e de Valentina de Mattos. Geração na família “Valentina de Mattos”.

- Helena, com 4 anos.

- a viúva se acha pejada ”(ao lado anotado posteriormente “falecido”)

 

Em 1745 Euzebia estava casada segunda vez com João Gonçalves Guimarães, natural da freguesia de S. Martinho de Armil termo da vila de Fafe Arc. de Braga, filho de Francisco Gonçalves e Maria de Sam Payo.

João faleceu com testamento aos 04-07-1758, sem geração:

B7: Igreja Nossa Senhora da Piedade (Barbacena-MG) aos 04-07-1758 fal. João Glz Guimarães, cc. Euzebia Pr.ª. Fez testamento.

(...) aos doze dias do mês de Junho de 1758 eu, João Glz (...) faço este testamento na forma seguinte:

Rogo aos Srs. Manoel de Araujo, a João Lopes de Paiva, e a minha mulher Euzebia Pereira da Silva (...) ser meus testamenteiros.

Sou n. da freguesia de S. Martinho de Armil termo da vila de Fafe Arc. de Braga, f.l. de Fran.co Glz e de Maria de Sam Payo, já defuntos. Sou cc. nesta dita freguesia, donde sou fregues, com Euzebia Pereira da Silva de que não tenho filhos.

Declara bens, dividas, (entre elas)

- a Antonio Rabelo 486$000 réis.

- a Manoel de Araujo por um crédito 280$000 réis

- a João Lopes de Paiva 136$000 réis e um crédito.

- a Manoel Francisco de Paiva de sua legítima 346$000 réis.

- a Ipolito Glz Lage 346$000 réis de legitima pertencente a sua mulher.

Cujas dividas todas fazem a importancia de dois contos duzentos e vionte e cinco mil e duzentos reis as quais minha mulher fica obrigada a pagar a metade desta dita importância que toca a minha meação que de tudo fizemos a parte(?) antes da mesma escritura para o que della lhe pertença cobrar as dividas que se devem ao mesmo casal que são as seguintes:

- Manoel Rodrigues dos Santos me é devedor por um crédito de 300$000 réis que corria juros dos quais juros fica desobrigado;

- Francisco Glz Sobrinho, f.º do Capitão Manoel Pereira da Silva me é devedor de resto de um crédito de maior quantia o q. do mesmo crédito constar;

- Faustino Teixeira do Couto, homem do caminho me é dever por credito de 34$000 réis

Declaro que todas estas dividas aqui mencionadas fica só pertencendo a cobrança delas a dita minha mulher para satisfação do mesmo ajuste que fizemos e assim mais da mesma sorte em dinheiro que lhe fica em seu poder 689$310 que tudo é para principio de pagas das dividas que deve o casal por cuja razão é que fica devendo a quantia de 2:500$000 réis do que fizemos escritura e passando dois anos q lhe dou para ajustamentos das pagas das ditas dividas que o deve principiara a dar cada ano 400$000 réis ate finalizar a quantia de minha meação o q. fica obrigada para satisfação de todos os meus legados e herança de meu pai.

Declaro que por me tocar a minha meação 2:500$000 réis fica pertencendo desta importancia ao dito meu pai Fran.co Glz. por herança as duas partes desta importancia, e a parte que me toca disponho na forma seguinte: legados pios; missas; legados:

- deixo a meu sobrinho Antonio Soares de esmola 70$000 réis;

- a meu sobrinho Manoel Soares, de esmola 70$000 réis;

- a minha inteada Elena, filha de Manoel Fran.co de Payva, já defunto, 50$000 réis;

- a minha inteada Theodosia, irnan da dita acima, de esmola 50$000 réis;

Declaro que das duas partes da minha meação que pertencem por herança ao dito meu pai, caso q este seja falecido antes de meu falecimento, instituo por herdeiros de tal herança em igual parte a meus sobrinhos e sobrinhas que se acharem vivos, filhos de meu irmão Jo-- Glz. e minhas irmãs Maria Gonsalves e Clara Gonsalves que se acham moradores na dita minha Patria, sem que nesta dita herança entrem os q. por hora se acham em esta America.

Rogo a meu testamenteiro administrar a herança do dito meu pai Francisco Gonsalves morador na freguesia de S. Martinho de Armil termo da vila de Fafe Arc. de Braga

Roguei ao Lic. Manoel Roiz de Ar.º que este por mim fizesse e como testemunha assinasse.

Arraial da Igreja de N. Sra. da Piedade da Borda do Campo Lide, em os dezanove dias do mês de Junho de 1758, eu Manoel Roiz de Ar.º o escrevi a rogo do testador : (aa) Manoel Roiz de Ar.º - João Glz.

 

Entre os filhos do casal:

1-3-1 Manoel Ignacio Barbosa Lage, habilitou-se às ordenes sacras em 1777.

AEAM - Genere 1553 - Arm. 9 - Pasta 1553 - Caminho Novo - 1777

Manuel Ignacio Barbosa Lage

Indicação de Geraldo Pontes de Araújo

Transcrição por Estevam da Costa Martins a pedido de Geraldo Dutra de Andrade Neto

Genere 1776

[fl. 94] […] Certifico que [/] Revendo hum dos livros dos assentos [/]dos baptisados dos brancos da Freguesia [/] de Nossa Senhora da Apprezentação [/] de Iraja, a folhas noventa e quuatro [/] esta hum assento do theor seguinte (Assento> [/]<de> [/]<bapt.mo da Avo> [/]<Paterna> [//]) § Aos doze d Outubro de mil Settecentos e hum, baptisey, e pus os Santos Oleos a Micaella, filha legitima de [fl. 94v.] De Antonio Barbosa de Mattos, e [/] de sua mulher Marianna de mattos [/]forão Padrinhos Joze Barbosa de Mattos [/]e Luiza de Mattos, filha d Balthazar [/]de Mattos, // João d Barcellos Machado [/]// E não Se contina mais cousa algu-[/]ma em o dito assento ao qual me [/]Reporto. E Revendo hum dos livros da [/]Fregesia de São João de Merety, dos [/]assentos dos Cazamentos a folas Se-[/]centa e duas verso está hum assento [/]<Cazam.to> do theor Seguinte § Aos quatorze [/]<dos> dias do mez de Novembro de mil e Sette[/]<Avos Paternos> centos deseSete annos nesta Fregue[/]zia de São João Baptista de Merety [/]por Provisão do Reverendo Deam [/]Gaspar Gonçalves de Araujo, vigario [/]Geral  e Comissario do Santo officio, [/]em minha presença administrando [/]o Doutor Lorenço d Valadares Viei-[/]ra, o Sacramento, Se Receberam [/]Domingos Gonçalves Chaves, natu-[/]ral, e baptisado na Freguesia de São [/]João de Ribeira [?] termo da Villa d [//][fl. 95]Da Villa de Caves, Arcebispado d [/]Braga, filho Legitimo de Gonçalo Gon[/]çalves, ja defunto, e d Catharina Gonçal[/]ves, todos do Arcebispado de Braga: com [/]Micaella dos Anjos Coutinha, natural [/]e baptisada na Freguesia de Nossa Se[/]nhora da Appresentação de Iraja mo[/]radora nesta Freguezia de São João Bap[/]tista de Meriti, filha legitima de Anto[/]nio Barbosa de Mattos, e de Marianna d [/]Mattos, sendo testemunhas prezentes [/]Francisco Pimenta, e Catharina de São [/]Pao, Manoel Barbosa Pinto, Pedro d [/]Pinto, Lecenciado Gaspar Pereira e d [/]Ceteris, com palavras de prezente Se Re[/]ceberão in facio Eulesio, E que fiz este [/]termo dia, e era ut Spra // Manoel d [/]Valdares Vieira // E não contina mais [/]cousa alguma em o dito assento ao [/]qual me Reporto. […] [//][fim da transcrição]

 

1-4- Hipólito Gonçalves Lage, batizado em Simão Pereira. Aos 26-10-1750 casou com Helena Pereira de Paiva, irmã inteira de Teodora supra citada.

inserido no inventário de Manoel Francisco:

“..o padre Matias Alves de Oliveira vigário encomendado desta Freguesia de Nossa Senhora da Assunção do Engenho do Mato certifico que no livro de casamentos se encontra o acento seguinte: A 26 de Outubro de 1750 pela manhã na Capela de São Miguel de João Gomes, filial desta Freguesia presentes o Tenente Coronel Jose Lopes de Oliveira e João Gonçalves pessoas de mim conhecidas, se receberam em face da igreja Hipolito Gonçalves Lage batizado na Freguesia de Nossa Senhora da Gloria de Simão Pereira, filho legitimo de Domingos Gonçalves Chaves batizado na Freguesia de São Brás e São João da Cerveira, arcebispado de Braga e Micaela dos Anjos Coutinha natural da Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá, Bispado do Rio de Janeiro, com Elena Pereira de Paiva natural e batizada nesta Freguesia de Nossa Senhora da Assunção do Engenho do Mato filha de Manoel Francisco de Paiva natural da Freguesia de São Pedro de Paraiso, Bispado de Lamego e de Euzebia Pereira da Silva batizada na Sé do Rio de Janeiro.... assina o vigário Francisco da Costa em 26 de Outubro de 1750...”

 

 

§ 2º Ignacia Barbosa de Mattos Coutinho

 

 

Geraldo Dutra de Andrade Neto

 

Ignacia Barbosa de Mattos Coutinho, natural da freguesia de São João do Meriti-RJ, filha de Antonio Barbosa de Mattos e de Mariana de Mattos, irmã inteira de Micaela dos Anjos Coutinho.

 

Casou com Francisco Nunes Campos, natural da freguesia de Santa Maria de Covas do Barroso termo de Montealegre Comarca de Chaves Arc. de Braga, filho de Balthazar Nunes e Domingas Dias, naturais do lugar de Campos freguesia de Santa Maria de Covas do Barroso comarca de Chaves Arc. Braga, neto paterno de Domingos Nunes da mesma freguesia e Catarina Gonçalves, do lugar de Penalonga freguesia do Salvador de Canedo do Barroso, neto materno de Antonio Dias, o moço da Portela e Maria Alves do mesmo lugar de Campos.

Inquirição de genere de Francisco Nunes Campos:

Genere et Moribus 1596-1911

Vila Real - Boticas - Covas do Barroso - Processos de Habilitação Sacerdotal pasta 29505 - ano 1738

Inquirição de Genere de Francisco Nunes Campos, da freguesia de Santa Maria de Covas de Barroso Comarca de Chaves - 26-02-1738

Diz Francisco Nunes Campos, f.l. de Baltazar Nunes e Domingas Dias, do lugar de Campos freguesia de Santa Maria de Covas do Barroso comarca de Chaves Arc. Braga e morador em Vila Rica nas Minas Gerais do Ouro Preto, que nos ditos estados deseja receber ordens e para isso é preciso procederem neste Arcebispado os Requisitos Necessários.

Avós paternos: D.os Nunes, da dita freguesia e de Cn.ª Glz do lugar de Penalonga frg.a do Salvador de Canedo do Barroso.

Avós Maternos: Antonio Dias, o moço da Portela e M.ª Alz do mesmo lugar de Campos da fr.ga de Santa Maria de Covas de Barroso.

Inquirição das testemunhas que confirmam os itens.

 

Arquivo Histórico Municipal Professor Altair Jose Savassi - Barbacena, MG

Inventário dos bens da falecida Ignacia Barbosa de Mattos Coutinha, viuva do Capitão Francisco Nunes de Campos e que foi inventariante sua filha e testamenteira D. Rosa Maria Perpetua da Conceição com assistência de seu marido o Cap. João Antonio de Carvalho.

Autos aos 09-09-1807 nesta paragem e freguesia de N. Sra da Conceição do Engenho do Mato do termo da vila de Barbacena Minas e comarca do Rio das Mortes, em casa da falecida testadora D. Ignacia Barbosa de Mattos Coutinho.

Declaração: que a falecida era natural da freguesia de S. João do Meriti Bispado do Rio de Janeiro, fora casada com o falecido Cap. Francisco Nunes de Campos, de quem ficara viúva. Falecera no dia 18 de julho passado do presente ano com seu testamento, o qual presente se acha cumprido pelo Juizo Eclesiastico da vila de S. João del Rei o que pertencer ------ e que os filhos herdeiros maiores, e netos órfãos que ficaram da dita testadora são os seguintes:

Herdeiros Filhos:

1- D. Micaela dos Anjos Coutinha cc o Sargento Mor Francisco Jose Ferreira Marques, terceiro marido.

2- D. Ana Maria da Assunção cc Cap. Antonio Jose Bastos Pinto.

3- D. Maria Ignacia Barbosa cc Alf. João Martins Pedra, segundo marido.

4- o Cap. Jose Antonio de Carvalho cc D. Rosa Maria Perpetua da Conceição, testamenteiros e inventariantes.

5- Capitão Jose Nunes de Campos.

 

Herdeiros Netos - estes netos são filhos da herdeira D. Clara Maria da Assunção, falecida, casada que foi com o Cap. José dos Santos Correa pai dos ditos netos, moradores em Catas Altas do termo de Queluz.

- Jose Fulgencio dos Santos, 16 anos.

- Libania Maria do Rosario cc Manoel Dornelas da Costa

- Clara Maria Felicia, 15 anos

- Ana Maria da Assunção, 14 anos

 

Filhos:

1- Micaela dos Anjos Coutinho

2- Ana Maria da Assunção

3- Maria Ignacia Barbosa

4- Rosa Maria Perpetua da Conceição

5- José Nunes Campos

6- Clara Maria da Assunção

 

 

 

 

2-1 Micaela dos Anjos Coutinho casou três vezes. Primeira vez com Manoel de Moraes Sarmento e Vasconcelos, natural da vila de Algozo freguesia do Martir S. Sebastião Bispado de Miranda do Douro, filho natural do Cap. Manoel de Moraes Sarmento e de Izabel Domingues. Manoel testou em 15-08-1761 e faleceu aos 20-09-1761 na freguesia de N. Sra de Nazare do Inficionado. Sem geração e herdeiros forçados, por serem os pais falecidos, instituiu seu universal herdeiro a Manoel Martins:

Santa Rita Durão (Nossa Senhora de Nazare) obitos - Treslado de Manoel de Moraes Sarmento e Vas.cos falecido nesta freguesia aos vinte de 7bro de 1761 anos.

(...) aos 15-08-1761 eu Manoel de Moraes Sarmento e Vas.cos (...) faço este meu testamento. Encomenda a alma.  Rogo a Manoel Martins, q por serviço de Deus e de N. Sra queira aceitar ser meu testamenteiro.

Sou natural da vila de Algozo freguesia do Martir S. Sebastião Bispado de Miranda do Douro, batizado na dita matriz, filho natural do cap. Manoel de Moraes Sarmento e de Izabel Domingues, ambos ja defuntos, e sou casado nestas minas com Micaela dos Anjos Coutinha, da qual dita minha mulher não tenho filhos, nem tenho herdeiros forçados descendentes e ascendentes que me hajam de herdar. Portanto nomeio e instituo por meu univeral herdeiro e testamenteiro ao dito Manoel Martins já nomeado no principio deste meu testamento.

Encomenda missas. Legados: deixo de esmola a minha irmã D. Luiza Teresa de Jesus e minha irmã D. Izabel Bernarda Caetana, religiosas professas no Convento de S. J---- em Bragança 100 mil reis a cada uma; deixo a meu irmão João Antonio de Moraes, morador na Vila do Algoso (...). Legados pios. Declaro que me deve meu sogro Francisco Nunes de Campos, por um crédito; (...) e roguei a Domingos Francisco Coelho que este testamento me escrevesse e comigo assinasse.  Arraial do Inficionado termo da cidade de Mariana aos 15-08-1761 Manoel de Moraes Sarmento e Vas.cos.

          Segunda vez aos 19-07-1752 no Inficionado, com provisão, Micaela casou com Manoel Martins, nascido aos 04-06-1722 na freguesia de Santiago do lugar Secco do Bispado de Miranda, filho de Francisco Martins Toreibio(?) e de s/m Izabel Gallega, neto paterno de Bartolomeu Toreibio(?), neto materno de Izabel Martins.

Santa Rita Durão, (N.S. de Nazaré do Inficionado) - aos 19-07-1762 em casas de morada de Michaela dos Anjos Couttinha para efeito de assistir ao matrimonio que contrairam Manoel Martins, n/b na freguesia de Santiago do lugar Secco do Bispado de Miranda, f.l. de Francisco Martins e de s/m Izabel Gallega = e Michaella dos Anjos Couttinha, f.l. de Francisco Nunes Campos e de s/m Ignacia Barbosa de Mattos, os quais são falecidos. A contraente viuva de Manoel de Moraes Sarmento que faleceu nesta freguesia. Testemunhas presentes Francisco Pereira Lopes e Jose Roiz Durão.

 

AEAM - Processo matrimonial006831 - 1762 - S. Rita Durao - Arm. 06 - Pasta 684

Manoel Martins - Micaela dos Anjos

Transcrito do Estevam da Costa Martins a pedido de Geraldo Dutra de Andrade Neto.

[fl. 02] Diz Manoel Martins morador na freguezia do Inficio-[/] do natural da freg.a de Santhiago do Lugar de Villar Seco [/] do Bispado da Cid.e de Miranda de [ilegível] filho legitimo de [/] Francisco Martins e de Izabel Gallega que elle supp.e se a[/] cha justo, e contratado para se receber em matrimonio [/] com Micaella dos Anjos Coutinha viuva que ficou de Mano-[/] el de Moraes Sarmento da mesma freguezia […] [/]

[fl. 10] Depoimento de Michaella dos Anjos Coutinha, viuva, que ficou [/] do defunto Manoel de Moraes Sarmento, moradora neste Arrayal de [/] N. S.ra de Nazareth do Inficionado [/] […]

[fl. 10v.] […] E sendo perguntada ella contrahente […] [/] […] dice [/] que era a mesma Michaela dos Anjos Coutinha que igno[/] rava o lugar do seu nascimento, porem que prezomia ser batizada na [/] capela de S.ta Luzia da Freguezia de Simão Pr.a do Concelho [/] Novo do Rio de Janeiro do Bispado da Cidade Marianna [/] Dice mais que era filha Legitima de Francisco Nunes de [/] Campos, e de sua mulher Ignacia Barbosa de Matos, e que [/] sempre assistira na mesma freg.a em huma fazenda de seos Paes [/] dahonde sahira para esta freguezia cazada com Manoel de [/] Moraes Sarmento ja defunto […] [/]

[fl. 12] […] […] Aos vinte [/] e hum dias do mes de Setembro do anno de mil Setecentos, e Sessenta e hum falleceo [/] da vida prez.e com todos os Sacram.os, q respetio por muitas vezes Manoel de Moraes [/] Sarmento, cazado nesta Freg.a com Michaella dos Anjos Coutinha de cujo matri[/] monio não teve filhos. Era n.al da Villa de Algozo batizado na Freg.a de S. Sebastião do [/] Bisp.o de Mir.a, filho natural do Cap.m mor Manoel de Moraes Sarmento, e de Izabel [/] Domingues. [...] [fl. 19v.] […] outrossim por parte do mesmo me foi [/] aprezentada huma Certidão de Baptiz[/] mo com assento Seguinte // Manoel [/] filho Legitimo de Francisco Martins [/] Toreibio [?] e sua mulher Izabel Gallega [/] freguezes desta Igreja de Santhiago [/] nasceo aos quatro dias do mes de Junho [/] de mil Settecentos, e vinte dois annos [/] nepto pela parte paterna de Bar[/] tholomeu Tureibio, e pela materna [/] de Izabel Martins todos deste Lugar [/] de vilar seco, e foi baptizado pelo Reve[/] rendo Abbade desta Igreja aos dez [?] dias [/] do mes de Junho do dito anno e foram [/] seus padrinhos Pedro Martinz [?] e [/] Maria Fernandez deste Lugar […] [/] [fim da transcrição]

 

          Manoel Martins faleceu no Inficionado em 14-05-1780, sem testamento. Compareceram no inventário oito filhos.

Casa Setecentista de Mariana-MG 2º Oficio caixa 34 auto 802

Inventário dos bens que ficaram de Manoel Martins, casado que foi com Micaela dos Anjos Coutinho, falecido sem testamento no arraial do Inficionado desta cidade de Mariana em 14-05-1780.

Autos aos nove dias do mes de junho 1780.

Inventariante a viúva cabeça de casal.

Título dos Herdeiros, idades pouco mais ou menos:

- Francisco, de [---] anos

- Manoel, 17 anos

- Clara, 15 anos

- Maria, 11 anos

- Hipolito, 10 anos

- Lucas, 7 anos

- Antonio, 6 anos

- Rosa, quatro meses.

Liquido que toca aos orfãos: 1:130$548

 

          Terceira vez aos 08-11-1780, Micaela casou com Francisco José Ferreira Marques, natural da freguesia de N. Sra da Apresentação Bispado de Aveiro, filho de João Fernandes Marques e de Catarina Luiza de Jesus

Santa Rita Durão, (N.S. de Nazaré do Inficionado) matr aos 08-11-1780 nesta matriz se receberam Francisco Jose Ferreira Marques, n. da freguesia de N. Sra da Apresentação Bispado de Aveiro, f.l. de João Fernandes Marques e de Catarina Luiza de Jesus = e D. Michaela dos Anjos Coutinha, viuva que ficou de Manoel Marrtins, filha leg. de Francisco Nunes de Campos e Ignacia Barbosa de Mattos, n. da freguesia de N. Sra da Conceição do Caminho Novo do Mato deste Bispado de Mariana. Testemunhas o Ten. Cel. Joaquim Silverio dos Reis e seu irmão o Sargento Mor João Damasceno dos Reis Figueiredo moradores na vila de Sabará.

          Sargento Mor Francisco José faleceu em fevereiro de 1815, sem testamento. Ele e Micaela foram inventariados em 1829:

Casa Setecentista de Mariana, MG 1º Ofício, ano 1816 caixa 151, auto 3178,

Inventariado Sargento Mor Francisco José Ferreira Marques

inventariante Micaella dos Anjos Coutinho

25-04-1816 Diz D. Micaela dos Anjos Coutinho, moradora no Arraial do Inficionado, que faleceu sem testamento o seu marido S.M. Francisco Jose Ferreira Marques deixando duas filhas das que é casada D. Profiria com o Cap. Bento Jose de Magalhães e quer proceder a Inventário dos bens deste casal descrevendo nele os proprios do dito seu marido, e os da meação da suplicante que existem da partilha do primeiro Inventario feito por falecimento de seu primeiro marido Manoel Miz, e que possam sobrevir a sua dita meação pr qqr titulo e requer que por dependencia do primeiro Inventário seja distribuido ao Juizo dos Orgãos e requerido se proceda a ela com os Louvados que nomear p si ou pr seu bastante procurador.

D. e A. procedasse na forma requerida.

Defunto S. M. Francisco Jose Ferreira Marques - 1816 Inficionado.

Inventário dos bens que ficaram por falecimento do S.M. Francisco Jose Ferreira Marques que faleceu sem testamento em Fevereiro de 1815 dados a de----ção por sua viuva D. Micaela dos Anjos Coutinho.

Autos 25-04-1816 - Declarante D. Micaela dos Anjos Coutinho, viuva do Sargento Mor Francisco Jose Ferreira Marques.

 

Casa Setecentista de Mariana-MG (2º Oficio caixa 121, auto 2433)

Inventariados Sargento Mor Francisco José Ferreira Marques e Micaela dos Anjos Coutinho, viúva de Manoel Martins e depois do dito Marques.

Autuação de Petição: 13-08-1829 por parte de D. Porfiria Casemira Ferreira de São Jose, herdeira de seus pais Sarg. Mor Francisco José Ferreira Marques e Micaela dos Anjos Coutinho

Diz D. Porfiria Casemira Ferreira de São Jose, viúva do Cap. Bento Jose de Magalhães, herdeira de seus falecidos pais Sarg. Mor Francisco José Ferreira Marques e Micaela dos Anjos Coutinho, por morte deste não se procedeu a inventário; sucedeu falecer de próximo a viuva, que sendo antes casada com Manoel Martins houve inventário no Juizo de Orfãos, e por dependencia dele, e existir tambem uma herdeira desairada, quer a suplicante proceder a inventário deste ultimo casal pelo Juizo de Orfãos nesta cidade aonde se acham alguns bens (...).

 

D. Micaela de Moraes casada com Manoel de Moraes não teve filhos.

Do segundo matrimonio com Manoel Martins, filhos:

Cap. Lucas

Cap. Antonio

Cap. Hipolito

Cap. Francisco Manoel, faleceu

Manoel, faleceu

D. Maria

D. Clara, faleceu e foi ao monte,

D. Rosa M. João Duarte

 

Do 3º com S.M. Francisco Ferreira Marques

D. Profiria

D. Umbelina, faleceu e torna ao monte.

 

Micaela e Manoel Martins tiveram oito filhos (idades em 1780)

2-1-1 Francisco. Cap. Francisco Manoel já falecido em 1829.

2-1-2 Manoel, 17 anos. Já falecido em 1829.

2-1-3 Clara, 15 anos. Faleceu solteira.

2-1-4 Maria, 11 anos. Maria.

2-1-5 Hipolito, 10 anos. Cap. Hipolito Martins Barbosa

2-1-6 Lucas, 7 anos. Cap. Lucas Martins Barbosa

2-1-7 Antonio, 6 anos. Capitão Antonio

2-1-8 Rosa, quatro meses. Rosa Maria João Duarte.

 

Micaela e Sargento Mor Francisco Ferreira Marques tiveram duas filhas.

2-1-9 Porfiria Casemira Ferreira de São José, inventariante dos pais. Em 1829 era viúva do Cap. Bento José de Magalhães.

2-1-10 Umbelina, faleceu depois do pai.

 

2-1-5 Cap. Hipolito Martins Barbosa com 10 anos em 1780. Casou com Maria Angélica, filha de Antonio José Basto Pinto e Ana Maria da Assunção. Geração em 2-2-3.

2-1-6 Cap. Lucas Martins Barbosa, batizado em 28-10-1772. Com 7 anos em 1780. Casou com Rosa Maria da Assunção, irmã inteira de Maria Angelica. Geração em 2-2-4.

Santa Rita Durão, MG bat 1732-1853 im 16 aos 28-10-1772 bat a Lucas, f.l. de Manoel Miz e de D. Micaela dos Anjos Coutinha, foram padrinhos o Ten. Domingos Lopes da Silva e D. Maria da Silva, todos desta freguesia.

 

2-2 Ana Maria da Assunção casada com Cap. Antonio José Basto Pinto, batizado aos 09-05-1727 na freguesia de Santo Andre de Molares, concelho de Celorico de Basto Arc. Braga, filho de Francisco Alvares e de s/m Adriana Pinta ai casados aos 27-12-1722, neto paterno de Francisco Alvares e de s/m Ana Carvalha, neto materno de Antonio Joam e de s/m Margarida Joam, por Antonio João bisneto de outro Antonio João batizado em 08-09-1616 (filho de Antonio João e de s/m Maria Francisca) e Catarina Pinta; por Margarida João bisneto de Diogo João, natural da freguesia de Molares e de Izabel Pires (filha de Amador Pires), natural da freguesia de Viade

ADB, Concelho de Celorico de Basto, Freguesia de Molares - Antonio Jose, f.l. de Francisco Alvares e de s/m Adriana Pinta, do lugar da Arca desta freguesia de Santo Andre de Molares, nasceu aos tres dias do mes de maio da era de 1729 anos e foi batizado aos nove dias do dito mes e era acima nesta igreja de Santo Andre de Molares por mim o Padre Joam Teyxeyra encomendado da mesma igreja; foram padrinhos Caetano Carvalho da Cunha, filho de Francisco Carvalho e de sua mulher Maria Alveres, já defuntos, moradores que foram no lugar de fermil da freguesia de Santa Maria de Veade, e madrinha Maria Teyxeyra solteira, filha de Joam Carvalho e de Ana Teyxeyra do lugar da Brega desta fregusia de Santo Andre de Molares, pelo qual assina o dito seu pai.

 

Arquivo Distrital de Braga, Concelho de Celorico de Basto, Freguesia de Molares - Aos 27-12-1722 se receberam Adriana Pinta, f.l. de Antonio Joam e de s/m Margarida Joam, ja defuntos do lugar da Chouza = com Francisco Alvares de Carvalho, f.l. de Francisco Alvares e de s/m Ana Carvalha ja defuntos do lugar do Couto e todos desta freguesia de Santo Andre de Molares, Parentes em 4º grau de consanguinidade do que forem dispensados. Testemunhas Francisco Alvares e seu filho Gaspar Alvares de Carvalho do lugar do Campo e Antonio Pinto Varella do Lugar da Chousa e Gonçalo Joam de Sejaz e Joam Carvalho do lugar da Freia todos desta freguesia. e Arcebispado.

             Antonio João e Margarida João foram pais também de Antonio Pinto, batizado em Santo Andre de Molares aos 09-05-678, habilitado de genere em 1706.

Portugal, Braga, Celorico de Basto, Molares - Processos de Habilitação Sacerdotal (Genere et Moribus).

Inquirição de genere de Antonio Pinto, da freguesia de S. Andre de Molares termo de Basto deste Arcebispado de Braga 22-12-1706.

Diz Antonio Pinto, f.l. de Antonio João e de s/m Margarida João, moradores na freguesia de S.to Andre de Molater terra de Basto (...) deseja ser promovido a ordens menores e sacras (...).

É o suplicante neto paterno de Antonio João, da freguesia de S.to Andre de Molares e s/m Catarina Pinta, da freguesia de S.ta Maria de Viade, neto materno de Diogo João da freg. de Molares e de Izabel Pires da dita freguesia de Veade.

Diz o suplicante: é estudante de Coimbra na faculdade dos Sagrados Canones e tem seus pais de idade de setenta anos e quatro irmãs moças donzelas e somente um irmão deste, soldado pago (...).

Testemunhas:

(...) e conheceu tambem Izabel Pires, natural do mesmo lugar de Lordelo donde foi casar ao lugar da Chouza da freguesia de Molares com Diogo João avô do habilitando o qual ele testemunha não conheceu mas teve dele bastantes noticias por falecimetno do qual tornou a dita Izabel Pires, avó materna do habilitando por causa de morrerem todos os herdeiros de seu pai Amador Pires, que ele testemunha tambem conheceu, ficando-lhe filhos em o lugar da Chouza de que procede o habilitando Antonio Pinto (...).

Miguel João, casado, lavrador. (...) e ficando viúva a dita Izabel Pires se casou com um Fulano da freguesia de Canedo e esta tal Izabel Pires ainda é viva; disse saber que tinha o habilitando um tio a quem chamam Gaspar Pinto, clerigo, legitimo irmão do pai do habilitando.

 

Diz Antonio Pinto, f.l. de Antonio João e s/m Margarida João da freguesia de S.to Andre de Molares (...) certidão de sua idade. e da idade de seu avô paterno com o teor do assento o qual se chamou Antonio João, filho de outro Antonio João e de s/m Margarida Francisca da mesma freguesia.

- Paroquial Igreja de Sto. Andre de Molares:

Aos 09-05-678 anos bat. na igreja de Sto Andre de Molares a Antonio, filho de Antonio João e de s/m Margarida João, do lugar da Chouza, foram padrinhos Antonio, solteiro filho de Domingos João, do Campo, e Margarida, solteira filha de Antonio João, de Lordelo freguesia de Sta. Maria de Viade.

A fls. 43 achei o assento do avô paterno do suplicante: aos 08-09-1616 bat. Antonio, f. de Antonio João e de s/m Maria Francisca, foram padrinhos Gonçalo Martins, da Vereja e Maria João, solteira.

 

Vistos estes autos de deligencias de genere do Justificante Antonio Pinto, natural da freguesia de Santo Andre de Molares termo de Basto se mostra ser filho leg. de Antonio João, alfaiate e de Margarida João, neto paterno de Antonio João, alfaiate de alcunha o Vinagre natural da dita freguesia de Molares, e de s/m Catarina Pinta, natural da freg. de S. Maria de Viade; e neto materno de Diogo João, natural da dita freguesia de Molares e de Izabel Pires, natural da de Viade (...) Braga 24-08-1708.

 

Antonio José faleceu, com testamento, em Itaverava-MG aos aos 22-11-1811.

Itaverava, MG obitos - aos 22-11-1811 faleceu Antonio Jose Basto Pinto, homem branco, maior de setenta anos, casado com D. Ana Maria da Assunção. Foi sepultado dentro desta matriz de Santo Antonio da Itaverava, fez seu testamento e é o que adiante vai copiado:

Testamento do Cap. Antonio Jose Basto Pinto. (...) aos 01-03-1811 neste arraial de Santo Antonio da Itaverava eu, Antonio Jose Basto Pinto (...) faço este meu testamento: sou n/b na freguesia de S. Andre de Molares termo da vila de Freixieiro comarca de Guimarães Arc. Braga, foram meus pais Francisco Alves de Carvalho e Adriana Pinta, ja falecidos. Ao presente sou casado com D. Ana Maria da Assunção e temos os filhos seguintes: Bernardo que foi casado com D. Valentina Maria Perpetua, hoje falecido, mas no seu lugar existem seus filhos = Bernardina Maria = Maria Angelica casada com Hipolito Martins Barbosa, ambos ja falecidos mas em seu lugar existe um filho deste matrimonio de nome Hipolito = Rosa casada com Lucas Martins Barbosa = Antonio, Francisco e Jose todos três casados = Ana casada com Cap. Bento Rodrigues da Cunha = Clara, casada com Manoel de Araujo Machado = Hipolita casada com Cap. Manoel Rodrigues da Cunha = Leonor casada com Alf. Antonio de Souza Barros; todos estes meus filhos e meus herdeiros.

Minha filha Maria, quando se casou com o Cap. Hipolito Martins lhe dei de dote um adereço de ouro com pedras e diamantes (...).

(no texto) minha sogra D. Ignacia Barbosa de Mattos. Minha filha Rosa casada com Lucas Martins Barbosa dei em dote quando com ele casou (...). Meu filho Francisco (...). M/filha Ana cc Cap. Bento Rodrigues da Cunha lhe dei em dote (...). M/filha Clara cc Manoel de Araujo Machado lhe dei em dote (...). M/filha Hipolita casada com Cap. Manoel Rodrigues da Cunha. M/filha Leonor casada com Alf. Antonio de Souza Barros (...). Encomendações pias.

Deixo o remanescente da minha terça a minhas filhas Leonor, Clara. Legados: a minha filha Hipolita 40.000 reis/ a minha afilhada Maria Rosa, filha da m/filha Hipolita, 40.000 reis.

Testamenteiros: em 1º lugar a minha mulher D. Ana Maria da Assunção, em 2º a meu filho Francisco Jose Basto, em 3º ao Cap. Manoel Rodrigues da Cunha.

Nomeio tutor de meus netos menores, filho de meu filho Bernardo e de minha filha Maria Angelica ao testamenteiro que aceitar esta testamentaria. (...) Antonio Jose Basto Pinto

Aprovação pelo tabelião aos 12-05-1811 no lugar da capela de S. Ana do Morro do Chap---. Em meio da mesma aprovação estavam as verbas do teor seguinte: declaro que alem do referido da minha terça se dara as minhas duas netas, uma por nome Maria, filha do Cap. Francisco da Cunha do Ca-----estre, e outra por nome Ana, filha de meu filho Francisco Jose Basto a cada uma 40.000 reis.

Termo de Abertura: feito pelo Reverendo Vigario desta freguesia aos 22-11-1811.

 

Foram filhos do casal, segundo testamento de Antonio José, situação em 01-03-1811:

2-2-1 Bernardo, já falecido, foi casado com D. Valentina Maria Perpetua. Com geração.

2-2-2 Bernardina Maria.

2-2-3 Maria Angelica casada com Hipolito Martins Barbosa (2-1-5 supra), ambos já falecidos, deixaram filho único:

2-2-3-1 Hipólito Martins Barbosa casou com Maria Angélica 2-2-4-1, filha de Rosa Maria da Assunção e Lucas Martins Barbosa. Hipólito foi 2º testamenteiro do tio e sogro Lucas Martins Barbosa

2-2-4 Rosa casada com Lucas Martins Barbosa 2-1-6 supra. Rosa Maria da Assunção faleceu em seis (ou oito) de maio de 1842 e foi inventariada em 19-01-1843. Cap. Lucas faleceu em 03-02-1851, com testamento, ambos no Inficionado.

Santa Rita Durão, MG aos 08(sic)-03-1842 faleceu D. Rosa, mulher do Cap. Lucas Martins Barbosa. Sepultada nesta matriz.

 

Casa Setecentista de Mariana-MG, Cartório 2º Ofício, caixa 92, auto 1980

Inventário dos bens que ficaram por falecimento de D. Rosa Maria da Assunção, casada com Cap. Lucas Martins Barbosa, falecida aos 06-03-1842.

Autos aos 19-01-1843 nesta Fazenda de Marcos Correia Freguesia do Inficionado.

Inventariante o viúvo Cap. Lucas Martins Barbosa. Sua mulher falecera aos 06-03-1842, sem testamento.

Titulo de Herdeiros:

1- Maria Angelica, casada com Hipolito Martins Barbosa.

2- Ana, casada com Manoel Miz Pereira Brandão. moradores no município da Vila de Queluz.

3- D. Rosa, casada com Manoel José Baião, moradores na Itaberava, município de Queluz.

4- Lucas Martins Barbosa, casado.

5- Antonio Alves Barbosa casado, morador no Espirito Santo município de S. João Nepomuceno.

6- D. Clara, hoje falecida, casada que foi com José Mendes de Magalhães. Falecida a mais de tres anos p q.m representam os filhos seguintes: - Maria de 10 anos = - Jose, de sete anos.

7- D. Hipolita casada com Manoel Mendes de Magalhães.

 

Monte Mor              = 11:673$775

Meação do viuvo     =  5:836$887 ½

meação da falecida =  5:836$887 ½

cada um dos  herdeiro = 976$698 1/7

 

Casa Setecentista em Mariana-MG. Caixa 128, auto 2585, ano 1831

Inventário dos bens do Capitão Lucas Martins Barbosa, falecido com testamento a 3 de fevereiro de 1851.

Autos aos 15-06-1851 freguesia do Inficionado.

Herdeiro e testamenteiro o Cap. Lucas Martins Barbosa Junior.

Declaração: falecera com testamento a 03-02 do corrente ano, deixando filhos legítimos e netos órfãos.

Titulo de Herdeiros:

1- D. Maria Angelica cc Hipolito Miz Barbbosa.

2- D. Ana cc Manoel Miz Pereira Brandão, moradores no Município de Queluz.

3- D. Rosa cc Manoel Jose Baião, moradores na Itaverava de Queluz.

4- Lucas Miz Barbosa, casado.

5- Antonio Alz Barbosa, casado, morador no Esp. Santo Município de S. João Nepomuceno.

6- D. Clara, falecida, casada que foi com Jose Mendes de Magalhães, p.r q.m representam os filhos seguintes:

1- D. Maria cc Francisco Miz Barbosa.

2- Jose, de 15 anos.

7º D. Hipolita cc Manoel Mendes de Magalhães.

 

Santa Rita Durão, MG aos 05-02-1851 foi sepultado o Cap. Lucas Martins Barbosa, nesta igreja matriz do Inficionado, tendo falecido na sua roça e chegado aqui no arraial dia coatro do mesmo, com seu solene testamento. Faleceu com todos os sacramentos e idade de 78 anos.

Testamento (...) digo eu Lucas Martins Barbosa (...) meu testamento na forma seguinte: sou n/b na freguesia de N. Sra de Nazaré do Inficionado, f.l. de Manoel Martins e s/m D. Micaela dos Anjos, ambos ja falecidos. Sou casado com D. Rosa Maria da Assunção de cujo matrimonio tive sete filhos quais: Maria Angelica = Ana Francisca = Rosa = Lucas = Antonio = Clara, falecida e deixou dois filhos Maria e Jose = e Hipolita; os quais são os meus legitimos herdeiros.

Testamenteiros em 1º lugar meu filho Lucas Martins Barbosa, em 2º lugar ao meu genro e sobrinho Hipolito Martins Barbosa, e em 3º lugar a Manoel Mendes de Magalhães. Encomendações pias e missas. Instituo herdeiro do remanescente da minha terça a meu filho o Cap. Lucas Martins Barbosa Junior.

Declaro que o engenho que temos agora nesta Fazenda de Matos Gerais foi construido por mim com terço de meu filho Lucas e meu genro Hipolito Martins Barbosa nos termos seguintes = tenho eu metade do dito engenho, e meu filho Lucas e meu genro Hipolito sendo senhores da outra metade. (...) Fazenda de Marcos Correa 03-12-1850 Lucas Martins Barbosa. Segue-se a aprovação.

 

Rosa Maria e Cap. Lucas tiveram sete filhos:

2-2-4-1 Maria Angelica, casada com Hipolito Martins Barbosa 2-2-3-1, filho de outro e de outra Maria Angelica..

2-2-4-2 Ana Francisca Benedita Barbosa casada aos 17-02-1817 com Manoel Martins Pereira Brandão, moradores no município da Vila de Queluz. Geração na família Manoel Pereira Brandão, neste site.

Conselheiro Lafaiete, MG Igreja N Sra da Conceição aos 17-02-1817 nesta capela de Santa Ana do Morro do Chapeu filial desta matriz de Queluz sem se descobrir impedimento algum e testemunhas Antonio Alvares de Oliveira Maciel e Cap. Francisco Antonio de Siqueira se receberam Manoel Martins Pereira Brandão, f.l. do Cap. Manoel Pereira Brandão e D. Jacinta Georgeana de Mariscote = e D. Anna Francisca Benedita, f.l. Cap. Lucas Martins Barbosa e D. Rosa Maria, naturais, batizados e moradores nesta freguesia de Queluz.

2-2-4-3 Rosa, casada com Manoel José Baião, moradores na Itaberava, município de Queluz.

2-2-4-4 Lucas Martins Barbosa, casado. 1º testamenteiro paterno.

2-2-4-5 Antonio Alves Barbosa casado, morador no Espirito Santo município de S. João Nepomuceno.

2-2-4-6 Clara, hoje falecida, casada que foi com José Mendes de Magalhães. Falecida há mais de tres anos p q.m representam os filhos seguintes: - Maria de 10 anos = - José, de sete anos.

2-2-4-6-1 Maria com 10 anos em 1843. Em 1851 estava casada com Francisco Martins Barbosa.

2-2-4-6-2 José com 7 anos.

2-2-4-7 Hipolita casada com Manoel Mendes de Magalhães.

 

2-2-5 Antonio, casado.

2-2-6 Francisco José Basto, casado. Pais de, pelo menos: Ana, legatária do avô paterno

2-2-7 José, casado

2-2-8 Ana casada com Cap. Bento Rodrigues da Cunha

2-2-9 Clara, casada com Manoel de Araujo Machado

2-2-10 Hipolita casada com Cap. Manoel Rodrigues da Cunha. Pais de, pelo menos, Maria Rosa, afilhada e legatária do avô materno.

2-2-11 Leonor casada com Alf. Antonio de Souza Barros

 

2-3 Maria Ignacia Barbosa em 1807 estava casada segunda vez com o Alf. João Martins Pedra.

 

2-4 Rosa Maria Perpetua da Conceição, testamenteira e inventariante materna. Casada com Cap. José Antonio de Carvalho.

 

2-5 José Nunes Campos, natural da freguesia de N. Sra. Assunção do Engenho do Matto, aos 03-06-1782 capela Ajuda do Faria, filial da matriz de Barbacena, casou com Rosa Inacia de Assunção, aí batizada em 31-01-1759, filha de Martinho de Faria Moreira e Luzia Garcia Fontoura - família Antonio de Faria Moreira Cap. 5º.

 

2-6 Clara Maria da Assunção batizada aos 22-11-1756. Em 1777 tirou provisão para se casar com José dos Santos Correa, com 31 anos e natural da Sé da cidade do Porto, filho de João dos Santos Correa e de Joana Maria de Queiros.

AEAM - Processo matrimonial 005599 - Ano 1777- Itaverava - Arm. 05 - Pasta 560

Jose dos Santos Correa - Clara Maria da Assunção

Transcrito do Estevam da Costa Martins a pedido de Geraldo Dutra de Andrade Neto.

[fl. 02] Dizem Joze dos Santos Corr.a [/] filho Leg.o de João dos Santos Corr.a e de Joanna Maria de [/] Queiros, nactural da Freg.a de Sé Bispd.o e Cid.e do Portto [/] e Clara Maria de Assunção filha Leg.a de Fran.co Nunes [/] de Campos, e de Ignacia Barboza de Mattos Coutinha [/] nactural da Freg.za de N. Sn.ra da Assunção do Eng.º do [/] Macto deste Bispado de Marianna e ambos moradores [/] de prez.e na Freg.za de S.to Antonio da Itaverava […] [/]

[fl. 05] […] Tabem no L.o 2 dos assentos dos Baptizados desta Freg.a[/] de N. Sr.a da Assumpção e nelle a fol. [corroído] esta o assento [//] [fl. 05v.] do tior, e forma seguinte = Aos vinte e dous dias do mes [/] de Novembro de mil digo do anno de mil setecentos e sin-[/] coenta, e seis nesta Igreja Matris Baptizey solenemente [/] a Clara, filha Legitima de Francisco Nunes de Campos [/] e Ignacia Barboza o dito Francisco Nunes nascido e Ba[/] ptizado na Freguezia de Santa Maria de Covas termo [/] de Monte alegre Comarca de Chaves Arcebispado de [/] Braga, e ella Ignacia Barboza nascida e Baptiza[/] da na Freguezia de São João de Mereti Bispado do [/] Rio de Janeyro. Neta pella parte paterna de Baltha-[/] zar Nunes, e Domingas Dias Naturais todos de Santa Ma-[/] ria de Covas, e pella Materna de Antonio Barboza [/] de Mattos natural da vila de Arrifana de Souza [/] Bispado do Porto, e de Marianna de Mattos na[/] tural da Cidade do Rio de Janeyro. Forão Padrinhos [/] Nossa Senhora da Assumpção, e o Alferes Antonio Dias [/] da Costa Solteyro morador no Sitio do Quueyros de que [/] fis este assento era ut Supra = o vigario [/] Mathias Alvares de Oliveyra […] [/]

[fl. 10] […] Depoim.to do contrahente [/] […] e que terá de idade trinta e hú annos pouco mais ou menos [/] […]

[fl. 10v.] […] Depoim.to da contraente [/] […] e que tera de idade dezanove annos pouco mais ou menos [/]

 

 

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CLARA MARIA DE MELLO

 

Clara Maria de Mello, natural de S. Miguel da Palmeira Bispado do Porto, era filha de Paulo de Mello e Maria da Costa. Casou primeira vez em Prados aos 23-08-1729 com Alf. José Vaz Caldas, natural de S. João das Caldas (atual Caldas de Vizela-PT), filho de Baltazar Vaz e Maria Francisca.

Prados, MG Igreja N Sra da Piedade aos 23-08-1729 nesta matriz de Prados se receberam o Alf. Joseph Vaz Caldas, f.l. de Balthazar Vaz e de Maria Francisca, natural de São João das Caldas = cc Clara Maria de Mello, f.l. de Paulo de Mello e Maria da Costa, natural de S. Miguel da Palmeira. Foram testemunhas Joseph Alvares Pereira, Luiz Marques da Fonseca e Domingos Francisco.

Testou Clara Maria em 12-12-1783 e faleceu em Prados aos 07-02-1786, viúva do Cap. Mor Pedro Teixeira de Carvalho. Tiveram vários filhos, somente dois vivos em 1783:

1- Josefa, já falecida, foi afilhada do Conde de Bobadela José Antonio Freire de Andrade.

2- Dr. Gonçalo Teixeira de Carvalho casou com Maria Gonçalves do Espirito, filha de Antonio Gonçalves Poça e Maria de Souza do Espirito Santo, família “Souza Caldas”. Sem geração.

3- Hipolita Jacinta Teixeira de Mello, batizada em Prados aos 15-09-1748. Aos 30-11-1782 casou com Ten. Cel. Francisco Antonio de Oliveira Lopes, filho do Ten. Cel. Jose Lopes de Oliveira e D. Bernardina Caetana do Sacramento, família “Domingos Gonçalves Chaves”.

Barra Longa, MG Igreja S. Jose - aos 07-02-1786 faleceu D. Clara Maria de Mello, viúva do falecido Capitão Mor Pedro Teixeira de Carvalho. Sepultada dentro desta matriz, fez seu solene testamento cujo teor é o seguinte: (...) eu D. Clara Maria de Mello (...) testamenteiros em 1º lugar a m/filha D. Hypolita Jacinta Teixeira de Mello, em 2º lugar o Ten Cel. Francisco Antonio de Oliveira Lopes e em 3º ao Cel. Severino Ribeiro. Legados a: m/sobrinho Francisco Jose de Mello cem mil rs = a Francisca, filha de meu sobrinho Pedro Joaquim, 50 mil rs = legados pios e encomendação de missas.

Fui casada com o Cap. Mor Pedro Teixera de Carvalho, hoje falecido, e tivemos varios filhos, dos quais só existem vivos presentemente o Capitão Mor Pedro Teixeira de Carvalho digo, Gonçalo Teixeira de Carvalho e D. Hypolita Jacinta Teixeira de Mello ambos estes meus legitimos herdeiros. O remanescente de minha terça deixo a minha filha Hypolita, não só porque desde seu nascimento sempre me fez companhia nesta casa, como tambem porque nas minhas enfermidades que tem sido repetidas me tratou com especial zelo e trabalho, vindo a ser assim mais remuneratório que gracioza esta minha constituição. Porem como a minha terça esta obrigada por uma escritura, e tambem a de meu marido q Deus haja, a satisfazer anualmente a D. Clara Maria do Sacramento, religiosa professa em o Convento de Nossa Senhora da Ajuda do Rio de Janeiro, 60 mil rs, ela dita minha filha com o onus de pagar metade desta pensão q são 30 mil rs, e os outros 30 mil rs devem sair dos bens da meação do meu marido pq não fez testamento e tudo ha de se pagar pelo rendimento de umas casas do casal citas no Rio de Janeiro.

Ha bastantes anos q. o Conde de Bobadella Jose Antonio Freire de Andrade deu a D. Josepha Teixeira de Carvalho, sua afilhada, uma crioula chamada Rosa, e achando-se esta dita minha filha proxima a morte, me pediu e a meu marido quizecemos dar liberdade a esta crioula Roza, porem q os filhos que tinham nascido desta mesma Roza crioula fazia de todos eles doação a sua irmã e minha filha D. Hypolita, no que eu e meu marido conviemos livremente tomando minha filha D. Hypolita logo posse dos mencionados escravos.

Quando se a justou o casamento com o Cap. Pedro Teixeira de Carvalho, meu marido, foi debaixo do trato que cada um de nós sairia com o que tinha entrado, porem depois tivemos filhos e ficou sem efeito este trato

Repetidas vezes, se me queixou em vida o Cap. Mor meu marido, das excessivas despesas q lhe tinha feito o nosso filho o Dr. Gonçalo, hoje Cap. Mor, já depois de formado e ter recebido o Capelo na Universidade de Coimbra, de que tudo sou testemunha por passarem pelas minhas mãos algumas barras de ouro que ele dito meu marido lhe remeteu já depois de sua formatura e doutoramento, e só para o seu transporte para o Rio de Janeiro q veio ai fazer o lugar de Juiz de Fora sei eu que se enviaram dez mil cruzados a meu compadre Antonio de Araujo Braga para este entregar ao dito meu filho Dr. Gonçalo. (...) q o dito meu filho entre para o monte com todas as despesas q fez depois dos estudos e formaturas em Coimbra, e outra sorte ficara a minha filha D. Hypolita prejudicada na sua herança, sendo certo que ela não tem feito ao casal alguma despesa extraordinaria, assim como tem feito o dito meu filho. (...) ambos presentemente casados.

Legados pios - Pedi ao P.e Jose Maria Fajardo de Assis q este escrevesse e eu me assinei com meu nome aos 12 de dezembro de 1783 = Clara Maria de Mello.

Aprovação aos 12-12-1783 nesta paragem da Fazenda da Ponta do Morro em casas de morada da testadora.

Termo de abertura: aos 06-02-1786 falecendo D. Clara Maria de Mello, viuva do Cap. Mor Pedro Teixeira de Carvalho, minha paroquiana, me foi entregue este seu solene testamento aprovado, feixado, cozido e lacrado e o abri para se dar a execução o que dispõe respectivo ao funeral (indicação Silvia Buttros).