PROJETO COMPARTILHAR

Coordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira

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Os Borba Gato em São Paulo

Seculos XVII e XVIII

Atualização desta Familia  no artigo “Os Borbas Gatos em São Paulo - Séculos XVII e XVIII”,  Revista ASBRAP nº16

 

Décio Martins de Medeiros

Colaboração de Regina M. Junqueira

 

Os Borba Gato são originários da Ilha Terceira, nos Açores, conforme Augusto de Athayde em artigo no Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira. (BIHIT v.50 p.275)

 

Os dois troncos de interesse deste estudo são Belchior de Borba Gato e sua irmã Beatriz de Borba Gato, parentesco este que se deduz a partir da informação de que Manoel Pacheco de Borba, filho de Beatriz, foi primo em primeiro grau do filho de Belchior, Balthazar de Borba Gato, conforme declarado em 1674 no processo de emancipação deste. (SAESP I&T v.37).

 

Chegados ao Brasil, Belchior de Borba Gato e seus sobrinhos Manoel e João, casaram com netas do bandeirante Martim Rodrigues Tenório, e se estabeleceram na região de Santo Amaro, ao sul da Vila de São Paulo, onde tiveram sitio e terras na “banda do além” isto é, além do Rio Geribativa, atual Rio Pinheiros.

 

Belchior de Borba Gato           I

Beatriz de Borba Gato             II

 

 

I - BELCHIOR DE BORBA GATO

 

Nascido possivelmente na Ilha Terceira por 1610 ou antes.

Belchior já estava na vila de São Paulo em 1 de abril de 1628, data do inventário dos bens de Cornélio de Arzão feito pela Inquisição, onde assina como forasteiro, isto é, recém chegado. No inventário que se fez por morte de Cornélio Arzão em 30/10/1638, Belchior de Borba Gato estava casado com Ana Rodrigues de Arzão, filha de Cornélio e Elvira Rodrigues.

No Livro Sesmarias (neste site) de 1602 a 1642 pág 363 consta aos 02/07/1639 em São Paulo, despacho relativo ao registro de carta de terras dadas a Belchior de Borba, morador na vila de SP, casado com filhos.

"pede uma légua de terras em quadra nas cabeceiras de Tristão de Oliveira e sendo dadas nas cabeceiras de Martim Rodrigues no limite de Butuapora..."

Nas Actas da Câmara de S.Paulo, vol. 4 pág 447 consta que Belchior aos 23/10/1639 recebeu termo de juramento para ser arrumador de terras.

Segundo Pedro Taques em Informações sobre as Minas de São Paulo, publicadas primeira vez na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro tomo 64 (vol.103) parte 1, pág 15, e também na edição de 1954 feita pela Livraria Martins Editora, à pág 40:

" Neste estado se achavão as Minas de ouro de S.Paulo ate o tempo da glorioza e feliz acclamação o Sr. Rey D. João o 4o. a quem os camaristas de S. Paulo mandarão render a sua reverente, e humilde odediencia, pelo dous enviados desta honrosa conducta Luiz da Costa Cabral, e Belchior da Borba Gato, que conseguirão aventura de beijar a Real Mão do seo Principe Soberano, e natural Senhor, a quem os Camaristas declarão, que os certoens da Capitania de S. Paulo erao ricos de haveres encobertos eficavao dispostos os Vassallos Paulistas a penetrarem-os para os descobrimentos de ouro, e prata, porque esperavam, que S. Magestade tivesse nesta America outro Potocci, como a Coroa de Castella; (....)"

Em ambos os casos, a referencia citada por Taques é Cam. Liv. de Reg. Nº 2, ttº 1642 pág 14, onde estava a carta do rei datada de Évora, 24 de setembro de 1643, mencionando Belchior de Borba Gato (e não Balthazar como outras publicações posteriores o fazem). Não encontrei no Registro Geral da Câmara os documentos de 1640 a 1646 embora em volumes mais à frente existam alguns documentos desta época.

Por uma questão de cronologia consideramos que foi Belchior de Borba Gato (e não seu filho Balthazar conforme escreveu Azevedo Marques) quem acompanhou Luiz Costa Cabral por volta de 1641 para representar o povo paulista junto ao rei.

Segundo Carvalho Franco, em Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil:

“Belchior de Borba foi sertanista de São Paulo que tomou parte na bandeira de João Mendes Geraldo que saiu de São Paulo em 1645 para o sertão dos guaianás e dali regressou no ano seguinte” (SAESP I&T v.34 p.75)

Em 04/08/1652 Belchior de Borba dá carta de fiança a Belchior Pires (RGCSP v.2 p.339)

O Capitão Belchior de Borba assinou vários documentos de 1651 a 1654, como tutor dos órfãos filhos de Antonio Rodrigues Tenório, por ser parente próximo de seus tutelados (SAESP I&T np). Já era falecido em 1669.

 

Belchior e Anna tiveram os filhos abaixo, com descendência parcial indicada por Silva Leme, GP VII :

Belchior de Borba Gato , o moço      Cap 1º

Lucas de Borba Gato                         Cap 2º

Balthazar de Borba Gato                    Cap 3º

Maria / Beatriz de Borba                    Cap 4º

 

Cap 1º

Belchior de Borba Gato (filho)

 

Belchior, o filho, foi morador de Santo Amaro, SP, onde faleceu em 1730. Casou com Maria Pedroso Cavalheiro . Tiveram os seguintes filhos (1º Livro de batismos, Matriz de Santo Amaro).

1. Manuel de Borba Gato, (homônimo do capitão do mato) batizado em 28-12-1687 pelo Padre João de Pontes.

2. Ana de Borba Gato, batizada em 11-02-1691 tendo por padrinho Belchior de Borba Paes.

3. Antonio de Borba Gato, batizado em 19-01-1700, tendo por padrinhos Ana Garcia e Manoel de Borba

4. Josefa de Borba, batizada em 6-2-1690 e falecida em 1726 também em Santo Amaro, SP

 

Cap 2º

Lucas de Borba Gato

 

Lucas casou-se com Maria Pires e tiveram ao menos:

1- Inês Monteiro, casada com seu primo em 4º grau Miguel Peres. Em seu processo matrimonial aberto aos 03-01-1685, arquivado na Curia Metropolitana de São Paulo (volume1 - estante 4 -gaveta 1) vê-se que Miguel Peres foi filho de Maria Peres, neto materno de uma Maria Tenória, por esta bisneto de Joana Rodrigues, filha natural de Martim Rodrigues com uma índia. O mesmo Martim Rodrigues foi o pai de Elvira Rodrigues, bisavó de Inês Monteiro por parte de seu pai Lucas de Borba, conforme já vimos acima.

2. Ana da Assunção

 

Cap 3º

Balthazar de Borba Gato

 

Nascido entre 1649 e 1655, por morte do pai ficou sob a tutela do tio Manoel Rodrigues de Arzão (SAESP I&T v.27 p.497). Em 01/04/1674 pede sua emancipação na Villa de São Paulo, Capitania de São Vicente, dizendo que um irmão mais moço já havia se emancipado. As testemunhas ouvidas em abril de 1674 foram, entre outras:

- Capitão Cornelio Rodrigues de Arzão, 42 /43 anos, tio de Balthazar, disse que o sobrinho tinha 24 anos;

- Manuel Pacheco Borba, 52 anos, primo de Balthazar, disse que ele tinha 24 anos;

- Pedro Domingues, 20 anos, parente de terceiro grau de Balthazar

- Capitão Manuel Rodrigues de Arzão, de 55 a 56 anos, tio e curador de Balthazar

- Jorge Rodrigues Velho, 39 anos, juiz ordinário da Villa de São Paulo, cunhado de Balthazar, declarou que ele tinha de 25 para 26 anos.

Em 03 de abril de 1674 é assinada a emancipação do Balthazar, atribuindo-lhe mais de 25 anos (SAESP I&T v.37). No entanto, o próprio Baltazar de Borba Gato se apresenta no inventário (neste site) de Álvaro Rodrigues do Prado como tendo 27 anos em 1682.

Balthazar casou-se com Mariana Domingues, filha de Antonio Domingues e Isabel Fernandes (inventários de Antonio e Isabel neste site). Faleceu por 27 de outubro de 1698 em Santana do Parnaíba, Capitania de São Vicente, conforme inventário.

Em pesquisa feita no Arquivo do Estado de São Paulo, encontramos o Inventário de Baltazar de Borba Gato no Índice dos Não Publicados. Um documento bastante estragado e com meia dúzia de paginas. Datado de 27/10/1698, feito na Villa de Santana de Parnaiba, Capitania de São Vicente, é assinado por Martinho Cordeiro, seu genro. Aparecem como herdeiros a viúva Mariana Domingues e os filhos: Francisco; João; Antonio; José; Catarina; Ana; Maria e Sebastiana. Na parte de dividas o inventário cita a fazenda de Lucas de Borba.

Mariana faleceu em 01 maio 1704, também em Santana do Parnaíba. Seu inventário, corrido no Cartório 1º de Órfãos de São Paulo, está arquivado no Arquivo do Estado de São Paulo, série não publicada. Em seu testamento, feito na Villa de São Paulo em 1704, declara que foi casada com Balthazar Borba Gato defunto e que teve os filhos: Joam, Isabel, Joseph, Catherina, Anna, Maria, Sebastiana. Havia casado a filha Catherina com Martinho Cordeiro. Declara que tem terras no "bairro de Santo Amaro na fazenda de mora(?) meu cunhado Melchior de Borba Gato”. Menciona explicitamente as 4 filhas solteiras: Anna, Maria, Sebastiana, Isabel.

Azevedo Marques confundiu este Balthazar com seu pai Belchior, ao biografá-lo:

"natural de São Paulo, e um dos destemidos exploradores dos sertões da Capitania de São Vicente no século XVII. Suas qualidades pessoais e os recursos de que dispunha deram-lhe posição prestigiosa sobre seus patrícios, por cuja razão, quando a câmara e povo de São Paulo, desejaram levar ao trono de D. João IV seus votos de adesão e fidelidade, e suas queixas contra os jesuítas, nomearam a Baltazar de Borba Gato e a Luís da Costa Cabral, como sendo os paulistas mais dignos e aptos para essa comissão..... A essa deputação respondeu D. João IV com uma honrosa carta de agradecimento aos paulistas, datada de 24 de setembro de 1642 (Arquivo da Câmara de São Paulo, liv. de Registros de cartas régias e vereanças de 1641 e 1642 - Pedro Taques, Nobiliarquia)

Como nos diz o próprio Pedro Taques, quem representou a Câmara junto ao rei em 1641 foi o Belchior de Borba Gato. (vide titulo I).

 

Segundo os inventários e testamento de Mariana, neste site, ela e Balthazar tiveram os filhos:

1. Francisco

2. João

3. Antonio de Borba

4. José

5. Catarina de Borba Gato, que segue no § 5º

6. Ana

7. Maria

8. Sebastiana

9. Isabel

 

 

§ 5º

Catarina de Borba Gato

 

Nascida antes de 1684, casou entre 1691 e 1698 com Martinho Cordeiro Borges, filho de Vicente Cordeiro e Maria de Ramos. Martinho nasceu depois de 1665 na Villa de Santana de Parnaíba, SP e faleceu em 08 de agosto de 1710 no mesmo lugar sendo sepultado na Igreja Matriz de Santana de Parnaíba, na sepultura do pai. O Testamento de Martinho Cordeiro está guardado no Arquivo do Estado de São Paulo, e foi feito  em Santana do Parnaíba em 23 de julho de 1710. O Inventário do 1º Oficio , guardado no mesmo Arquivo, foi feito na Vila de Parnaíba, com data de 19 de maio de 1711 (inventário e testamento neste site).

Martinho e Catarina tiveram os filhos:

1. Clara, nascida cerca de 1700

2. Vicente, nascido cerca de 1703

3. Escholastica Cordeiro Borba, segundo inventário paterno nascida cerca de 1709 e falecida em 13 de dezembro de 1755 em Cotia,SP. Seu inventário foi aberto em 16 de julho de 1756 no território e paragem de Maracanaduba, termo da Villa de Santana do Parnaíba (inventário neste site) Escholastica casou-se com Ignácio Diniz Caldeira, filho de Manuel Diniz Caldeira e Ursula Maria da Trindade. Ignácio nasceu em 13 novembro 1704 na Freguesia da Sé de São Salvador, Angra, Ilha Terceira, Açores, e faleceu em 24 março 1767 em Cotia, SP. Ignácio e Escholastica tiveram doze filhos, todos nascidos e batizados em Cotia, SP (CHF Registros Paroquiais Cotia e inventário de Escolástica).

3.1. Manuel Diniz Caldeira Neto, nascido antes de 1728

3.2. Ursula Maria da Trindade, nascida antes de 1728

3.3. Escolástica, nascida em 06-05-1728, batizada em 16-05-1728

3.4. Maria de Borba Cordeiro, nascida em 24-10-1730,batizada 05-11-1730

3.5. Vitória da Conceição Diniz, citada por Silva Leme, mas não no inventário da mãe.

3.6. Josepha Cordeiro Borba, nascida em 19-3-1734, batizada em 14-4-1734

3.7. Cecilia Maria de Jesus, nascida em 28-6-1736, batizada em 08-7-1736, casou aos 27-11-1759 em Cotia com Vicente Ferreira Raposo (CHF Registros Paroquiais Cotia)

3.8. Ignácio Diniz Caldeira Filho, nascido em 03-2-1739, batizado em 09-02-1739

3.9. Angela Cordeiro, nascida em 23-10-1740, batizada em 29-10-1740.

3.10. Francisco Diniz, nascido em 24-11-1743, batizado em 02-12-1743

3.11. Cristóvão Diniz Caldeira, nascido em 18-11-1747

3.12. Maria Diniz Caldeira, nascida em 1752

3.13. Vitória, nascida em 1753.

 

 

 

Cap 4º

Maria / Beatriz de Borba

 

Maria casou-se com Jorge Rodrigues Velho, filho de Garcia Rodrigues Velho e Maria Betting. Jorge nasceu em São Paulo, onde faleceu em 25 junho 1699. Seu inventário de 01-04-1701 corrido no 1º Ofício, está arquivado no Arquivo do Estado de São Paulo, e foi aberto na casa onde morava Beatriz de Borba, a viúva. No testamento de Jorge Rodrigues Velho, feito na Vila de São Paulo em 24 de abril de 1699, ele declara ser casado com Maria de Borba com quem teve os oito filhos seguintes (inventário e testamento neste site).

1. Maria Betim.

2. Ana Rodrigues de Borba, com 30 anos em 1701.

3. Custódia Garcia, com 28 anos.

4. Antonio Garcia Borba.

5. Domingos, com 24 anos.

6. José, com 20 anos.

7. Ana Maria Garcia, com 16 anos.

8. Salvador Garcia Betim, com 13 anos.

 

 

 

II- Beatriz de Borba Gato

 

Segundo escreveu o Cônego Roque de Macedo Leme no Séc XVIII, Beatriz Gato era natural da Ilha Terceira. Casou com Manuel Pacheco, natural da Ilha de São Miguel ou da mesma Ilha Terceira. (Cônego Roque Macedo Leme in RIHGSP v.32 p.249). Manoel carregava o apelido “Linhares” que aparece em alguns de seus netos e bisnetos

Manuel Pacheco e Beatriz Gato tiveram pelo menos:

João de Borba Gato                                     Cap. 1º

Manoel Pacheco Gato                                  Cap. 2º

 

 

Cap. 1º

João de Borba Gato

 

Nascido por 1615/20, na Ilha Terceira (Cônego Roque Macedo Leme opus cit). Em 15-07-1647, juntamente com Pedro Domingues de Faria, foi testemunha da entrega da órfã Isabel à Andreza Dias, tia da menina, no inventário de Antonio Dias Carneiro, publicado pelo SAESP no vol 12.

Casou com Sebastiana Rodrigues Paes, filha do Capitão João Paes e Susana Rodrigues a moça, irmã de Elvira Rodrigues, esta sogra de Belchior de Borba Gato, Titulo I acima. Sebastiana nasceu depois de 1625 (SAESP I&T v.2 p.5) e faleceu em dezembro de 1669 em São Paulo

No Arquivo do Estado de São Paulo existe o inventário (neste site) da Sebastiana Rodrigues Pais datado de 03 de agosto de 1670 com seu testamento feito em 15 de agosto de 1669, com declaração feita pelo tabelião em 22 de agosto de 1669 e dado o cumpra-se em 9 de dezembro de 1669.

O auto de inventário foi feito em 08 de março de 1670 na casa do viúvo João de Borba na vila de São Paulo, capitania de São Vicente, assinado por Manoel Pacheco Borba porque o viúvo João de Borba estava completamente cego desde pelo menos 1662.

Em seu Testamento, datado de 15 de agosto de 1669, Sebastiana declara ser natural da vila de São Paulo, filha do defunto João Paes e de Suzana Roiz já defunta, casada com João de Borba e nomeia seus seis filhos. Pediu para ser sepultada na Matriz envolta no hábilto de São Francisco, “na cova de meu pae e mãe”. Entre seus bens declara fazenda, casas, etc e "um sitio com duas casas de taipa de pilão que compramos do  defunto Belchior de Borba" .

João de Borba possuía casas na vila de São Paulo, “defronte à porta do Convento de São Francisco” que oferece em fiança no inventário de Bento Pires Ribeiro com o aval de João Paes, em 1671 (SAESP I &T v.17 p.279).

 

Sebastiana e João tiveram seis filhos, nomeados no testamento e arrolados em 1670 no inventário materno:

1- Capitão Manoel de Borba Gato, com 21 anos que segue no § 1º

2- Maria de Borba, casada que segue no § 2º

3- Suzana Rodrigues Borba, com 16 anos. que segue no § 3º

4- Paula ou Paulina de Borba, com 14 anos, nascida por 1656, comparece como madrinha em alguns batizados em Santo Amaro, SP.

5- Ana, com 12 anos em 1670. Ana de Linhares casou com Antonio Álvares Machado e tiveram filhos batizados em Santo Amaro, onde Antonio faleceu por 1700 e Ana manteve casa aberta com servos e administrados até 1706

Segundo Diogo de Vasconcelos, in História Antiga das Minas Gerais: “Pedro Correia de Godói, casado com Ana de Borba, irmã do Tenente- General Manoel de Borba Gato foram povoadores do Ribeirão do Carmo. Na crise de 1702 instalaram-se na margem do Rio Miguel Garcia, no sítio chamado Gualaxo, a uma légua da capela de Miguel Rodrigues.”

6- Isabel, com 3 anos em 1670, sem mais notícias, (vide “Maria de Borba” § 6º)

 

 

§ 1º

Manuel de Borba Gato

 

O Bandeirante e Tenente General do Mato Manuel de Borba Gato, personagem fundamental na descoberta, conquista e povoamento das minas, é sempre citado nos tratados das bandeiras paulistas, nos estudos sobre a Guerra dos Emboabas e na administração das Minas do Rio das Velhas, nem sempre com dados muito precisos.

Com a segurança que nos dá o inventário de sua mãe, podemos afirmar que o grande bandeirante nasceu em São Paulo em 1649, já que tinha 21 anos na abertura do inventário em 1670. Nada indica que já fosse casado, era provavelmente ainda solteiro.

Casou pouco depois com Maria Leite, filha de Fernão Dias Paes, o Caçador de Esmeraldas, e Maria Garcia Rodrigues Betting. Em 1674, já casado e pai de suas três filhas (BIHIT, v.50 p.260-262), partiu com o sogro, cunhado e mais bandeirantes na grande bandeira organizada por Fernão Dias Paes, que durou 7 anos.

Não cabe neste estudo a história da vida agitada que viveu Manoel de Borba Gato nos sertões das minas gerais. Basta lembrar que, em decorrência do assassinato do Governador Rodrigo Castel Branco, teve o General do Mato que se esconder pelos sertões, vivendo com os índios. Algumas referências existem que parte deste exílio forçado foi passado no vale do Paraiba, junto ao rio Paraitinga.

Passado o incidente e conseguida a anistia, Manoel de Borba Gato volta em definitivo para as minas do Rio das Velhas, para onde leva a família. Um escrito de meados do século XVIII, abaixo referido , assim relata o acordo feito entre Manoel de Borba Gato e Artur de Sá pelo qual obteve perdão pelo assassinato de Castel Branco em troca da descoberta de minas de ouro:

“Lançou-se como humilde rato o Gato aos pés de seu benfeitor, agradecendo a promessa de perdão, suposto sempre receoso, por ser condicional; mas animado da certeza com que cumpriria a condição, manifestando o ouro que tinha descoberto no Rio das Velhas .... que sempre teve oculto, por alta providência do céu, para lhe servir de livramento naquele tempo”.

Nas biografias do famoso bandeirante, é censo comum ter ele falecido muito velho, aos 90 anos ou próximo disso, em 1717 quando exercia o cargo de Juiz Ordinário da Vila Real. Há aqui uma incongruência aritmética: em 1717 tinha ele cerca de 68 anos.

Mais seguro é o depoimento de Bento Fernandes Furtado de Mendonça, falecido em 1765 em Serro Frio MG, filho do bandeirante taubateano Salvador Fernandes Furtado de Mendonça, publicado por Afonso Taunay nos Relatos Sertanistas à página 58, documento de época, escrito poucos anos após a morte de Borba Gato, em que o autor afirma que dou parte do que ví e sei”:

“ Acabadas da maior grandeza as lavras e já diminuto dos grandes cabedais que tinha adquirido, o Tenente- General Manoel de Borba Gato se retirou para um sitio que tinha fundado em Parupeba; Rio fértil de peixe, boas terras de mantimentos onde viveu muitos anos , já muito diminuto de bens, cosatumada a conclusão dos desta terra e neste lugar faleceu de idade de 90 anos para cima, no ano de 34 com mostras de predestinado, três dias de viagem de Sabará para a parte do Poente, à margem do Rio Paraupeba..... Este fim teve aquele famoso sertanista, e não menos capaz para as Costes, pelo bom engenho e capacidade de que era dotado”

 

Faleceu então, Manoel de Borba Gato em 1734.

Para mais informações e uma detalhada cronologia da vida deste grande paulista vide site “Família Medeiros”, de Décio Martins de Medeiros.

 

 

§ 2º

Maria de Borba

 

Nascida cerca de 1652, em 1669 por ocasião do testamento de sua mãe Sebastiana Rodrigues (neste site) estava casada com Gabriel Antunes Maciel, batizado aos 27-3-1643 na Sé de São Paulo, filho de outro e de Mecia Cardoso. Maria casou em segundas núpcias, entre 1671 e 1674 com João Maciel, filho de Domingos Barbosa Calheiros e Maria Maciel.

Faleceu Maria de Borba com testamento que recebeu o “cumpra-se’ aos 19-06-1681. Declarou ser casada com João Maciel de quem teve dois filhos, mas nada fala do casamento anterior. Tanto o relator, Padre João de Pontes quanto as testemunhas de seu testamento eram moradores de Santo Amaro, o que leva a crer que Maria faleceu nesse lugar, onde morava e tinha sitio.  Deixou para as irmãs Isabel e Paula suas roupas de seda e “uns brincos de ouro”. A citação nominal das irmãs da falecida leva a crer ser ela a mesma Maria de Borba, filha de João de Borba e Sebastiana Rodrigues, pais também de Paula e Izabel

Seu inventário (neste site) foi aberto aos 09-09-1681 por seu marido na Vila de São Paulo em casas de Maria Maciel, viúva, sogra da falecida.

 

Maria teve do primeiro marido ao menos:

1. Amaro, batizado na Sé de São Paulo em janeiro de 1669, tendo por padrinhos João de Borba e Maria Cardosa. Este batismo está registrado em duplicata no livro 1, fls 75v e 194v, Sé de São Paulo.

 

Teve de João Maciel, segundo seu inventário:

2. João, com sete anos em 1681

3. Domingos, de um ano e meio

 

 

§ 3º

Suzana Rodrigues de Borba

 

Com 16 anos em 1670, casou com Antonio Domingues de Pontes, filho de Pedro Nunes de Pontes e Inês Domingues Ribeiro, irmão inteiro do Padre Belchior de Pontes, cuja vida inspirou o romance homônimo de Julio Ribeiro. Antonio faleceu em 08-01-1713 e foi sepultado na Matriz de Santo Amaro, encomendado por seu irmão, o padre João de Pontes. Foram seus testamenteiros seu genro Sebastião Dias Barreiros e José Alves Torres. (Matriz de Santo Amaro)

João e Suzana tiveram (Silva Leme GP VIII) :

1. Antonio Domingues de Pontes (filho), falecido em 1715 nas minas.

2. Manuel de Pontes Borba, batizado em 11-09-1688 em Santo Amaro (Matriz de Santo Amaro)

3. Inês Domingues de Pontes, batizada na Sé de São Paulo aos 29-5-1672, tendo por padrinhos João de Borba e Benta Garcia.

4. Sebastiana Paes. Casou na Matriz de Santo Amaro em 8-2-1708 com Sebastião Dias (Curia SP). Sebastião foi batizado na mesma Matriz aos 11-5-1687, filho de João Dias e Maria Barreiros. Era tropeiro. Conta-se que em 1613, de ida para o sul, despediu-se de seu tio o Padre Belchior de Pontes com um “até mais”. Ao que respondeu o padre premonitóriamente: “Até o juízo final”. Padre Belchior morreu no dia seguinte. Esse fato é tido como um dos “milagres” do Padre Belchior.

          Sebastiana faleceu em Santo Amaro em 30-12-1748, sem testamento ou sacramentos por ter tido morte repentina e foi sepultada na Igreja Matriz dessa vila, “embaixo da grade frente do púlpito”. (Curia)

          Sebastião casou segunda vez com Maria Vieira, de quem teve: Petronilha, Vicente, Joaquim, Luiz e Francisco, todos Dias Vieira. Faleceu em 4-9-1759 e foi sepultado na Matriz de Santo Amaro. (Matriz de S. Amaro, Óbitos)

5. Maria Domingues de Borba batizada em 20-5-1691 em Santo Amaro, pelo Padre Belchior de Pontes (Matriz de S. Amaro)

6. Ana Domingues de Pontes;

7. Izabel, batizada aos 09-1-1697 na capela da aldeia de Mboy, tendo por padrinhos Antonio Domingues Pontes e Isabel de Lemos (Matriz de S. Amaro, 1º livro de batizados).

 

§ 6º

Maria de Borba (outra)

 

Existiu em Santo Amaro uma Maria de Borba casada com Manoel Rodrigues Gois que Silva Leme, seguindo Pedro Taques, arrolou como sendo filha de João de Borba e Sebastiana Rodrigues em vez da § 2 acima. (Silva Leme GP IV, aí a geração).

Manoel, filho de outro e Ines Domingues, foi batizado como Domingos, como se vê no inventário de seu pai, neste site, SAESP não publicados.

Esta segunda Maria não deve ser confundida com sua irmã (ou meio irmã) do § 2. Se legitima seria a Isabel, que depois da morte da irmã trocou de nome, ficando registrada nos livros paroquiais como Maria de Borba.

Foram moradores em Santo Amaro onde batizaram vários filhos entre 1688 e 1698.

Segundo Diogo de Vasconcelos in História Antiga das Minas Gerais, vol 1, Manoel Rodrigues Góis e Maria de Borba, cunhado e irmã do General do Mato, foram fundadores e moradores em Caeté-MG.

Certo é que ambos voltaram para Santo Amaro onde Manoel Rodrigues Gois faleceu em 1734 e Maria em 1743.

Santo Amaro óbitos - 12-10-1734; Manoel Rodrigues Gois filho  legitimo de Manoel Rodrigues e sua mulher Ines domingues, casado com Maria de Borba, com testamento. Testamenteiros:  seus genros Antonio da Silva e Bento Rodrigues.

 

Santo Amaro óbitos - 30-10-1743; Maria de Borba, viuva de Mel Rodrigues Góis, de idade de 70 e tantos anos. Foi sepultada na  Capela de S Bernardo encomendada por frei Fco da Vitória, monge de S Bento.

 

 

Cap. 2º

Manoel Pacheco Gato

(Silva Leme GP IV)

 

Filho de Manoel Pacheco e Beatriz Gato,nasceu por 1622. Casou com Ana da Veiga Paes, filha do capitão João Paes e de Suzana Rodrigues, a moça.

Em 1674, Manoel foi testemunha no processo de emancipação Balthazar de Borba Gato e declarou ter então 52 anos e ser primo de Baltazar.

Foi morador de Santo Amaro, onde faleceu aos 18-8-1692, tendo seu óbito sido assentado na Matriz desta Freguesia pelo Padre João de Pontes. (Matriz de Santo Amaro)

Em seu testamento, ditado dois dias antes de sua morte, declarou que de seu casamento com Ana da Veiga tivera cinco filhos e uma filha já casada e dotada. Declarou ter terras em Bouguassu das quais tinha dado uma parte à filha, nas cabeceiras do Rio Bou (Embu Guassu). Tinha também terras em Tapiipissapé (Itapecerica da Serra) que tinha comprado de suas tias Ana e Elvira Rodrigues. Foi sepultado na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, conforme determinou em testamento.

Seu inventário (neste site) foi aberto em 1º de novembro do mesmo ano, nas casas que possuía na vila de São Paulo, “no outão do defunto Cornélio de Arzão”.

Manoel Pacheco deixou:

1. Belchior de Borba Paes, que segue no § 1

 

2. Manoel Pacheco Gato, que segue no § 2

 

3. Antonio Pacheco, já casado com Angela de Castro Rego. Angela faleceu em 1706 com Inventário do 1º Oficio guardado no Arquivo do Estado de São Paulo. Antonio e Angela tiveram o filho Cosme do Rego de Castro.

 

4. Martinho Paes de Linhares, já casado com Isabel da Silva. Isabel nasceu em São Paulo e faleceu em 1726. Eles tiveram os filhos : Diogo da Silva Paes; Frei Martinho de Santa Isabel batizado como Manuel; Martinho Paes da Silva; Paula da Costa Paes; Catarina Paes da Silva; Maria Paes da Silva.

 

5. Baltazar de Borba Gato, com 23 anos em 1692, casou com Leonor de Lemos. Baltazar foi para as minas onde faleceu em Vila Rica e foi sepultado em Nazareth, encomendado pelo Padre Manoel da Costa Moraes. Em 17-04-1720 seu testamento foi aberto na Matriz de Santo Amaro, SP, por seu testamenteiro Martinho Paes, deixando sua terça à filha Ana da Veiga.  Leonor faleceu em seu sítio em Guarapiranga aos 3-8-1725 com cinqüenta e tantos anos e foi sepultada na Matriz de Santo Amaro. Era então casada com João Pinto Guedes, seu terceiro marido. (Óbitos, Matriz de Santo Amaro). Balthazar e Leonor tiveram os filhos: Ana de Borba de Moraes nascida cerca de 1699; Alferes Martinho Rodrigues Gato nascido cerca de 1700; Estevão Paes de Linhares batizado em 19 agosto 1703 (Matriz de Santo Amaro); Pedro de Lemos de Moraes nascido cerca de 1709.

 

6. Uma filha já casada, citada no testamento mas não arrolada no “Titulo dos Herdeiros

 

 

§ 1

Belchior de Borba Paes

 

Casou na Matriz de Santo Amaro aos 14-11-1687 com Maria Domingues, filha de Pedro Nunes Pontes e Inês Domingues. Em alguns assentos desta freguesia é também referido como Belchior de Borba Gato, como por exemplo no casamento de Diogo Dias e Ana Gonçalves em 1699 do qual ele e sua mulher foram testemunhas. Belchior e Maria faleceram em Santo Amaro, ela em 1737 e ele em 1739. O inventário de Maria Domingues está arquivado no Arquivo do Estado de São Paulo. Belchior e Maria tiveram (Matriz de Santo Amaro):

1. João de Borba Paes, batizado aos 16-1-1689, tendo por padrinhos Manoel Pacheco Gato e Inês Domingues

2. Ana de Borba Pontes, batizada na Igreja de M Boy (Embu das Artes) aos 28-9-1691, tendo por padrinhos Antonio Domingues Pontes e Leonor de Lemos

3. Amaro de Borba Pontes

4. Belchior de Borba Pontes

5. Domingos, nascido e batizado em 1708

 

§ 2º

Manuel Pacheco Gato (filho)

 

Casou por 1680 com Francisca da Costa, filha de Domingos Gonçalves e Isabel Costa, aportes à GP: Izabel da Costa cc Domingos Gonçalves da Cruz - SL VIIIº, 214, 2-1

Foi morador de Cotia, onde faleceu aos 16-7-1715, com testamento datado de 12-7-1715 (neste site). Manoel deixou muitos bens, entre eles vários objetos de prata lavrada. Possuía casas de três lanços em sua fazenda na Cotia e outras na Vila de São Paulo. Tinha dez escravos africanos, o que era raro e caro em São Paulo. Das minas trouxera seu filho 160$000 em moeda. Deixou monte mor líquido de 1:704$528, quantia muito elevada na época. Em seu testamento pediu para ser sepultado na Ordem Terceira de São Francisco, onde era irmão professo. Francisca faleceu em 1729 na Cotia, SP. Tiveram os filhos:

1. Isabel da Costa casada na Cotia com Salvador Nunes. Em 1715 Salvador declarou ter 34 anos e em 1736 no processo de casamento de sua filha Ana, declarou ser natural da Cotia. Nos livros de Casamentos e Batismos de Cotia, descobrimos os seguintes filhos de Francisca e Salvador:

1.1. Ana Lopes da Costa, casada com Francisco Bueno de Figueiró, na Cotia. Em seu processo de casamento de 1736, arquivado na Cúria Metropolitana de São Paulo, consta que foi batizada aos 28 de abril (ano ilegível) em Cotia pelo padre Salvador Garcia de Pontes e teve por padrinhos Manoel Pacheco, casado e Francisca Machada, solteira. Seu marido, filho de Mathias de Figueiró e Mariana de Camargo, fora batizado na Igreja dos Pinheiros aos 13-5-1713 e teve por padrinhos João da Fonseca e Maria da Siqueira. (Cúria SP, Processos Matrimoniais). É a única filha de Isabel e Salvador que Silva Leme descobriu.

1.2. José, batizado em março de 1728

1.3. Inácia, batizada em 1730

1.4. Paula, batizada em 1724

1.5. Manuel Nunes da Costa, casado em 1744 com Ana Leme (ou Domingues)do Prado

1.6. Maria Nunes da Costa, casada em 4-5-1734 com Manuel Freitas da Rocha e segunda vez em 1750 com João de la Edra de Leão;

1.7. Francisca Nunes da Costa casada em 1743 com Antonio Domingues da Silva

1.8. Josefa Nunes da Costa, casada em 14-10-1737 com Antonio de Oliveira Caldeira

1.9. Catarina Nunes, casada em 3-5-1734 com Pedro Freitas da Rocha.

 

2. João Pacheco Gato, aos 25-11-1715 pediu sua emancipação, declarando ter 33 anos. Testemunharam em seu favor o Capitão João Vidal de Siqueira de 53 anos, Antonio Lopes de Azevedo de 53 anos e seu cunhado Salvador Nunes de Azevedo de 34 anos. (SAESP, vol 26 neste site) .Geração em Silva Leme GP IV.

 

3. Manoel Pacheco Gato. Pediu sua emancipação no mesmo dia que seu irmão João, declarando ter 31 anos (SAESP, vol 26º neste site). Casou com Isabel Gonçalves da Silva, nascida por 1685/6, com seis anos de idade quando do inventário materno (1691), única filha de Thomé Gonçalves Malio e de Francisca da Silva, neta paterna de Baltazar Gonçalves Malio e Jeronima Fernandes (SAESP vol 23, neste site), neta materna de Gonçalo Lopes e Catarina da Silva. Isabel faleceu em 1736 na Cotia, com Inventário do 1º Oficio, guardado no Arquivo do Estado de São Paulo. Geração em Silva Leme GP IV.

          De seu processo de casamento, corrido em abril de 1716 e arquivado na Cúria Metropolitana de São Paulo, colhemos a seguinte anotação:

João Paes e Maria Paes foram irmãos legítimos: de João Paes procedeo Anna da Veiga e desta nasceo Mel Pacheco Gato pae do Orador Mel Pacheco Gato. De Ma Paes nasceo Baltazar Glz Malio e deste procedeo Tomé Gonçalves Malio Pay da Oradora Izabel Glz.

Testemunhas: Salvador de Oliveira, Coronel Estevão Lopes de Camargo, Agostinho Dias Sanches, Martinho Paes de Linhares e outras.

 

Nota: O Capitão João Paes foi filho e não irmão de Maria Paes, conforme o inventário da mesma Maria Paes. E foi cunhado de Baltazar Gonçalves Malio, segundo marido de sua irmã Jerônima Fernandes. Parece que neste processo, Jerônima, a mulher de Baltazar, foi referida pelo nome de sua mãe.

 

          Francisca da Silva faleceu em São Paulo com testamento que recebeu o “cumpra-se” aos 22-3-1891, inventário aberto em 5 de maio do mesmo ano por seu genro João Vidal (SAESP não publicados neste site). Em seu testamento declarou ser filha de Gonçalo Lopes e Catarina da Silva (SAESP vol 23º, com subsídios sobre o casal e sua família, neste site). Fora primeiro casada com Francisco Barbosa (Rebello), do qual teve cinco filhos citados no testamento e arrolados no inventário, os menores tutelados de João Vidal:

Catarina Barbosa, casada com João Vidal

Páscoa Barbosa, casada com Francisco Ferreira

Urbano Barbosa, com 14 anos, mais tarde tornou-se frei, recebendo sua legítima como patrimônio.

Jacinto Barbosa Lopes, com 10 anos

Faustino Barbosa Lopes.

 

4. José Gonçalves da Costa, batizado em 25-4-1689 na Matriz de Santo Amaro. ( Matriz de Santo Amaro). Pediu sua emancipação em 1717 (SAESP vol. 26 neste site).

 

5. Francisco Xavier Paes, pediu sua emancipação em 1717, declarando ter 29 anos (SAESP, vol 26 neste site). Casou com Vitória Paes de Camargo na Cotia em 1729. Geração em Silva Leme GP I.

 

6. Izabel Gonçalves Paes, casou depois da morte de seu pai com José de Moraes Pires, filho de Bento Pires de Oliveira e Izabel de Moraes e Silva. Em 1717, no processo de emancipação de seu cunhado Francisco Xavier acima, José declarou ter 24 anos.

 

7. Ana da Veiga Paes, era solteira em 1715 e tinha então 22 anos. Casou mais tarde com Manoel Pedroso de Oliveira, irmão de José de Moraes Pires acima..

 

8. Frei Domingos da Purificação, da Ordem de São Francisco.

 

 

 

Referências:

 

Azevedo Marques PSP                  M.E. de Azevedo Marques, Província de São Paulo, Editora Itatiaia e Editora USP,1980

BIHIT                                               Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira

Carvalho Franco DBSB                 Francisco de Assis Carvalho Franco, Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil, Martins Editora e EDUSP.

CHF                                                 Microfilmes do Centro da Historia da Família , Arquivo da Igreja dos Santos dos Últimos Dias

Curia SP                                          Cúria Metropolitana de São Paulo

SAESP I&T                                      Inventários e Testamentos- publicação do Arquivo Publico do Estado de S.Paulo

SAESP I&T np                                Arquivo do Estado de São Paulo, Inventários não publicados

Pacheco Borba PI                          Frederico de Assis Pacheco Borba, Pacheco de Itu : antepassados e descendentes de Elias Antonio Pacheco da Silva

RGCSP                                             Registro Geral da Câmara de São Paulo

RIHeG                                             Revista do Instituto Heráldico - Genealógico

RIHGSP                                          Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

Rodrigo Rodrigues GSM              Rodrigo Rodrigues, Genealogias de S. Miguel e S. Maria, Sociedade Afonso Chaves, 1® Edição Ponta Delgada, 1998

Silva Leme GP                                Luiz Gonzaga da Silva Leme, Genealogia Paulistana.

Taunay RS                                      Afonso de E. Taunay, Relatos Sertanistas, EDUSP, 1981